sábado, 1 de agosto de 2009

Acalme a mente e fique bem

Você tem se lembrado de pensar positivamente?

Você tem observado seus pensamentos e escolhido pensar bons pensamentos?

Você tem falado de maneira apropriada, sem agressividade, de maneira positiva?

A filosofia do yoga nos ensina o valor da disciplina sobre nossos sentidos para apreciarmos melhor a vida, ter mais saúde e força interior. A disciplina é o caminho para o autodomínio, para a conexão com Deus em nosso interior.

É importante a disciplina na fala para recuperarmos o poder da palavra. Assim como um agricultor cultiva o campo para ter boa colheita, precisamos cultivar a disciplina em nossas palavras para conservar a boa energia do corpo e da mente.

Nossas palavras podem gerar conflitos, brigas, desarmonia ou podem ajudar, transmitir força e compreensão.

Reflita sobre isto: Você é uma pessoa amável, com conversas positivas, que todos querem estar perto e conviver? Ou é uma pessoa amarga, vive se lamentando, criticando tudo, afastando as pessoas de você?

Quando usamos as palavras com discernimento, amabilidade vamos tendo muitos benefícios. Ficamos livres da agitação diária e da ansiedade, pois a mente se torna mais calma. Criamos um campo vibracional positivo à nossa volta capaz de atrair amigos, bons relacionamentos, boas oportunidades e, colhemos um melhor destino.

Repetição do mantra

Para purificar a fala, uma boa maneira é fazer Japa, a repetição silenciosa de um mantra.

Om Namah Shivaya (que significa: Eu honro o Ser interior que habita em mim) é um mantra poderoso que acalma a mente, dissolve a raiva, a tristeza, traz doçura para as palavras e para a mente.

Essa prática mental (que pode também ser em voz alta) treina a língua para pronunciar palavras benéficas, palavras que consolam, aliviam a dor e transmitem autoconfiança aos que estão sofrendo.

Com a prática constante da repetição mental desse mantra, tenho conseguido muito apoio interior, paciência e gentileza no falar. Se fico triste ou preocupada, se sinto raiva, imediatamente me lembro do mantra e, o repito silenciosamente várias e várias vezes, e minutos depois meu estado mental se transforma para melhor. Fico tranquila, com uma mente mais clara, e posso assim falar sem agredir as pessoas, sem gerar conflitos.

A repetição do mantra é como uma oração. Você ora repetindo Om Namah Shivaya, reverenciando Deus que habita em você e se conectando com a energia divina.

Na sua vida diária, em suas caminhadas, nas suas refeições, no trabalho, no lazer, a qualquer momento, repita mentalmente o mantra várias vezes. E perceba como vai se sentir mais confiante, mais determinado, concentrado e, ao mesmo tempo, mais relaxado.

Uso do rosário

Você pode também fazer a repetição do mantra usando um rosário (japa mala em sânscrito) de 28 ou 108 contas. Em cada conta do rosário você repete mentalmente Om Namah Shivaya.

O rosário menor pode ser manipulado de maneira mais discreta até mesmo no bolso de um casaco ou em qualquer local que você tenha privacidade.

Esse rosário é muito útil para você se lembrar do mantra e criar esse hábito curativo de purificação da mente e da fala. Muitos pensamentos negativos desaparecem, muitas angústias e conflitos se dissolvem, você fica mais presente na ação, agindo com serenidade, pois isto emana da mente tranquila.

Desperte a vontade interior

Apenas ter o desejo de fazer cessar o sofrimento pode não ser o suficiente para dissolver nossas dores e aflições, mas se nos apoiarmos no Poder da nossa Vontade Ativa, esse desejo vai se potencializado até se concretizar em um fato real.

Essa prática da repetição do mantra nos ajuda a reverter emoções e situações negativas. A repetição do mantra limpa a mente, nos liberta da raiva, dos pensamentos negativos e, com uma mente equilibrada e tranquila, podemos acessar essa Vontade hábil, verdadeira que está dentro de nós, podemos nos conectar com a fonte dessa Vontade forte e ativa que vem do Ser interior. Essa Vontade hábil e forte é carregada de Energia positiva, pronta para Agir e transformar o que for necessário.

Dentro de nós estão as chaves de nossa própria cura e libertação. O que temos que fazer é apenas praticar um método de transformação com regularidade e sinceridade.

Pratique e sinta como funciona essa poderosa prática. Fique em paz! Deus em mim saúda Deus em você!

Entenda o DNA e as implicações dos estudos de genética

Clonagem de animais, testes de paternidade, identificação de genes envolvidos em doenças como o câncer, alimentos transgênicos, desenvolvimento de novos medicamentos. O DNA --molécula responsável pela transmissão das características hereditárias-- parece estar em toda parte. Mas o que é o DNA? Qual a sua importância? A seqüência genética determina o destino de cada indivíduo?

"A engenharia genética tem, sim, meios de produzir efeitos espantosos sobre seres vivos, mas nem por isso se encontra na posição de ditar-lhes metabolismo e comportamento absolutamente previsíveis e controlados", diz o jornalista científico Marcelo Leite, colunista da Folha de S.Paulo. No livro "Folha Explica - O DNA", da Publifolha, o autor discute essas questões e as implicações dos estudos do genoma e da biotecnologia nos diversos campos da vida humana.

