quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Depois da USP, Unesp adia início de curso de graduação a distância

A Unesp decidiu adiar para o ano que vem o início da primeira turma de graduação a distância da instituição, projeto em parceria com o governo do Estado. As aulas começariam ainda neste ano, mas ficaram para março de 2010. Em junho, a USP já havia anunciado o adiamento, também para 2010, do seu curso no programa do Estado --licenciatura em ciências.

Nos dois casos, houve dificuldade para as universidades chegarem a um acordo com o governo sobre o modelo do programa. Na Unesp, faltava definir como e quando o Estado repassaria recursos à universidade --ficou acertado que o convênio será assinado nas próximas semanas. Já a USP reclamou de interferência no seu projeto de ensino a distância.

Os cursos a distância integram a Univesp (Universidade Virtual do Estado de SP), principal programa da Secretaria de Ensino Superior, criada pelo governador José Serra (PSDB) no início do mandato.

Com o adiamento, o Estado não terá nenhum curso de graduação a distância neste ano, diferentemente do anunciado pelo secretário Carlos Vogt em outubro do ano passado.

O valor que caberá à Unesp não foi revelado --universidade e secretaria dizem que isso ocorrerá amanhã. O orçamento anual da pasta para a Univesp é de R$ 25 milhões.

Serão oferecidas 1.350 vagas para pedagogia. As inscrições devem começar até o início de 2010, disse Klaus Schlünzen Junior, coordenador do Núcleo de Educação a Distância da universidade.

El Niño pode afetar padrões climáticos nos próximos meses, dizem especialistas

A Organização Mundial de Meteorologia, com sede em Genebra, afirmou que os padrões climáticos para os próximos seis meses deverão ser diferentes, devido ao impacto do fenômeno El Niño, no Oceano Pacífico.

De acordo com o correspondente da BBC David Bamford, nas últimas semanas fazendeiros do sul da Ásia ficaram alarmados com a falta das tradicionais chuvas de monção, que atingem a região nesta época do ano.

Partes da Indonésia e Malásia se encontram atualmente escondidas debaixo de uma névoa forte.

A seca está causando um efeito devastador nas lavouras e nos estoques de alimentos no Quênia e leste da África, enquanto que o número de furacões no Caribe diminuiu muito.

Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, todos estes eventos climáticos parecem estar interligados e podem ser conseqüência do El Niño, que está de volta, porém com intensidade menor do que a registrada em 1997.

Há 12 anos, o efeito do fenômeno foi responsabilizado pela perda de lavouras e centenas de mortes no mundo inteiro.

Diferenças

A Organização Mundial de Meteorologia afirmou que o fenômeno neste ano apresenta uma intensidade de fraca a moderada, que ocorre devido a temperaturas mais altas do que o normal nas águas da região tropical do Oceano Pacífico.

Apesar de a diferença ser de menos de um grau, já é o bastante para criar uma série de eventos no mundo todo, como um efeito cascata.

O nome formal para o fenômeno que ocorre com intervalo de alguns anos é El-Niño-Oscilação do Sul. Entre os efeitos, a água do mar fica mais quente do que o costume, cardumes se movem de forma imprevisível, a chuva que deveria ocorrer não vem, ventos podem mudar de direção.

Esses efeitos podem durar até 12 meses.

O modelo de clima da Organização Mundial de Meteorologia pode fazer previsões mais precisas apenas para os próximos meses e sugere que os efeitos do El Niño poderão ser sentidos até, pelo menos, março de 2010.

Israel desenvolve tecnologia para evitar falsificação com DNA artificial

Cientistas israelenses desenvolveram uma nova tecnologia para combater a substituição da identidade genética, após constatarem que o DNA coletado na cena de um crime pode ser facilmente fraudado.

Segundo os pesquisadores, não é difícil fabricar artificialmente amostras de DNA que podem se incorporar à saliva e ao sangue humanos, utilizando material primário e tendo algum conhecimento. Também é possível propagar este DNA artificial no local de um crime.

"Atualmente, os métodos de identificação não permitem diferenciar as amostras de sangue, de saliva ou as superfícies em contato com o DNA artificial", escreveram os cientistas, em um artigo publicado na revista especializada "Forensic Science International: Genetics".

Os especialistas afirmam que é possível pedir a qualquer laboratório que reproduza uma amostra de DNA a partir de uma xícara de café suja ou de uma ponta de cigarro para deixá-la na cena de um crime.

Também é possível modificar o DNA do sangue separando em uma centrífuga os glóbulos brancos (onde fica o DNA humano) dos vermelhos e acrescentar a eles o DNA artificial.

Um renomado laboratório americano, que trabalha com o FBI, não foi capaz de distinguir o DNA falso do verdadeiro, segundo os cientistas israelenses.

Para evitar este tipo de fraude, a Nucleix, empresa israelense especializada em análises de DNA, desenvolveu um método de autenticação do DNA que permite diferenciar o DNA natural do artificial e até mesmo do DNA "contaminado".

O DNA é, atualmente, uma das ferramentas usadas com maior êxito e eficácia nas investigações criminais.

Sentimento de medo pode ser utilizado a seu favor; reflita

"Corajoso não é quem não tem medo, corajoso é quem segue em frente apesar do medo. O medo é um alarme fundamental em nossa vida, mas não pode disparar a todo instante e por questões que não coloquem verdadeiramente em risco nossa segurança. O medo deve ser um sinal de atenção e cuidado, nunca de desistência"

Você tem medo de quê?

Somos seres simples que, de tão simples, nos tornamos complexos. Complexos demais. Todos os outros animais na natureza reagem com base em seus instintos, mas nós, seres humanos, podemos refletir sobre nossos instintos. Nós possuímos a capacidade de pensar até sobre nossos pensamentos e sobre a maneira como pensamos.

Isso que aparentemente é nossa maior vantagem torna-se também nosso maior obstáculo, porque o papel da imaginação em nossas vidas modifica totalmente a realidade.

Há diversas situações com as quais todos nós temos que lidar no cotidiano, disciplinas essenciais na universidade da Vida. E uma das matérias mais difíceis é “como lidar com o medo”.

A primeira lição fundamental é: Não devemos nos culpar por sentir medo!

Se você começa a se culpar por estar sentindo medo só agravará o problema, porque além do medo estará incluindo o peso do sentimento de culpa, que é altamente destrutivo, muito mais que o próprio medo.

Não se culpe por sentir medo, todos os seres humanos sentem medo, inclusive aqueles que demonstram ser destemidos. Lembre-se sempre desta verdade essencial: Corajoso não é quem não tem medo, corajoso é quem segue em frente apesar do medo.

A coragem não é a ausência do medo, mas a disposição de não permitir que ele impeça você de caminhar.

A segunda lição fundamental é: Sentir medo é bom e importante

O medo nos conduz a uma atitude de respeito e atenção diante dos desafios da vida. Na ausência do medo, nossos antepassados não teriam fugido dos predadores e a humanidade poderia estar extinta. O medo é um sentimento que busca nos preservar e nos conduzir a uma posição mais segura. O medo deve ser um sinal de atenção e cuidado, nunca de desistência. Desistir é entregar-se passivamente, sem direito à luta!

O medo faz parte de você, não você do medo. Não deixe que a parte domine o todo. Não se deixe dominar pelo medo, porque nada nos domina sem a nossa permissão.