De forma didática e sintética, com linguagem livre de tecnicismos e o apoio de ilustrações, Marcelo Leite descreve a estrutura química do DNA e decifra seu funcionamento. O autor explica a "dupla hélice" da molécula de DNA, como se dá a fabricação de proteínas, a transmissão do código genético de geração para geração e a duplicação do DNA.

O livro traça um panorama histórico das pesquisas na área, desde as primeiras conjurações do monge Gregor Mendel sobre a hereditariedade até os estudos recentes que levaram o homem à compreensão praticamente plena do DNA e do RNA. Marcelo Leite destaca os esforços de cientistas como James Watson e Francis Crick e mostra como a "competição" entre diversos estudiosos --numa saga que envolveu intrigas e até traição-- acelerou as pesquisas e seus resultados.

Na parte final do livro, Marcelo Leite faz reflexões sobre o futuro do DNA e o que se deve esperar das biotecnologias, discutindo, por exemplo, as possíveis aplicações do conhecimento sobre o DNA para o tratamento e a prevenção de doenças.

A coleção "Folha Explica" ambiciona oferecer ao leitor condições para que fique bem informado e possa refletir sobre os temas tratados a partir de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.

Leia abaixo a introdução do livro.

INTRODUÇÃO

O DNA, consagrada abreviação em língua inglesa da substância ácido desoxirribonucléico, representa provavelmente a molécula1 mais famosa do mundo. Talvez apenas a fórmula H2O seja mais conhecida, mas poucas pessoas que não sejam químicos de formação saberão descrever a forma tridimensional da molécula da água (na sua forma gasosa, os dois átomos de hidrogênio, H, formam um ângulo de 105°, tendo no vértice o de oxigênio, O). Menos gente ainda, decerto, deixará de ter visto e memorizado a estrutura de escada de pintor torcida do DNA, tradicionalmente descrita como "dupla hélice". Ela se tornou um ícone do final do século 20, sobretudo depois que o consórcio internacional Projeto Genoma Humano e a empresa norte-americana Celera soletraram, no ano 2000, a maioria dos caracteres químicos que constituem os quase 3 bilhões de degraus das longuíssimas cadeias de DNA nos 23 pares de cromossomos da espécie humana.

Essa é a imagem por excelência da ciência natural nos dias de hoje, como foi na década de 50 o desenho esquemático do átomo (simbolizando a não menos temível energia nuclear). A cada oportunidade em que algum tema de genética ou biotecnologia alcança a ordem do dia - e isso ocorre com freqüência cada vez maior -, lá está a dupla hélice a sinalizar um entrelaçamento de esperança e temor. Do genoma humano à clonagem de ovelhas e homens, da identificação de genes envolvidos no câncer à polêmica dos alimentos transgênicos, dos testes de paternidade às discussões sobre o sempre presente fantasma da eugenia, pode-se contar que a figura do DNA aparecerá associada, seja na vinheta da TV, seja na capa do livro, seja na ilustração do jornal - seja até em anúncios de xampu e de gasolina, nesses dois casos como sinônimo de eficácia molecular e de autenticidade.

Complexidade vs. Determinismo

Tal onipresença decorre não apenas da importância que as biotecnologias vêm assumindo para a medicina, mas também do impacto simbólico e cultural que o conhecimento da estrutura do DNA e as inovações que propiciou tiveram nas últimas cinco décadas, desde que o norte-americano James Watson e o britânico Francis Crick a decifraram, no famoso artigo para a revista científica Nature publicado no dia 25 de abril de 1953. Com a imodéstia que sempre lhe foi característica, Watson afirmou em suas memórias que esse fora "talvez o mais famoso evento em biologia desde o livro de Darwin". E não sem motivo: ficar sabendo que em cada uma das células do próprio corpo (10 trilhões delas, distribuídas em cerca de mil tipos diferenciados) há um conjunto virtualmente idêntico de 6 bilhões de letras químicas estreitamente associadas com as características mais pessoais é uma dessas revelações marcantes do conhecimento, como a descoberta de que a Terra, vista do espaço, é um planeta azul - algo que hoje parece óbvio, mas que só foi confirmado pelos olhos do cosmonauta soviético Iúri Gagárin em 12 de abril de 1961. Afeta em sentido profundo o modo humano de compreender o mundo e os próprios homens, por vezes num sentido e numa proporção que extrapolam o próprio conteúdo objetivo e comprovado da descoberta científica, como no caso do problemático impulso dado ao determinismo genético pelo que há de impressionante nos avanços da biologia molecular.

O desvendamento da intimidade da matéria viva cria uma promessa e uma ilusão de controle ou precisão que a tecnociência biológica ainda está longe de alcançar. Muita gente culta acredita piamente que a transcrição do genoma humano tem o poder de desvendar, por si, os mecanismos envolvidos em processos fisiológicos tão decisivos quanto câncer, envelhecimento e infecções, quando qualquer pessoa minimamente familiarizada com os rumos atuais da genômica sabe que a cada avanço nessa área corresponde igualmente um aumento de complexidade. Muitas vezes, compreender pode também significar que o controle almejado pelo saber é mais difícil do que se esperava, ou mesmo pouco provável. Um exemplo recente e eloqüente é o ainda mal compreendido fenômeno da interferência de RNA (RNAi, na abreviação em inglês com que se tornou mais conhecido), destacado pela prestigiada revista especializada norte-americana Science como o principal avanço da pesquisa científica no ano de 2002 e explicado a seguir.

O pressuposto de toda a engenharia genética é que, ao modificar-se o DNA de um organismo incluindo em seu genoma um ou mais genes de seqüência conhecida (ou, numa estratégia diversa, silenciando genes para que o organismo pare de sintetizar certas substâncias), a planta ou animal passará a produzir (ou deixar de produzir) as proteínas correspondentes. É o que se faz com plantas transgênicas, por exemplo, incluindo nelas trechos de DNA extraídos de bactérias para que seu metabolismo passe a tolerar um herbicida (caso da soja Roundup Ready, da empresa Monsanto, resistente ao agrotóxico Roundup, o glifosato) ou passe a fabricar um inseticida nos seus próprios tecidos (caso do milho Starlink, da Aventis CropScience, que secreta a proteína inseticida Cry9C para aniquilar lagartas de borboletas e mariposas que se alimentam da planta). Mas nem sempre são esses os efeitos obtidos.

Em alguns casos, cessa por completo a produção das substâncias pretendidas. Isso deixava os pesquisadores desconcertados até o começo dos anos 1990, quando se descobriu que pequenos trechos de RNA podiam modular a expressão (leitura) de genes pela maquinaria bioquímica das células. A prova definitiva dessa forma de interferência genética (daí o nome "interferência de RNA") veio em 1998, quando pesquisadores dos Estados Unidos - Andrew Fire (Carnegie Institution) e Craig Mello (University of Massachusetts Medical School) - enxertaram fitas duplas de RNA num tipo de verme e demonstraram que elas bloqueavam a expressão dos genes que continham justamente trechos de DNA coincidentes com as seqüências de RNA enxertadas. O mesmo fenômeno da RNAi foi posteriormente observado em insetos e outros organismos, provando a participação do RNA no que se convencionou chamar de silenciamento de genes.

A interferência de RNA poderia ter-se transformado numa nota de rodapé da biologia molecu-lar, mera excentricidade bioquímica na já furiosa complexidade do metabolismo celular, não fossem indicações crescentes de que o mecanismo talvez seja universal entre organismos superiores, como animais e plantas. Ele teria sido herdado de ancestrais bacterianos, que o teriam desenvolvido há centenas de milhões de anos para proteger-se do ataque de vírus (desarmando os ácidos nucléicos que estes injetam na vítima para obrigá-la a produzir quantidades industriais de cópias do próprio vírus). Além disso, pode-se interpretar a RNAi como uma das mais flagrantes contradições de um pilar da biologia molecular, o Dogma Central formulado por Francis Crick em 1957: o fluxo de informação só se faz no sentido DNA ' RNA ' proteína, nunca no inverso (como ressalvou Sandro de Souza, tal dogma já vinha perdendo muito de seu peso desde os anos 1980, quando começaram a ser identificadas formas quimicamente ativas de RNA e continuou a desfazer-se a noção de que ele fosse mero intermediário entre DNA e proteínas).

Ora, se o RNA pode silenciar genes (DNA), não é descabido dizer que o fluxo de informação se inverte. De um ponto de vista utilitário (e certamente é dessa perspectiva que flui o entusiasmo dos pesquisadores), isso significa também que toda uma nova classe promissora de ferramentas se apresenta para os biotecnólogos, pois eles talvez não precisem mais modificar o genoma - isto é, o DNA contido nos cromossomos - de um organismo para obter os resultados pretendidos, seja a resistência a um herbicida numa planta comercial, seja o tratamento de uma enfermidade humana. Em princípio, os mesmos efeitos poderiam ser alcançados sem reformar o "código da vida" no núcleo celular, bastando adicionar pequenos RNA ao seu citoplasma (o "recheio" das células). Não seria ainda, decerto, o desabamento do edifício da engenharia genética, lenta e arduamente erguido nas últimas três décadas, mas representaria no mínimo uma mudança radical de sua planta, com a adição de andares imprevistos a um prédio térreo, que mereceria - quem sabe? - ser relançado com o nome de "engenharia biomolecular".

Genômica em baixa

No momento em que este volume chega às livrarias, em março de 2003, o anúncio pomposo da decifração do tal "código da vida" feito pelo então presidente norte-americano Bill Clinton e pelo premiê britânico Tony Blair, em 2000, está para completar três anos - sem que nem um único medicamento desenvolvido diretamente com base em informações divulgadas naquele dia, e em artigos científicos sete meses depois, tenha sido lançado no mercado. Uma das estrelas da cerimônia de 26 de junho na Casa Branca, o dublê de cientista e empresário Craig Venter, cuja empresa Celera forçara o concorrente Projeto Genoma Humano a antecipar em quase três anos a transcrição dos cromossomos da espécie, vem desde então perdendo prestígio - pelo menos no mundo das expectativas comerciais e financeiras da biotecnologia aplicada à medicina. Em 23 de janeiro de 2002, Venter deixou a presidência da Celera, que reverteu suas linhas de atuação para métodos mais tradicionais de desenvolvimento de remédios, uma vez que não estava decolando a tentativa de fazê-lo com base nas informações genômicas produzidas no atacado por Venter. Os genes seguramente contêm muitos detalhes relevantes para entender a espécie humana, mas não revelaram ainda o mapa dos lucros bilionários que as gigantes farmacêuticas buscam.