Medo patológico

O medo se torna patológico quando começa a se manifestar fora de hora e sem propósito. Pense em um sistema de alarme contra incêndios: Se houver um princípio de incêndio e ele não disparar, não serve para nada e nos expõe ao risco, mas, se ele disparar por causa da fumaça de um bife na frigideira, também estará com defeito. Esse alarme só deveria disparar em risco real de incêndio. O mesmo acontece com o medo, ele é um alarme fundamental em nossa vida, mas não pode disparar a todo instante e por questões que não coloquem verdadeiramente em risco nossa segurança.

As situações e decisões mais importantes que você enfrentará na vida farão, na imensa maioria das vezes, você sentir medo. Quanto mais importante a decisão, maior o medo. Isso é natural. Nessas condições, o tamanho do medo lhe diz a importância que as repercussões terão em sua vida.

A imaginação e a ansiedade alteram drasticamente o equilíbrio do sistema de alarme psicológico e biológico do medo. A sombra do monstro no cinema é sempre maior que o monstro e, o som que ele emite é mais assustador que sua aparência. Desligue o som e esqueça a sombra. O “monstrinho” ficará bem mais fácil de encarar, às vezes até simpático.

Impermanência

A questão é que sempre imaginamos as coisas como se elas fossem definitivas e o medo de errar torna-se insuportável. Mas sejamos sinceros, quantas coisas realmente absolutas e definitivas você conhece na vida?

A vida é feita muito mais de coisas transitórias que definitivas. Seu emprego pode mudar, seu casamento pode acabar, você pode perder um excelente negócio, mas nada disso é, de fato, definitivo. O emprego perdido pode ser recuperado, ou você pode encontrar outro ainda melhor. O casamento que acabou hoje poderá reviver amanhã com mais maturidade e qualidade, ou você pode encontrar um relacionamento superior que lhe permita ser muito mais feliz. Negócios se perdem e se fecham todos os dias, sua vida não depende de uma única decisão, mas de um conjunto delas!

Ansiedade reforça presença do medo

A ansiedade é outro elemento que reforça a presença do medo. Pessoas ansiosas sentem que sempre está faltando algo que deveriam fazer imediatamente ou ter feito antes para se sentirem seguras e, por isso, aumentam as consequências do medo. Basta observar que ninguém tem uma crise de pânico sem antes apresentar distúrbios de ansiedade. Esses distúrbios possuem duas causas básicas, que podem ocorrer juntas ou separadas: desequilíbrio da química cerebral e dificuldades psicológicas de enfrentamento da realidade.

Se o medo em sua vida vem atingindo níveis patológicos, ou seja, níveis que estão impedindo você de agir, mesmo nas coisas mais simples do dia-a-dia, busque ajuda profissional. Não se envergonhe de pedir ajuda, é grande aquele que se reconhece pequeno frente ao que desconhece!

Mecanismos do medo saudável

Sinta-se convidado para o grupo dos que sentem o medo saudável, aquele que nos ensina:

• o que devemos evitar;

• ao que devemos estar atentos;

• por que permitimos que algumas coisas tenham tanto poder sobre nós.

Compreenda que muitos medos são simplesmente fruto da imaginação, da vaidade e da ansiedade. Você não é covarde porque sente medo. A única covardia é desistir de compreender os mecanismos que te levam a sentir tanto medo. Sim, eu sei, às vezes dá medo de conhecer as causas do nosso próprio medo. Pense com bom humor, medo você já tem mesmo, então é melhor que ele seja útil e lhe sirva de estrada para compreender melhor a você, aos outros e à própria vida.

Roubar na infância não faz da criança um marginal

Quando um pai preocupado me questionou sobre uma criança que tinha roubado um objeto, eu já tinha respostas - pois eu mesmo já fui um pai preocupado e já questionei um pediatra sobre o assunto.

Em casa, passamos pelo processo comum, mas eu não tinha ideia do quanto aquilo era normal. Primeiro, o questionamento casual, do pai para a mãe (ou vice-versa): Você por acaso tirou dinheiro da minha carteira? Depois, o pequeno maço de dinheiro é encontrado acidentalmente no quarto da criança de 7 anos de idade. A preocupação, o questionamento, a dúvida: Como lidamos com isso? O que isso significa? Isso nos diz algo que não queremos saber sobre o caráter do nosso filho? Sobre nós mesmos? Há realmente algo de errado?

"A maioria das crianças rouba alguma coisa em algum momento", disse Dra. Barbara Howard, num tom positivo. Howard é professora assistente de pediatria da Faculdade de Medicina Johns Hopkins. Alguns anos depois da minha própria crise familiar, eu participei de uma palestra educativa dada por ela para pediatras, sobre comportamento e desenvolvimento. O ato de roubar foi abordado, sem rodeios, junto com problemas de sono, ataques de raiva e tudo mais.

Uma criança de 2 anos que pega algo, disse ela, provavelmente será descrita como "uma criança que não sabe partilhar", não como "ladra", pelo menos por um pai ou mãe com um senso razoável de desenvolvimento infantil. Eu vejo, eu quero, pego, e é meu. Estabelecer limites é uma parte importante dos cuidados a crianças dessa idade. Não, nem tudo que você quer pode ser seu.

Mas e crianças um pouco mais velhas, de 5, 6 ou 7 anos, que claramente conhecem as regras e pegam algo de um coleguinha, da sala de aula ou até mesmo de uma loja - aquela criança que se esforça para esconder os ganhos desonestos e, quando confrontada, talvez negue tudo categoricamente?

Novamente, isso é extremamente comum. Tive uma paciente de 6 anos de idade, cuja mãe chorou enquanto pronunciava a palavra "roubo" na frente da filha. A menina tinha saído de uma loja levando um acessório de cabelo ou algo do tipo. Eu vejo, eu quero, eu pego. No entanto, no aspecto do desenvolvimento, existe algo mais complexo acontecendo.

"A fase seguinte é de testes", disse Howard. "As crianças estão tentando descobrir o que acontece se elas forem flagradas, e um dos maiores problemas é se elas não forem pegas. Elas vão descobrir quais são as regras, mas se ninguém as flagra e diz 'Isso é errado, você tem de devolver ou pagar por isso', elas não têm a sensação de estarem sendo realmente supervisionadas."

Dr. Martin T. Stein, outro especialista em comportamento e desenvolvimento, e professor de pediatria da Universidade da Califórnia, em San Diego, e do Hospital Infantil de Rady, usou a frase preferida de um pediatra para falar das crianças de 5 a 8 anos que roubam: "É um momento que nos ensina algo", disse ele.

É sua vez, como pai ou mãe, de falar sobre padrões e comportamento ético, e de tornar esses conceitos reais ao exigir que a criança peça desculpas e devolva o objeto, ou faça uma restituição. "É realmente uma grande oportunidade," disse Stein, "e traz a mensagem de que esse não é um comportamento adequado, que não vamos tolerá-lo".

Mais preocupante ainda é uma criança que rouba por motivos aquisitivos menos óbvios. Um acessório de cabelo que ela deseja brilhante em seu penteado, ou o brinquedo de outra criança que ela inveja - esse tipo de roubo, apesar de ser necessário discuti-lo e corrigi-lo, é menos problemático que o chamado roubo simbólico.

Uma criança com raiva pode roubar um objeto querido por outra pessoa e destruí-lo - jogar uma bijuteria da mamãe no vaso e dar descarga, ou tocar fogo num projeto escolar especial de um irmão ou irmã. Uma criança preocupada com o desempenho escolar pode roubar algo do coleguinha brilhante da turma.

Uma criança que continua pegando coisas dos outros tem problemas. Quando ela cresce, tudo isso se torna mais sério. Se uma criança do ensino fundamental já rouba dinheiro, você deve se preocupar com drogas, álcool e outras influências negativas na vida daquela criança.

E um comportamento realmente antissocial? O roubo de uma criança pequena não é, de forma nenhuma, equivalente a um comportamento incendiário, tortura de animais ou qualquer outra perspectiva aterrorizante que passa pela cabeça de alguns pais naquele primeiro momento do "vi você pegando algo da loja". Por outro lado, um padrão de roubo sem nenhuma demonstração de remorso pode sinalizar um problema sério - e essa criança precisa de ajuda imediata.

Contudo, a maioria dos pais de crianças pequenas podem ficar seguros de que roubar é um comportamento bem rotineiro. "É incomum que uma criança atravesse toda a infância sem nunca roubar nada, mesmo que os pais não saibam", disse Stein.

Se você flagrar a situação, diz Howard, não deve fazer o que alguns pais fazem, correr para organizar uma "turnê terrorista" num centro de correção disciplinar, para mostrar ao seu filho de 7 anos onde termina uma vida criminosa.

"Eles precisam ser abordados, pagar o que devem e pedir desculpas", disse ela, "mas não devem ser levados a um centro de correção ou tratados como se estivessem pré-determinados a serem criminosos".

Então, cabe a você - pai ou mãe - encontrar o melhor equilíbrio. "Muitas vezes, o pai ou a mãe está envergonhado ou humilhado, eles não querem dizer a qualquer um que seu filho roubou", disse Howards. "Fazer demais ou de menos, ambos podem ser ruim".

Quando encontramos o dinheiro roubado, questionei meu pediatra. Ele me disse, gentilmente, que aquilo era comum. Leve a sério, disse ele, fale das consequências, exija um pedido de desculpas, mas não aja como se você achasse que seu filho é um marginal.

Foi exatamente isso que eu disse para o primeiro pai que me questionou sobre roubo na sala de exame - e para todos os pais e mães que vieram depois.

Fiocruz: novo método detecta vírus de infecções gastrointestinais

- Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveram um método inédito para diagnosticar a presença de norovírus em verduras e queijo artesanal. A nova técnica poderá ajudar os órgãos de vigilância sanitária a detectar casos de contaminação que passam despercebidos no Brasil. O norovírus, transmitido por água e alimentos contaminados, é um dos principais causadores das infecções em estômago e intestino (gastroenterites), que costumam vir acompanhadas de cólica, diarreia e vômito.

Para chegar ao novo método, os pesquisadores inocularam norovírus em folhas de alface e na superfície de queijo, alimentos que podem ser contaminados facilmente durante a manipulação. "O processamento das amostras foi feito em um aparelho chamado stomacher, que simula a digestão humana", conta a pesquisadora Marize Miagostovich. "Em seguida, a solução passou por processos de filtração e de concentração viral, antes de ser analisada por metodologias moleculares, que até o momento constituem a única maneira de se detectar a presença dos vírus em alimentos". Com informações da Agência Fiocruz.

Extrato de fruta amazônica mata bactérias que causam cárie

São Paulo - Pesquisadores brasileiros descobriram que extratos da casca e da semente do bacupari, uma fruta amazônica, têm substâncias químicas que combatem os micróbios causadores de cáries. Uma substância abundante na casca, a 7-epiclusianona, mostrou-se tão potente quanto a clorexidina, o antibiótico mais forte usado pelos dentistas. Com vantagens: ao contrário da clorexidina, a substância natural parece só matar as bactérias que causam doenças na boca, não escurece os dentes, não tem cheiro, nem gosto ruim.

A descoberta envolveu pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na FOP, os dentistas Ramiro Murata e Luciana Salles Branco comprovaram a eficácia das sementes em seus estudos de doutorado e mestrado, respectivamente. Na Esalq, o professor Severino de Alencar realizou os testes de pureza das amostras das sementes.

Estudos anteriores já demonstravam a eficácia do bacupari em matar bactérias que causam doenças no intestino. "A fruta fica bem conservada um bom tempo depois de cair no chão. Isso pode indicar substâncias antibacterianas na casca", explica o professor da Universidade Federal de Alfenas, Marcelo Santos, que estuda o bacupari há 16 anos e forneceu os extratos para a FOP. "Há relatos de pessoas que usam as folhas da planta para tratar tumores e pedras do rim. Outros bochecham o extrato do fruto para tratar a afta." As informações foram divulgadas pela Agência USP de Notícias.

O que cocaína, chocolate e beijos têm em comum?

Responda rápido: o que cocaína, beijos e chocolate têm em comum? Ainda que o efeito não dure, os três estimulam o bem-estar do sistema de recompensa da dopamina. Uma descoberta feita por cientistas da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Estados Unidos, sugere que comportamentos competitivos ­e em alguns casos agressivos – pode ter efeito bioquímico similar no cérebro e também fornecer recompensa dopamínica. Durante os estudos, quando os pesquisadores suprimiram o sistema de dopamina em ratos mais agressivos, o desejo dos roedores de encurralar ou morder intrusos foi severamente diminuído. Essa constatação que pode explicar a “sede” de algumas pessoas por participar de competições esportivas, lutas, ou até envolver-se em brigas. A questão que instiga os cientistas, agora, é até que ponto beijos e consumo de chocolates podem substituir – ou pelo menos ajudar a controlar – atitudes menos saudáveis, como o uso de cocaína e o envolvimento em desavenças. As pesquisas continuam.

Varicocele, causa comum de infertilidade

A infertilidade é definida como a dificuldade ou impossibilidade de um casal que mantém relações sexuais regulares, e depois de um ano, não consegue ter filhos. É um fenômeno universal, que atinge de 10% a 15% dos casais, independentemente das origens culturais ou sociais. “A investigação das causas da infertilidade masculina por um urologista é tão necessária quanto a ida da mulher ao ginecologista. Deve ser realizada por marido e mulher ao mesmo tempo, pois o tratamento da infertilidade, no final das contas, é sempre um tratamento do casal”, afirma o andrologista Rodrigo Lessi Pagani, professor do Curso de Pós-Graduação em Infertilidade Humana do ICS, Instituto de Ciências da Saúde.

É essencial na análise do homem infértil um histórico detalhado e um exame físico completo. Do ponto de vista laboratorial, duas análises seminais são fundamentais, embora os resultados da análise seminal simples não possam determinar anomalias funcionais dos espermatozóides. A avaliação seminal – espermograma – fornece informações importantes sobre a espermatogênese e a permeabilidade do trato reprodutivo.

“A varicocele é causa comum da infertilidade masculina, caracterizada por uma dilatação anormal das veias testiculares, principalmente após esforço físico, causada por uma inversão no sentido do sangue nestas veias. Ao invés de subir, ele desce de volta ao testículo. Esse acúmulo de sangue pode dificultar o retorno venoso e aumentar a temperatura local, o que causa uma piora na qualidade do sêmen, gerando uma diminuição na qualidade e na capacidade de fertilização do óvulo", explica o médico. A doença não provoca distúrbios da potência sexual.