A complexidade dos genes é tanta, e tão galopante (a julgar pelos resultados das pesquisas mais recentes, como a da RNAi), que não seria exagero dizer que a própria unidade operacional do conceito se encontra ameaçada, o que não impede muitas pessoas de continuar acreditando que genes equivalem a uma espécie de destino, e um destino que seres humanos se acreditam capazes de modificar com as ferramentas da engenharia genética. O propósito deste livro é mostrar que tal crença é correta e, ao mesmo tempo, despropositada, uma vez que a engenharia genética tem, sim, meios de produzir efeitos espantosos sobre seres vivos, mas que nem por isso se encontra na posição
de ditar-lhes metabolismo e comportamento absolutamente previsíveis e controlados.

Para chegar a esse objetivo, o primeiro passo é entender a estrutura da molécula de DNA, a famosa dupla hélice, explicada no capítulo 1. A função desse primeiro texto é tornar claro como a arquitetura da molécula encarna de forma elegante a realização de duas funções biológicas primordiais: primeiro, for-necer um molde para a fabricação de milhares de proteínas cuja ação concertada resulta na vida de um indivíduo de determinada espécie; depois, garantir que a geração seguinte receba um pacote mínimo de moldes para a continuação da espécie (ainda que comportando alguma variação, sem a qual a seleção natural não pode agir). Esse mesmo capítulo 1 buscará ainda elucidar, sem muita minúcia bioquímica, as engrenagens da máquina celular para duplicar o DNA (quando a célula se divide) e para ler sua seqüência (quando sintetiza as proteínas de que necessita).

Os dois capítulos seguintes (2 e 3) possuem uma característica mais histórica, resumindo a longa e tortuosa trajetória entre as conjeturas de Gregor Mendel sobre a hereditariedade, na segunda metade do século 19, quando a palavra "gene" nem mesmo existia, e a plena compreensão das relações da seqüência de ácidos nucléicos (DNA e RNA) com o que há de específico em cada proteína. Entre uma coisa e outra, foi preciso provar que a substância da hereditariedade era o DNA, e não uma proteína, façanha nem sempre lembrada de Oswald Avery, em 1944. Depois, desvendar a organização bioquímica tridimensional do ácido, o feito muito mais famoso dos então obscuros Watson e Crick, em 1953, que derrotaram na corrida ninguém menos que Linus Pauling. O evento, que agora completa meio século, foi seguido de quase uma década de esforços para decifrar a relação entre essa estrutura e a das proteínas, capitaneados por Crick e pelo físico russo-americano George Gamow, ambos batidos na disputa pelo desconhecido Marshall Nirenberg, que corria por fora.

Na Conclusão, serão retomadas algumas descobertas e refinamentos da pesquisa genômica que, assim como a interferência de RNA, estão reformulando a visão dos genes e do papel do DNA. Serão também oferecidas algumas indicações sobre o que se pode e deve esperar das biotecnologias, à luz - ou na penumbra - da complexidade assim revelada. Espera-se com isso que este pequeno volume se torne uma contribuição para que mais admiradores da biologia, molecular ou não, venham a perceber quanta sabedoria há na frase do geneticista de populações norte-americano Richard Lewontin, um crítico precoce e incansável da megalomania genômica: "Nossa biologia fez de nós criaturas que estão constantemente recriando seu ambiente psíquico e material, e cujas vidas individuais são os resultados de uma extraordinária multiplicidade de trajetórias causais entrecruzadas. Portanto, é a nossa biologia que nos torna livres".

"Não existe leite mais forte ou mais fraco", diz pediatra

Há cerca de 30 anos, mamães de primeira viagem recebiam a orientação de oferecer a mamadeira com suco para o bebê já com 30 dias. Aos dois meses, era hora de dar a papinha de frutas e, aos quatro meses, a criança já ganhava almoço e jantar.
Com todo o conhecimento que se tem hoje sobre os benefícios da amamentação, esse passado recente soa quase como heresia. Cada vez mais estudos indic
am que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade reforça o sistema imunológico da criança e previne doenças como diarreia, pneumonia, obesidade, alergias e diabetes. Como a mudança de orientação é recente, é natural que as mães ouçam conselhos do tipo "só o seu leite não vai matar a sede e a fome do bebê". Mas a afirmação é um mito. "O leite materno fornece à criança todos os nutrientes necessários, em quantidades suficientes, na proporção e biodisponibilidade adequadas. Nem a mais e nem a menos", garante o pediatra e homeopata Moises Chencinski.
Ele lembra que, para garantir uma amamentação tranquila, é importante buscar orientações antes mesmo do nascimento do bebê. "Algumas mulheres têm o bico do seio invertido e o médico pode ensinar alguns exercícios para corrigir o problema até que o filho chegue", diz.
Além disso, ele sugere que a família programe com antecedência a rotina da casa de modo que a mãe fique livre de responsabilidades que a impeçam de amamentar nos horários indicados.
Chencinski afirma que o receio de que o leite materno "seja fraco" é comum entre as mães, mas a ideia não tem fundamento. O que pode acontecer, segundo o médico, é haver pouca quantidade de leite, o que pode ser contornado com estimulação adequada, hidratação e alimentação equilibradas e, eventualmente, uso de medicamentos.
A enfermeira Márcia Regina da Silva, coordenadora do Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno do Hospital São Luiz, comenta que o início da amamentação e a hora de voltar ao trabalho são os dois momentos mais difíceis para a mãe. "É preciso ter consciência de que são fases complicadas, mesmo, e não achar que é falta de competência", aconselha.
O mais importante, ela diz, é que a mulher busque a orientação de um médico ou dos grupos de apoio ao aleitamento sempre que tiver algum problema, como leite empedrado ou fissuras no bico do seio. "A tendência é sempre tentar a receita de alguém primeiro, o que faz com que muitas mães acabem buscando ajuda especializada muito tarde, quando o bebê já está perto do desmame", conta.