Geralmente congênita, ela aparece na maior parte das vezes na adolescência e costuma ocorrer mais do lado esquerdo do escroto. “O próprio paciente ou seu médico podem notar a dilatação das veias no saco escrotal, através da palpação. Ultra-sonografia, ecografia testicular e cintilografia dos testículos são exames de imagem que auxiliam no diagnóstico”, explica o professor do ICS, Rodrigo Pagani.

O tratamento da varicocele é cirúrgico, quando é realizada a ligadura das veias dilatadas, interrompendo o refluxo de sangue aos testículos. O controle é feito após três, seis e até nove meses depois da cirurgia, respeitando o tempo de produção das ‘novas safras’ de espermatozóides. “Em média, o tratamento causa melhora do sêmen em até 60% dos pacientes e gravidez em até 40% dos casais”, conta o andrologista. A seguir, o especialista esclarece mais dúvidas sobre a varicocele:

- Podemos comparar as varizes das pernas com a varicocele?

Dr. Rodrigo Lessi Pagani - O processo de formação é exatamente o mesmo das varizes que se formam nas pernas. No caso das pernas, a dilatação das veias é provocada pela dificuldade do sangue escoar pelas veias que sobem para o coração. Já em relação à varicocele, o problema é específico da veia gonadal, que drena a veia do testículo do lado esquerdo e desemboca perpendicularmente na veia renal, formando um ângulo que dificulta o fluxo sangüíneo. Do lado direito, as condições anatômicas são diferentes, pois a veia testicular desemboca obliquamente na veia cava, o que facilita a drenagem do sangue.

- A varicocele é prevalente em que faixa etária?

Dr. Rodrigo Lessi Pagani - Em geral, o problema aparece dos 12, 13 anos até os 25, 30 anos, e a tendência é tratar cirurgicamente estes pacientes na pré-puberdade ou no início da puberdade, porque alguns estudos mostram que o acúmulo de sangue nas veias dilatadas ao redor do testículo aumenta a temperatura localmente. E a temperatura alta pode prejudicar o desenvolvimento e a função de produção dos gametas do testículo. A varicocele pode acometer também as crianças. Ao apalpar a região atrás do testículo, a própria criança pode perceber um emaranhado de vasinhos parecido com um novelo de lã e que, em certos casos, pode até ser visível. Isso é sinal de que as veias começaram a se dilatar.

- A varicocele provoca dor?

Dr. Rodrigo Lessi Pagani - Pode doer, mas não é a regra. Em geral, o que mais incomoda é o volume que aparece atrás do testículo e os pacientes se queixam de que aparece um inchaço quando fazem força, pois a pressão dentro da barriga aumenta e fica mais difícil para o sangue subir.

- Como o urologista pode diagnosticar com precisão a varicocele?

Dr. Rodrigo Lessi Pagani - O mais importante é o diagnóstico clínico, embora existam métodos como o ultra-som com Doppler, que permite avaliar o calibre dos vasos e o fluxo de sangue que comportam. No entanto, o tratamento cirúrgico só deve ser proposto para os indivíduos com problemas de fertilidade que têm varicocele detectada no exame físico e não para aqueles com dilatação mínima das veias que aparece somente no exame de imagem. Por isso, quando um indivíduo de 40, 50 anos, que já teve filhos, percebe uma pequena dilatação nas veias testiculares e procura o médico, a conduta é não fazer nada a não ser que haja uma preocupação estética, o que, às vezes, é um exagero.

- Como surge, então, a indicação cirúrgica para o tratamento da varicocele?

Dr. Rodrigo Lessi Pagani - A indicação cirúrgica da varicocele para os indivíduos com problemas de fertilidade é definida basicamente pelo espermograma. Quando o exame físico revela a presença de varicocele num adulto cuja esposa tem dificuldade para engravidar, a cirurgia consegue melhorar a qualidade dos espermatozóides produzidos em 40%, 50% dos casos, o que não é pouco, e pode promover a gravidez em condições naturais.

- Como é realizada a cirurgia?

Dr. Rodrigo Lessi Pagani - A cirurgia indicada é na verdade uma microcirurgia. É segura e não há o que limite sua indicação com o objetivo maior de melhorar a produção dos espermatozóides.

- Após a cirurgia podem ocorrer recidivas?

Dr. Rodrigo Lessi Pagani - Sim, mas são muito infreqüentes, algo em torno de 5% a 8% dos casos. A escolha da técnica adequada e a cirurgia bem executada minimizam a possibilidade de complicações e de recidivas.

O Instituto de Ciências em Saúde está fazendo o recrutamento de casais que apresentam problemas de infertilidade para serem atendidos pelos professores e alunos dos cursos de especialização e extensão em reprodução humana assistida da instituição. O ICS fará uma adaptação dos custos do tratamento, de acordo com a classificação sócio-econômica de cada casal. Para obter mais informações sobre os benefícios oferecidos é preciso telefonar para (11) 5052 1409 e falar com Nany.

Intercalar refeições com a ingestão de banana traz enormes benefícios

O símbolo natural dos trópicos é também uma fonte riquíssima em energia e elementos importantes para o organismo. A banana possui três tipos de açúcares naturais - sacarose, frutose e glicose – que combinados com suas fibras dão uma carga energética importante para quem pratica exercícios físicos pesados.

Intercalar as refeições com a ingestão de uma banana tem enormes benefícios. A fruta ajuda a evitar náuseas e mantém o nível adequado de açúcar no sangue, o que auxilia a controlar a vontade de comer mais. E se a pessoa sofre com problemas de azia, tem aí um ótimo remédio para combater o desconforto.

A banana é também uma das principais fontes de potássio que temos a nossa disposição. Esse mineral tem ação central no sistema nervoso, pois faz parte do funcionamento da bomba de sódio. Simplificando, é o balanceamento de sódio e potássio dentro da célula, que permite a transmissão do impulso nervoso.

Essa substância também ajuda a combater a pressão alta e o estresse, logo, normaliza a função do coração, prevenindo enfartes. Para os atletas, ela também é muito importante por ajudar a evitar a ocorrência de cãibras, já que a atividade muscular consome o potássio do organismo.

O bom humor também é influenciado pela fruta, pois ela é rica em triptofano, um aminoácido essencial ao corpo. Ele é utilizado na composição da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, entre outras funções vitais.

Esses são apenas alguns benefícios que a banana oferece. Então, está claro que não devemos nunca deixá-la de fora de nosso cardápio.

Pele humana é "esponja" para gás tóxico


O ozônio que circula em grandes quantidades pelos ambientes fechados, como os dos escritórios paulistanos, pode ser ainda mais irritante para o corpo humano do que se pensava até agora.

Cientistas descobriram que o gás, ao reagir com compostos oleosos que existem na própria pele, liberam outros compostos, que são potencialmente perigosos tanto para a pele quanto para os pulmões. Eles podem potencializar sintomas de asma, por exemplo.


A relação entre ozônio e pele humana já era conhecida, mas o experimento apresentado ontem na revista científica "PNAS" revelou a produção de novas substâncias até então desconhecidas pela ciência.

Segundo os cientistas, os compostos estavam sendo subestimados pelas outras técnicas de pesquisa.
No experimento, a dupla de pesquisadores --Armin Wisthaler (Universidade de Innsbruck, Áustria) e Charles Weschler (Universidade Rutgers, EUA)-- reproduziu um escritório de 30 metros cúbicos.

Dentro dele, havia apenas um único trabalhador, que acabou exposto ao ozônio, injetado na sala pelos sistemas de ventilação, como ocorre no mundo real. Na cidade de São Paulo, o ozônio é um dos principais poluentes da atmosfera. E, por isso, também circular bastante em ambientes fechados.

Após quatro horas, mostraram as medições do estudo, o ozônio na sala teve uma redução de até 25%. Isso porque ele reagiu com substâncias oleosas da pele. Dessas reações é que surgiram alguns tipos novos de substâncias irritantes.

O ozônio, que tem efeitos poluentes em baixas altitudes, é fundamental para a vida na Terra em alturas mais elevadas. O gás, por exemplo, barra a chegada de grande parte dos nocivos raios ultravioleta ao solo.

A pesquisa não analisou a relação direta que pode existir de fato entre os compostos produzidos pela reação entre ozônio e pele com eventuais doenças.

Mas, em tese, as reações químicas descritas agora são um problema em potencial, dizem os cientistas. Mesmo elas servindo também para reduzir o ozônio no ambiente.

Os resultados da pesquisa não apresentam apenas implicações diretas para o homem. Alguns dos dados obtidos agora poderão ser úteis para o controle do ozônio que circula pelos ambientes externos também. Esse gás é formado principalmente pela poluição que sai dos escapamentos dos carros.

Os compostos oleosos que existem na camada externa da pele humana também estão presentes em vários outros locais. É comum achá-los em superfícies de plantas, na serrapilheira (folhas soltas sobre o solo) e na lâmina d'água do mar.

É bem provável, segundo os autores do trabalho, que nesses locais, os óleos também apresentem um papel crucial no balanço do ozônio atmosférico.

Pipoca pode ajudar a evitar câncer, dizem cientistas

A pipoca e outros cereais matinais contém "quantidades surpreendentes" de substâncias antioxidantes conhecidas como polifenóis - que têm potencial de diminuir o risco de câncer e doenças cardíacas - normalmente encontradas em frutas e legumes.

O estudo foi apresentado por cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, durante a 238ª Reunião da American Chemical Society (ACS), em Washington.

Os polifenóis são a principal razão pela qual frutas e legumes - e alimentos como chocolate, vinho, café e chá - se tornaram conhecidos por seu potencial para diminuir o risco de doenças.

Até agora, acreditava-se que esses cereais eram alimentos saudáveis e ajudavam a combater o câncer e doenças cardíacas por causa de seu alto teor de fibra, mas segundo os autores do estudo, ninguém havia comprovado a alta presença de polifenóis.

"Mas recentemente, os polifenóis emergiram como potencialmente mais importantes. Os cereais matinais, macarrão, biscoitos e salgadinhos feitos à base de grãos (como pipoca) constituem mais de 66% do consumo de grãos na dieta americana", disse o químico Joe Vinson, autor do estudo.

Segundo os cientistas, a quantidade de antioxidantes encontradas em cereais integrais é comparável à encontrada nas frutas e legumes, por grama.

Os polifenóis são substâncias químicas encontradas em muitas frutas, legumes e outras plantas, como frutas vermelhas, nozes, azeitonas, folhas de chá e uvas. Conhecidos como antioxidantes, eles removem os radicais livres do corpo.

Os radicais livres são substâncias que têm potencial de danificar células e tecidos do corpo. Os cereais integrais com maior quantidade de antioxidantes são feitos com trigo, milho, aveia e arroz, nesta ordem, segundo Vinson.

Segundo o químico, farinhas integrais também tem alto teor de antioxidantes, salgadinhos de grãos integrais tem ligeiramente menor quantidade de antioxidantes do que cereais matinais e, dentre esses salgadinhos, a pipoca é a mais rica em antioxidantes.

Anvisa determina normas de funcionamento para as farmácias

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje uma resolução contendo novas regras de funcionamento para as farmácias. Segundo o documento, os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance dos clientes, incluindo os produtos isentos de prescrição médica (que podem ser comprados sem apresentação da receita do médico).

A resolução também define quais alimentos poderão ser vendidos nas farmácias, quais serviços poderão ser prestados e orienta sobre a realização da venda por meios remotos (telefone e internet).

"O estabelecimento farmacêutico no país tem um desvio sério" afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello. "Já encontrei, no Rio Grande do Norte uma farmácia que vendia bebida alcoólica."

Os únicos medicamentos que poderão ser comprados diretamente pelos consumidores nas prateleiras são os fitoterápicos, preparações de uso dermatológico e medicamentos oficinais (como água boricada, glicerina, hidróxido de magnésio). O uso de medicamentos isentos de prescrição tem aumentado o número de intoxicações, além de mascarar doenças graves, de acordo com Raposo.

Em 2007, 30% das intoxicações no país foram causadas por medicamentos . Na cidade de São Paulo, no mesmo ano, de 600 casos de intoxicação por medicamentos, 150 foram causadas por remédios isentos de prescrição, segundo a Anvisa.

A venda de alimentos nas farmácias "banaliza o ambiente da farmácia atraindo o paciente para dentro dela", disse Raposo. "Ao entrar na farmácia (para comprar alimentos), muitas vezes, o consumidor é seduzido para levar um medicamento, uma vitamina", afirmou.

Ainda segundo a resolução, será permitida a venda de alimentos para fins especiais (para dietas com restrições de sódio ou de nutrientes, por exemplo), alimentos para grupos populacionais específicos (como idosos e gestantes), suplementos vitamínicos e/ ou minerais, mel, própolis, geléia real e alguns tipos de alimentos comercializados sob a forma de tabletes, saches ou similares.

Entre os serviços que poderão ser prestados pelas farmácias, o farmacêutico poderá monitorar a pressão arterial e a temperatura corporal, administrar medicamentos injetáveis e inalatórios e realizar o atendimento domiciliar. As farmácias poderão oferecer o serviço de perfuração de orelha, desde que realizado em condições adequadas. Para oferecer medicamentos por meio remoto (telefone e internet), elas devem existir fisicamente e estar abertas ao público.

De acordo com o texto, continua permitida a venda de plantas medicinais, drogas vegetais, essências florais empregadas em floralterapia, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, produtos médicos e para diagnóstico, mamadeiras, chupetas, bicos e protetores de mamilos, lixas de unha, cortadores de unhas e similares.

A resolução prevê 180 dias (a partir de ontem 18-08-09) para as farmácias se adequarem às normas. As multas para quem descumpri-las variam entre R$ 2 mil até R$ 1,5 milhão.

Uergs divulga primeira chamada do vestibular de inverno; consulte

A Uergs (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) divulgou na terça-feira (18) a primeira chamada do vestibular de inverno 2009; confira:


Os aprovados deverão comparecer para matrícula no polo para o qual foram aprovados no período de 19 a 21 de agosto, munidos com os documentos mencionados no edital. Para os candidatos não-cotistas, a documentação está listada no item 9.7; candidatos com deficiência ou carentes economicamente devem observar os itens 9.8 e 9.9, respectivamente.

A segunda chamada está prevista para ser divulgada em 10 de setembro.
Veja outras informações podem ser obtidas no site da Uergs.