UNEB Processo Seletivo Vestibular 2009

UNEB convoca para matrícula, em terceira chamada, candidatos aprovados no Vestibular 2009 para segundo semestre letivo - Classificaram-se 323 inscritos para cursos na capital e interior do estado - Dias 3 e 4/agosto, nos departamentos

A gripe que não tem fim

São Paulo, sábado, 01 de agosto de 2009(Folha de SP)

DRAUZIO VARELLA


Estamos vivendo uma era de pandemias que se iniciou em 1918, com a gripe espanhola

O VÍRUS H1N1 causador da gripe atual anda à espreita da humanidade há mais de 90 anos. Estamos vivendo uma era de pandemias que se iniciou em 1918, com a gripe espanhola. Naquele ano surgiu um novo vírus -mais tarde classificado como H1N1- com seus oito genes arranjados num formato que o sistema imunológico humano desconhecia. Pagamos caro pelo desconhecimento: 40 a 50 milhões de casos fatais.
É quase certo que esse vírus tenha se originado nas aves e migrado para a espécie humana, quando o acaso agrupou seus oito genes num arranjo tal que a estrutura resultante adquiriu a capacidade de transmitir-se de uma pessoa para outra.
À medida que a gripe espanhola se disseminava pelo mundo, trabalhadores rurais transmitiram o vírus para os porcos. Desde então, os H1N1 das gripes suína e humana têm sofrido mutações, arranjos e rearranjos de seus genes, que lhes permitiram sobreviver aos ataques do sistema imunológico de seus hospedeiros, sejam porcos ou humanos.
Como na natureza o vírus influenza A não infecta apenas porcos e homens, mas principalmente as aves, as possibilidades de novas mutações e de arranjos genéticos se ampliam de maneira descomunal, em virtude das dimensões do reservatório mundial representado pelas aves domésticas e selvagens.
Acostumados a atacar as mucosas que revestem o trato digestivo de milhares de espécies de aves, algumas das quais infectadas ao mesmo tempo por diferentes vírus influenza que trocam fragmentos genéticos uns com os outros, é inevitável que surjam partículas virais com habilidade para sobreviver em hospedeiros de outras espécies.
Em 1947, a vacina contra a gripe sazonal daquele ano não protegeu contra a doença. A ausência de atividade ocorreu porque o H1N1 que se disseminou depois da Segunda Guerra apresentava variações em sua estrutura molecular que o tornavam muito diverso dos que circularam antes da guerra.
Como por encanto, o influenza A (H1N1) desapareceu do reservatório humano, em 1957. Foi desalojado por um vírus resultante da recombinação de cinco genes do mesmo H1N1 da linhagem de 1918, com outros três genes de origem aviária. As partículas virais resultantes, batizadas de H2N2, provocaram a pandemia de gripe asiática, causadora de cerca de 1,5 milhão de mortes.
Em 1968, novas combinações genéticas deram origem ao H3N2, responsável pela terceira pandemia do século 20: a gripe Hong Kong, que provocou quase 1 milhão de óbitos.
O H1N1 ressurgiu das cinzas apenas em novembro de 1977, causando epidemias de gripe de pouca gravidade na antiga União Soviética, em Hong Kong e no nordeste da China. Do ponto de vista genético, o vírus guardava relação com o H1N1 que causou gripes sazonais em 1950.
Os virologistas admitem que essa reemergência aconteceu graças à liberação acidental de uma amostra do vírus H1N1 isolado na Escandinávia em 1950, e armazenado em laboratório. Está demonstrado que vírus influenza A (H1N1) circulam entre porcos norte-americanos desde os anos 1930, mas não haviam sido isolados em suínos europeus até 1976, quando chegou à Itália um carregamento de porcos americanos.
Em seguida, patos selvagens introduziram entre os porcos europeus um novo vírus H1N1. Em 1979, apenas três anos depois da importação, a nova cepa de origem aviária se tornou predominante na Europa. Acontecimentos semelhantes ocorreram na China.
Em 1998, foi identificado pela primeira vez em porcos norte-americanos um novo H1N1, com genes resultantes de um triplo arranjo genético: cinco fragmentos de seus genes vinham da gripe suína norte-americana clássica, dois da gripe das aves e um da gripe humana. Entre 2005 e 2009, sugiram pelo menos 11 casos de gripe causada por esse vírus; quase todos entre pessoas que tiveram contato direto com porcos.
Em abril de 2009, no final da estação de gripe sazonal do hemisfério Norte, apareceram os primeiros casos da pandemia de H1N1 que agora chega ao Brasil. O agente é resultante de um rearranjo que envolveu seis genes do vírus suíno de 1998 (formado pelo triplo arranjo genético porcos, aves e humanos) e dois genes de vírus suíno originados na Eurásia. É a quarta geração de descendentes do vírus que causou a gripe espanhola. Felizmente, muito menos agressivo do que seus ancestrais.