Saibam mais sobre as Profissões!! GESTÃO AMBIENTAL


37-Gestão Ambiental

Tecnólogo

O tecnólogo em Gestão Ambiental desenvolve projetos para prevenir, reduzir ou eliminar a poluição das águas e a deterioração das matas e do solo. Ele planeja o crescimento de cidades e a ocupação de terrenos. Participa, também, de programas de reciclagem de materiais e de educação ambiental. No setor privado implanta e acompanha projetos de exploração de recursos naturais, empregando métodos e técnicas não poluentes, trata efluentes e dejetos industriais e controla a adoção de normas de proteção ambiental e de tecnologias limpas. Em áreas já degradadas, recupera o solo, implanta sistemas de compostagem e tratamento de lixo e busca soluções para drenar as águas das chuvas, sempre procurando melhorar o desempenho econômico e ambiental dos processos produtivos.

O mercado de trabalho

O cuidado com as questões ambientais demonstrado por várias prefeituras de todo o país, a crescente preocupação em preservar a natureza e reduzir a poluição atmosférica e das águas e o aumento de exportações para países que só aceitam transações com companhias possuidoras de certificação de qualidade, como o ISO 14.000, fazem com que a procura por esse tecnólogo esteja em alta em praticamente todo o território. Os especialistas em planejamento são muito solicitados por indústrias de diversos segmentos. Empresas de consultoria e auditoria também são bons empregadores. Em prefeituras, ele trabalha na recuperação de áreas verdes e de rios. Um campo que está em crescimento é o de educação ambiental. As melhores oportunidades estão nos grandes centros urbanos, em especial nas regiões Sul e Sudeste, por conta da concentração industrial.


O curso

Apresenta muitas matérias teóricas, como ecologia, educação ambiental, saneamento e planejamento urbano, gestão de negócios e empreendedorismo. Mas há também boa carga de aulas práticas em laboratórios de física, química e biologia. Durante todo o curso, o aluno aprenderá a analisar problemas e a desenvolver projetos para a recuperação de ambientes degradados. Um trabalho de conclusão de curso e um estágio de 400 horas são obrigatórios na maioria das escolas. Alguns cursos preparam o estudante para atuar diretamente no tratamento de resíduos industriais. Duração média: dois anos. Outros nomes: Ger. Amb.; Ger. Amb. Ind.; Gestão de Meio Amb.; Gestão de Meio Amb. e Saneam.; Gestão de Plan. Amb.; Gestão e Plan. Amb.; Gestão e Saneam. Amb.; Gestão em Meio Amb.; Gestão em Meio Amb. e Saneam.; Gestão em Plan. Amb.; Meio Amb.; Meio Amb. (gestão amb.); Meio Amb. (saneam.); Processos Amb.; Sist. de Gestão Amb.; Tecnol. Amb.

Medidores de glicose podem produzir falsos resultados para alguns pacientes, diz FDA

O uso de medidores de glicose pode produzir falsos resultados para certos pacientes com doença renal ou que utilizam medicamentos para artrite reumatoide, segundo advertência da FDA (Food and Drug Administration), órgão que regula medicamentos nos EUA. As informações são do site da Sociedade Brasileira de Diabetes.

O comunicado adverte para resultados incorretamente elevados produzidos por algumas marcas de monitores em pacientes submetidos a diálise peritoneal e que fazem uso de imunoglobulinas, substâncias usadas no tratamento da artrite reumatoide.

A FDA afirma ter registrado a ocorrência de 13 mortes entre 1997 e 2009 devido ao problema. Os resultados incorretos podem levar o médico ao uso de doses excessivas de insulina na tentativa de baixar a glicemia.

A Sociedade ressalta que esses aparelhos são de boa qualidade e extremamente importantes para o diabético. Apenas nas ocasiões citadas é que os profissionais de saúde devem considerar a possibilidade de erro.

Os monitores que produzem estes falsos resultados são aqueles que utilizam uma substância chamada "glicose desidrogenase com pirroloquinolina", que reage com outros açúcares além da glicose.

As fitas podem reagir com maltose, galactose e xilose, que estão presentes nos medicamentos utilizados no tratamento da insuficiência renal e da artrite reumatóide.

Na maioria das vezes, esses resultados são obtidos dentro de clínicas especializadas ou hospitais e a recomendação do FDA é que sejam trocados os aparelhos que usam esses reagentes.

A lista (em inglês) com o nome dos fabricantes dos aparelhos e os seus nomes comerciais está disponível no site do FDA.

Ecstasy pode estar relacionado à lesão cerebral aguda, diz pesquisa

São Paulo - Um estudo publicado pelo periódico "Neurology", jornal oficial da Academia Norte-americana de Neurologia, pode trazer mais um ponto sobre a questão dos malefícios do ecstasy para a saúde. A publicação descreve a história de um homem e uma mulher de 25 anos de idade que apresentaram lesão cerebral após crise epilépticas desencadeadas pela ingestão da droga. "O que se observou de mais impressionante foi que, com uma crise epiléptica de curta duração, de menos de dois minutos, os jovens apresentaram lesão no hipocampo", diz o médico Ricardo Teixeira, diretor do Instituto do Cérebro de Brasília (ICB). "Isso significa que o ecstasy pode ter potencializado o efeito danoso que a crise epiléptica tem sobre o cérebro", completou.

Ele esclarece que o hipocampo está do lado esquerdo e direito do cérebro e tem forte ligação com a memória. Tanto é que essa região é uma das mais precocemente afetadas na doença de Alzheimer. Teixeira diz que ainda é cedo para afirmar que a droga foi o fator determinante nesse caso. "Esses indivíduos já poderiam ter uma predisposição à crise, que chegou às vias de fato talvez pelo uso da droga. No entanto, cada vez mais os estudos vêm provando a ligação entre o uso de ecstasy e os efeitos danosos ao cérebro."

Em novembro do ano passado, a revista inglesa "Brain" trazia novidades em relação aos malefícios da droga. Na ocasião, pesquisadores holandeses haviam selecionado cerca de 190 indivíduos entre 18 e 35 anos que nunca tinham consumido ecstasy e que eram considerados potenciais usuários em um futuro próximo: ou por já ter declarado tal intenção ou por ter amigos que usavam a droga.

Os voluntários fizeram diversas técnicas de neuroimagem e, após 12 meses, eles voltavam para um novo exame. O processo durou três anos. Durante esse tempo, 59 pessoas haviam usado a droga. Eles, então, foram comparados com 56 pessoas do grupo original que não tinham experimentado o ecstasy. O resultado revelou uma série de anormalidades cerebrais no grupo que havia usado a droga, tais como alteração na perfusão (passagem de um líquido por meio de um órgão) sanguínea, na estrutura da substância branca e maturação cerebral. O importante foi notar que essas alterações só foram adquiridas após o início do estudo, quando os voluntários não as apresentavam.

Praticar exercícios em excesso pode viciar

A prática de exercícios físicos em excesso pode se tornar um vício, segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Tufts University, em Washington, Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram ratos que realizaram exercícios em excesso, correndo em rodas próprias para a prática.

Logo depois da corrida, os animais receberam uma dose da droga naloxona, que produz sintomas como tremores, movimentos involuntários nas pálpebras e bater de dentes em usuários de heroína.

Ao receber a dose, os ratos apresentaram sintomas de síndrome de abstinência, assim como os viciados em heroína.

Segundo os cientistas, quanto mais exercícios os ratos fizeram, mais sérios foram os sintomas.

"Exercícios, assim como certas drogas, levam à liberação de neurotransmissores como endorfinas e dopamina, que estão associados a sensações de prazer", disse o responsável pelo estudo, Robin Kanarek.

De acordo com os pesquisadores, os resultados podem ser aplicados em novos tratamentos para viciados em drogas. Isso porque a equipe concluiu que, se o excesso de exercícios vicia, talvez, para se sentirem melhor, viciados em drogas devessem ser tratados com exercícios moderados em vez remédios.

Anorexia

O estudo, publicado na edição de agosto da revista científica "Behavioral Neuroscience", também ajuda a esclarecer os mecanismos por trás de uma condição conhecida como anorexia atlética.

O doente diagnosticado com essa condição faz exercícios de forma compulsiva para emagrecer e a atividade se torna um vício tão poderoso como a dependência por drogas, levando à perda ainda maior de peso.

Os cientistas alertam, no entanto, que apesar dos perigos dos exercícios em excesso em alguns casos, os resultados da pesquisa não devem servir de desculpa para aqueles em busca de uma desculpa para não praticar exercícios.

"Assim como na alimentação e em outros aspectos da vida, a moderação parece ser a chave. Exercícios, enquanto não interferem com o resto da sua vida, são importantes para a saúde física e mental", disse Kanarek.

Experimento

Durante várias semanas, 44 ratos machos e 40 ratos fêmeas, separados em dois grupos, foram monitorados pelos pesquisadores. Um grupo foi deixado à vontade para se exercitar, o outro foi deixado inativo.

Algum tempo depois, todos os ratos receberam doses de naloxona, um remédio usado para tratar pacientes que tomaram overdoses de heroína e que produz sintomas imediatos de síndrome de abstinência.

Os ratos inativos e ativos responderam de forma bem diferente à droga, que foi administrada em doses proporcionais aos pesos dos animais.

Os que haviam se exercitado apresentaram sintomas similares aos de ratos viciados em narcóticos. Já aqueles que permaneceram inativos apresentaram reações mínimas à droga.

A reação dos ratos ativos à naloxona indica que eles teriam sofrido as mesmas alterações nas regiões dos seus cérebros associadas ao prazer que ratos viciados em drogas.

Segundo os pesquisadores, uma maior compreensão dos comportamentos que provocam a liberação das substâncias químicas associadas ao prazer (como as endorfinas e as dopaminas) no cérebro pode auxiliar na criação de tratamentos que incorporem a prática moderada de exercícios.

Especialistas frequentemente se baseiam em estudos com ratos para pesquisar e desenvolver tratamentos em humanos porque as duas espécies apresentam similaridades em seus sistemas nervosos.

Escotismo é uma excelente atividade para a formação da criança

No último artigo (clique aqui), falei sobre as diversas atividades que poderiam contribuir no processo educacional das crianças.. Um leitor desta coluna sabiamente sugeriu falar sobre o escotismo e concordei plenamente com ele.

Lembro-me de que em minha infância falava-se mais a respeito do escotismo, dentre outros motivos porque três personagens de Walt Disney, muito famosos na época, Huguinho, Zezinho e Luizinho eram escoteiros e motivo de orgulho para seu tio, o pato Donald. Como toda criança saudável, esses personagens são travessos, mas há um diferencial, pois eles têm um senso de disciplina, solidariedade, preocupação com a comunidade e respeito à natureza, acima da média.

Dificilmente na educação formal temos disciplinas que abordem, e sobretudo, nos ensinem na prática como desenvolver esses sentimentos e o envolvimento com essas questões cada vez mais fundamentais para a própria sobrevivência de nossa sociedade.

Um dos aspectos que mais me chama a atenção é a Lei Escoteira que baseia-se, com algumas variações, nos princípios abaixo.

O escoteiro:

1. É digno de confiança

2. É leal

3. Pratica todo dia uma boa ação

4. É amigo de todos

5. É cortês

6. É bom com a natureza

7. É obediente e disciplinado

8. Sorri nas dificuldades

9. É econômico

10. É limpo em pensamento, palavra e ação

Esses são valores simples que precisam ser cultivados e estimulados nos jovens, em uma sociedade de competição e consumo como a nossa.

O escotismo foi criado pelo inglês Robert Baden-Powell, um militar condecorado como herói por diversas façanhas que realizou principalmente na África, continente que ele amava e que escolheu para viver seus últimos anos (ele faleceu aos 84 anos), juntamente com sua esposa, Lady Baden-Powell, que se tornou a chefe mundial das Bandeirantes (movimento também criado por ele).

Após vencer batalhas memoráveis e retornar para a Inglaterra, ele percebeu que sua experiência na Índia e na África e seu conhecimento sobre a formação de jovens guerreiros em diversas tradições, poderia ajudar na formação dos jovens de todo o mundo. Ele se retirou do serviço militar e passou a dedicar sua “segunda vida” para o desenvolvimento do escotismo.

Interessante notar que sua vida até então envolvida boa parte do tempo na tensão de batalhas sangrentas, permitiu-lhe vislumbrar um mundo solidário com jovens bem educados e formados, e que essa seria sua grande contribuição para o mundo.

Olhar fotos de doces pode ajudar a emagrecer

Olhar fotos de bolos, doces e outras tentações pode ajudar mulheres decididas a emagrecer a manter o compromisso, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa em Psicologia e Saúde da Universidade de Utrecht, na Holanda, divulgado pela revista "New Scientist".

De acordo com a psicóloga Floor Kroese, autora do estudo, a tentação pode aumentar o autocontrole das mulheres que estão fazendo dieta.

Para testar a teoria, Kroese e seus colegas dividiram 54 estudantes do sexo feminino em dois grupos e pediram que um deles olhasse a fotografia de um bolo de chocolate e o outro de uma flor, sob o pretexto de um teste de memória.

Os pesquisadores então perguntaram às mulheres sobre seus planos de manter uma dieta saudável e ofereceram a elas a escolha entre um biscoito de chocolate ou um de aveia, como lanche.

As mulheres que viram a fotografia do bolo de chocolate demonstraram uma maior propensão em manter uma dieta saudável do que as estudantes que viram a foto da flor.

As estudantes que viram o bolo também demonstraram maior preferência pelo biscoito de aveia - que testes anteriores mostraram ser visto por elas como a opção mais saudável.

Tentações

Segundo a psicóloga, a visão de alimentos tentadores nem sempre leva à vontade de satisfazer o desejo de comê-los.

"Parece que ver uma comida tentadora lembrou às mulheres de seu objetivo de cuidar do peso, e fez com que elas agissem de acordo."

A psicóloga sugere colar fotos de comidas tentadoras na porta da geladeira para ajudar a lembrar do objetivo de perder peso.

Kroese alerta, no entanto, que o resultado parece só se aplicar às mulheres que querem perder peso, e que não está claro como o resto das pessoas reagiria às fotos.

Medicamento para hipertensão é eficaz contra a esclerose múltipla, diz estudo

Um medicamento contra a hipertensão arterial seria eficaz para tratar a esclerose múltipla e impedir ou, inclusive, reverter as paralisias resultantes, segundo estudo realizado em ratos de laboratório, cujos resultados foram divulgados na terça-feira (18).