Uesb..Resultado da transferência: Direito

Se você participou do Processo de Transferência Interna e Externa, pleiteando uma vaga ao curso de Direito, fique atento! O gabarito e o resultado oficial da prova de transferência, após apreciação dos recursos, acabam de ser divulgados.

Ao todo, 128 candidatos participaram da seleção. Para mais informações, entre em contato com o Colegiado do Curso de Direito, através do telefone (77) 3424-8628 ou pelo e-mail direito@uesb.br.

Acesse o Resultado Final e confira o Gabarito das provas.

UESB ..Matrícula..

Atenção calouros: matrícula

Se você foi aprovado no Vestibular Uesb 2009.1, para o segundo semestre letivo, e 2009.2 fique atento para não perder o prazo da matrícula definitiva, que acontece de 3 a 7 de agosto. Os horários reservados para cada curso podem ser consultados no Edital 068/2009.

Os alunos que realizaram a pré-matrícula só precisam levar o documento original de identidade para poder ingressar na Universidade que mais cresce no sudoeste da Bahia. Já aqueles que não fizeram a pré-matrícula precisam apresentar uma justificativa informando o motivo do não cumprimento dessa etapa e levar todos os documentos exigidos no Edital.

Para o curso de Medicina em Jequié foram oferecidas 40 vagas, sendo que 20 devem ser preenchidas no semestre 2009.2 as outras 20 serão preenchidas no próximo semestre, 2010.1. Agora devem comparecer para efetuar a matrícula apenas os primeiros colocados de acordo com os percentuais de cotas estabelecidos na Resolução do Consepe 37/2008.

Para mais informações procure a Secretaria Geral de Cursos (SGC) em Vitória da Conquista, através do telefone (77) 3424-8661, ou as Secretarias Setoriais, em Jequié e Itapetinga, no número (73) 3528-8654 e (77)3261-8612, respectivamente.

Insetos brasileiros estão à venda em sites na internet

São Paulo, sábado, 01 de agosto de 2009(Folha de SP)

Animais são coletados e exportados ilegalmente e vendidos às vezes por R$ 5; ministro afirma que "é difícil fiscalizar"


Um dos sites, de onde saiu besouro verde que pode levar à criação de novos chips, tem 70 espécies do Brasil e está "em liquidação"

Exemplares de insetos brasileiros secos que podem ser adquiridos em um site canadense

Insetos brasileiros saídos ilegalmente do país estão à venda por poucos dólares na internet. Qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pode adquiri-los. Basta digitar no "Google" as palavras "dried insects" ("insetos secos") e preparar o cartão de crédito.
Na última semana, a reportagem da Folha encontrou pelo menos três sites que vendem insetos mortos brasileiros e os entregam em qualquer lugar. Um deles está fazendo até um "saldão" e dando 25% de desconto em todas as peças.
Trata-se do belga Bug Maniac, onde recentemente um grupo de cientistas da Universidade de Utah (EUA) encomendou por 4 o besouro brasileiro Lamprocyphus augustus, o "besouro fotônico". As propriedades de sua carapaça verde, descritas em um artigo no periódico "Physical Review E", podem ajudar a desenvolver novos chips de computador.
O site diz ter "mais de mil clientes", recebendo algo entre "100 e 200 e-mails por dia". São mais de 70 espécies de insetos brasileiros à venda. Capturar esses animais e enviar para o exterior sem autorização é crime. A multa para pessoas físicas chega a R$ 50 mil. Mas a diversidade na oferta mostra que os fornecedores no Brasil não estão tendo dificuldades.
De onde esses animais, muitos exóticos e raros, vêm? Segundo a loja virtual Butterflies and Things, sediada no Estado americano de Ohio, entre os fornecedores estão "pessoas no Terceiro Mundo que ganham a vida coletando borboletas e insetos". Além do Brasil, há dúzias de espécimes da Argentina, do Peru, da Bolívia, do Paraguai e do Chile, para ficar só na América do Sul.
O Ibama só autoriza a coleta de exemplares da fauna silvestre -assim como da flora- a cientistas e profissionais de instituições credenciadas, como universidades ou institutos de pesquisa. Não é o caso.
Quem compra são desde colecionadores apaixonados, museus, escolas e artistas até revendedores pelo mundo. É animado o mercado internacional de borboletas mortas.

Acusações de biopirataria
Enquanto a porteira parece continuar aberta de um lado, cientistas brasileiros sofrem com a burocracia e reclamam, dizendo que são tratados como criminosos e que se leva muito tempo para conseguir autorizações para coleta de espécimes.
O biólogo Carlos Jared, por exemplo, do Instituto Butantan, foi multado em R$ 21 mil pelo Ibama, em 2007. Tentava enviar onicóforos, animais de aspecto vermiforme, para um colega na Alemanha.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, diz que "é difícil fiscalizar" os criminosos, mas que o tratamento aos pesquisadores vai melhorar.
Minc diz que o país está sendo "fraudado, depenado" pela biopirataria. "Estamos aumentando a fiscalização nas unidades de conservação. É muito pouca gente, uma pessoa pra tomar conta de uma unidade enorme, é uma covardia", diz.
A ideia do ministério é barrar a biopirataria tanto na hora da coleta quanto nos aeroportos. "Estamos montando um sistema com a Infraero", afirma.
Sobre as reclamações dos pesquisadores, Minc diz que uma nova lei de acesso irá para o Congresso até o final de agosto e que, em breve, os pesquisadores levarão poucos dias para conseguir licenças de coleta e envio. "Se forem de uma instituição de peso como a Fiocruz ou a USP e elas assumirem a responsabilidade por eles, a licença será automática."

A lei das motos

São Paulo, sábado, 01 de agosto de 2009(Folha de SP)

CONTRARIANDO orientação do Ministério da Saúde, o presidente Lula sancionou na quarta-feira a lei que regulamenta no país a profissão de mototaxista. A preocupação da área médica é justificada. Em São Paulo, por exemplo, a frota de motos na capital cresceu 53% nos últimos quatro anos, enquanto a de carros aumentou 16%, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego.
Levantamento feito neste ano no Hospital das Clínicas demostrou que, apesar de as motos representarem 12% da frota da cidade, metade das vítimas de trânsito atendidas trafegava num desses veículos.
O receio é que, com a regulamentação, a frota aumente ainda mais. Estima-se que existam hoje no país 500 mil mototaxistas em atividade, número que poderá dobrar com a lei.
Diante do fato já consumado, o governo, acertadamente, optou por regulamentar a profissão e fixar normas como o uso de colete de segurança, treinamento e idade mínima de 21 anos para exercer a atividade.
O que determinará se a decisão foi acertada será o rigor na fiscalização, não apenas em relação a mototaxistas, mas a todas as motos em circulação.
Nas situações em que houve ação eficaz dos governos, os resultados foram satisfatórios. O uso de cinto de segurança, por exemplo, já virou hábito e salvou um sem-número de vidas. Recentemente, a aprovação da chamada lei seca provou que, quando há fiscalização, os acidentes de trânsito diminuem.
No caso das motos, o desafio parece ser ainda maior. Como evidencia uma estatística da capital paulista, apesar de a inspeção veicular ser obrigatória, apenas 24% das motocicletas foram levadas aos centros de inspeção. Entre carros, o índice foi de 80%.
Seria excelente se a lei se convertesse num estímulo para a fiscalização rigorosa. Mas a experiência com situações análogas não recomenda muito otimismo.

Gripe suína é 3,5 vezes mais letal para grávida e cardíaco

São Paulo, sábado, 01 de agosto de 2009(Folha de SP)

Ministério da Saúde diz que doença também é mais perigosa para os hipertensos

Das 56 pessoas que morreram até o dia 29, 9 eram gestantes; nos últimos dois meses, foram confirmados, em média, 32 novos casos por dia

Pessoas com fatores de risco -sobretudo grávidas, cardíacos e hipertensos -têm 3,5 mais risco de morrer de gripe suína do que as demais, segundo análise do Ministério da Saúde que levou em conta apenas pacientes que desenvolveram a forma mais grave da doença -aquela em que, além de tosse e febre alta, há dificuldade de respirar.
Para a gripe comum, contribuem para o agravamento doenças respiratórias crônicas, gravidez e idade menor do que dois anos. Mas são os idosos os que mais morrem da doença.
Para o ministério, o dado em relação às vítimas de gripe suína reforça sua orientação para que os grupos com fatores de risco sejam priorizados pelos serviços de saúde. São medicados no Brasil apenas esses pacientes e os que chegam em estado grave até 48 horas depois de iniciados os sintomas.
Segundo a pasta, o país registrou, até a manhã de 25 de julho, 10.623 pessoas com a gripe -32 confirmações por dia, em média, nos últimos dois meses.
O ministério usou dados relativos a 56 mortes registradas até o dia 29 -nove (16%) eram gestantes. Mas ao menos 76 pessoas morreram até ontem: 37 em SP, 25 no RS, nove no RJ, quatro no PR e uma na PB.
Desde a chegada do vírus ao país, de cada quatro pacientes com algum tipo de gripe, três são diagnosticados com o H1N1.
Segundo os dados divulgados ontem, a gravidade do vírus é semelhante à verificada nos demais casos de gripe -praticamente um quinto dos pacientes desenvolvem problemas respiratórios mais graves.
O ministério fará um levantamento sobre quantos dos que morreram devido ao novo vírus tomaram o antiviral Tamiflu.
Como as gestantes correm maior risco, a pasta produziu um spot de rádio informando que mulheres "grávidas devem redobrar cuidados contra a nova gripe". Nele, o ministro José Gomes Temporão relembra a recomendação de que as gestantes devem evitar ficar muito tempo em ambientes fechados e reforçar alguns cuidados.
Durante a gravidez, a imunidade da mulher fica mais baixa. Mas médicos ainda não sabem explicar a razão de a doença ser mais perigosa para elas.
O ministério e o laboratório Roche advertem que ainda não há dados suficientes para garantir que o uso de Tamiflu por grávidas não traz riscos aos fetos. Ainda assim, o uso em gestantes com sintoma de gripe suína tem respaldo de autoridades e especialistas em saúde.
Segundo a bula, há "dados insuficientes" para avaliar o potencial em causar "malformações fetais ou toxicidade fetal" e o produto "deve ser usado durante a gravidez somente se o benefício justificar o risco potencial para o feto".
O infectologista David Uip diz que "no risco materno-fetal sempre prevalece [na hora do tratamento] o risco materno".