Os pesquisadores provocaram lesões cerebrais nos animais similares às responsáveis pela esclerose múltipla nos humanos. Alguns ratos foram em seguida tratados com lisinopril, um medicamento genérico para a hipertensão desenvolvido pela empresa farmacêutica norte-americana Merck e comercializado como Prinivil.

Os ratos que receberam o medicamento produziram uma grande quantidade de células imunológicas denominadas linfócitos T. Essas células impedem nos ratos de laboratório e nos humanos as doenças autoimunes nas quais o sistema imunológico ataca células e tecidos saudáveis do organismo.

Os ratos que receberam o medicamento produziram uma grande quantidade de células imunológicas denominadas linfócitos T. Essas células impedem nos ratos de laboratório e nos humanos as doenças autoimunes, nas quais o sistema imunológico ataca células e tecidos saudáveis do organismo.

Os animais tratados com lisinopril não desenvolveram os sintomas da doença, enquanto que os já paralisados tiveram um rápido desaparecimento de sua paralisia, explicou o doutor Lawrence Steinman, professor de neurologia da Faculdade de Medicina de Stanford (Califórnia, oeste), principal autor do estudo.

Segundo o doutor Steinman, os resultados desta pesquisa levam a crer que o lisinopril poderia ter o mesmo efeito em pessoas com esclerose múltipla ou, inclusive, que sofrem de outras doenças autoimunes.

O trabalho foi publicado na revista "Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos" (PNAS, na sigla em inglês).

Exercitar o cérebro retarda início do declínio da memória

Pessoas que se engajam em atividades que exercitam o cérebro, tais como ler, escrever e jogar cartas, podem retardar o início do declínio rápido da memória que ocorre no caso de terem demência.

O estudo envolveu 488 pessoas, entre75 e 85 anos de idade, que não tinham demência no início do estudo. Em média, os participantes tiveram acompanhamento durante 5 anos, dos quais101 desenvolveram demência.

No início do estudo, as pessoas relataram a frequência com que se realizavam seis tipos de atividades de lazer que solicitam uma maior atividade docérebro: leitura, escrita, palavras cruzadas, jogar cartas, discussões em grupo e tocar instrumento. Para cada atividade, a participação diária era pontuada com 7 pontos, vários dias na semana com 4 pontos e uma vez na semana com 1 ponto.

A média total era de 7 pontos para aqueles que desenvolveram demência mais tarde, o que significa que eles participavam, em média, de uma das seis atividades a cada dia. Dez pessoas relataram não participar de qualquer atividade e onze relataram participar de apenas uma atividade na semana.

Os pesquisadores examinaram o ponto em que a perda de memória entre os participantes começou a se acelerar rapidamente. Eles descobriram que para cada atividade adicional que a pessoa participava, o início da perda de memória era retardado em 0,18 anos (aproximadamente 65 dias). "O início de declínio acelerado foi retardado em 1,29 anos para as pessoas que participavam de 11 atividades por semana comparado com aquelas que participavam de apenas 4 atividades semanais, disse o autor do estudo Charles B. Hall, PhD, do Albert Einstein College of Medicine, no Bronx, NY.

Os resultados permaneceram válidos depois de os pesquisadores ajustarem o grau de instrução dos participantes. "O efeito dessas atividades mais tarde na vida parece ser independente da instrução", disse Hall. "Essas atividades devem ajudar a manter a vitalidade do cérebro. Estudos adicionais são necessários para determinar se aumentar a participação nessas atividades pode prevenir ou retardar a demência".

Saiba como limpar sua escova de dentes


Embora muita gente acredite que apenas passar a escova dental na água seja o suficiente, especialistas advertem para o risco de bactérias e outros micro-organismos poderem causar doenças como cárie, gengivite, gripe e até mesmo problemas mais sérios De forma geral, as pessoas e mesmo os profissionais da Odontologia não têm muito conhecimento sobre a necessidade da realização da limpeza da escova e, quando a realizam, geralmente a executam de forma incorreta. Alguns cuidados muito simples devem ser seguidos para evitar a contaminação e a transmissão de doenças. Saiba como limpar e guardar a sua escova  Antes de se iniciar a higiene oral, as mãos e unhas devem ser muito bem lavadas e esfregadas com água e sabão;  Um bochecho com água para eliminar resíduos de alimentos deve ser realizado, pois isto diminui a chance da comida ficar presa entre as cerdas e sofrer uma decomposição posterior. Se houver restos de alimento presos entre os dentes, estes também devem ser removidos antes da escovação com o auxílio do fio dental e de escovas interdentais do tipo Prime de diâmetro adequado;  Após o término da escovação, preferencialmente com uma escova com mais de cinco mil cerdas e de acordo com a técnica recomendada por seu cirurgião-dentista, todas as superfícies da escova devem ser lavadas, de preferência com água corrente aquecida;  Deve-se remover o excesso de água com uma pequena batida da escova sobre a palma da mão ou na borda da pia do banheiro;  É importante a aplicação em gotas de um algum antisséptico bucal, preferencialmente à base de clorexidina 0,12% normalmente utilizado para bochechos. Outra maneira um pouco mais sofisticada é borrifar o mesmo antisséptico acondicionado em um frasco spray sobre as cerdas da escova;  Coloca-se, então, o protetor de cabeça que deve ter a sua parte interna também embebida pela solução antisséptica;  Em seguida a escova pode ser guardada dentro do armário fechado do banheiro, evitando encostar uma escova na outra. O antisséptico ficará agindo durante todo o intervalo entre as escovações, promovendo uma desinfecção eficiente;  Um ponto fundamental é que antes da próxima escovação, a escova deve ser novamente muito bem lavada e enxaguada em água corrente para a remoção dos resíduos do desinfetante utilizado e também para a remoção dos micro-organismos eliminados.

Síndrome de Down tem poucas diferenças na infância, diz USP

São Paulo - Crianças com Síndrome de Down interagem de uma forma muito parecida com a de outras crianças, afirma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o estudo, essa interação não tem comprometimento motor, cognitivo ou sensorial. Na comparação em ambiente escolar, foi verificado que as crianças com a síndrome demoram mais para se aproximar pela primeira vez de outras crianças e imitam mais o comportamento de suas colegas.

A pesquisa filmou dois grupos dentro da sala de aula e em ambiente de lazer e recreação. Foram avaliadas habilidades interpessoais (brincar com outras crianças, estabelecer contato, brigar ou trocar agressões físicas, e disputar atenção de adultos) e autoexpressão (choro, riso, canto, isolamento e imitação de pessoas ao redor). Na análise comparativa, a terapeuta ocupacional Patrícia Páfaro observou que as crianças com Síndrome de Down imitaram outras crianças com maior frequência. "Eles observam e copiam mais, mas de um jeito próprio. Esses resultados condizem com o que já foi descrito na literatura", explica.

No segundo quesito, o grupo sem a síndrome estabeleceu contato inicial com maior frequência. Segundo a pesquisadora, isso ocorreu provavelmente porque as crianças com Síndrome de Down costumam ser mais passivas. De acordo com Patrícia, o resultado do estudo reforça a importância da inclusão escolar das crianças e pode dar tranquilidade aos seus pais. "A pesquisa constatou que eles podem ter muito mais ganho na interação social do que se imagina", afirma.