Liberar remédio fortalece vírus da gripe suína, diz governo

Apesar das pressões para que o Tamiflu (antiviral usado contra a gripe suína) seja liberado para todos os pacientes com sintomas que procurem hospitais, o Ministério da Saúde informou ontem que não vai modificar o protocolo atual de prescrição do medicamento.

A pasta criticou ainda medidas como a de Passo Fundo (RS) e do Rio de Janeiro, que tornaram o remédio mais acessível, pois afirma que o vírus A (H1N1) pode se tornar resistente ao medicamento.

Pelo protocolo, o Tamiflu é indicado apenas para pessoas com fatores de risco ou em estado grave e deve ser usado em, no máximo, até 48 horas a partir do início dos sintomas.

Mas em São Paulo e no Rio de Janeiro surgiram contestações a essa estratégia.

Para o Ministério Público Federal paulista e o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, há uma "aparente contradição" na recomendação.

Ambos dizem que, muitas vezes, um paciente com gripe vai ao hospital sem se enquadrar nesses critérios e é dispensado. Quando busca o hospital novamente, já em estado grave, não pode mais receber o remédio, pois as 48 horas já passaram.

"Tenho o relato de um paciente de São José do Rio Preto [438 km do SP] com quem aconteceu isso e ele veio a falecer. O protocolo está sendo ineficiente, porque as mortes estão crescendo", diz o procurador Jefferson Aparecido Dias.

Ele enviou ontem pedido de explicações ao ministério sobre essa política. A pasta terá dez dias para dar a resposta. Após analisá-la, Dias pode entrar com ação contra a medida.

Bombeiros

No Rio, a Defensoria Pública da União decidiu entrar na próxima semana com ação na Justiça federal contra a União, o Estado e a prefeitura da capital questionando a política de combate à gripe suína.

O órgão pede que o Tamiflu e o similar fabricado pela Fiocruz sejam oferecidos em toda a rede de saúde pública e privada e não tenham a prescrição restrita a grupos de risco ou a pacientes em estado grave.

Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio começou a distribuir o medicamento de maneira descentralizada, inclusive em 45 quartéis do Corpo de Bombeiros. O remédio poderá ser retirado mediante receita médica e formulário específico indicando que se trata de caso grave ou com fatores de risco --ambos podem ser fornecidos por qualquer médico.

Em Passo Fundo (RS), o Hospital São Vicente de Paulo já quebrou o protocolo e passou a prescrever o antiviral assim que o paciente apresenta sintomas.

As medidas são criticadas por infectologistas. "O vírus vai criar resistência e os que realmente precisam do remédio vão sofrer as consequências", afirma Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas. Já há relatos de resistência ao medicamento em quatro países, conforme o ministério.

Ele afirma ainda que os pacientes que só manifestam a forma grave da doença após 48 horas dos primeiros sintomas não necessitam do antiviral, já que, provavelmente, a piora se deve a complicações da gripe, como pneumonias bacterianas, que têm de ser combatidas com outro tipo de medicação.

Cerveja : A causa da barriga saliente?

O nome já aponta o culpado: barriguinha de chopp. Mas será que este é realmente o vilão responsável pela gordura a mais na região abdominal?No entanto, o estudo não traz novidades para aqueles que são adeptos à "bebida com moderação". Pois, segundo a nutricionista, Lucinete Souza, a ingestão freqüente e exagerada de cerveja pode levar a um excesso de peso sim.
"A cerveja ingerida em excesso associada à falta de exercícios e uma alimentação incorreta colabora para uma barriga a mais, já que o acúmulo de gordura se concentra mais na região abdominal", esclarece ela.

Outro fator agravante é que o choppinho geralmente vem acompanhado de amendoim, batata frita, queijo ou outros petiscos bastante calóricos. Além disso, o efeito diurético do álcool contido na cerveja aumenta a produção de urina, favorecendo a eliminação de vitaminas e minerais, antes que eles sejam absorvidos pelo organismo.

A nutricionista diz que a dose recomendada de cerveja é de uma lata de 290 ml para as mulheres e duas para os homens, por dia. Esta quantidade não causa nenhum mal para a saúde e para o físico.

Outra dica dada por Lucinete são as versões light da bebida. "Uma lata de cerveja light possui 3 % de teor alcoólico e 77 calorias, já a cerveja comum tem 5% de teor alcoólico e 122 calorias", compara ela.

Sobre a "crucificação" da cerveja como o principal vilão da barriguinha saliente, a nutricionista explica que qualquer bebida alcoólica ingerida em excesso aumenta as calorias do dia-a-dia e pode fazer a pessoa engordar. O importante é saber dosar.

Confira a lista de calorias de algumas bebidas:
- Caipirinha sem açúcar (200 ml) = 126 calorias - Caipirinha com açúcar (200 ml) = 187 calorias - Champagne (100 ml) = 85 calorias - Licor (30 ml) = 116 calorias - Marguerita (50 ml) = 140 calorias - Martini (50 ml) = 135 calorias

Quais as prováveis causas da ejaculação precoce e o tratamento adequado?

Tenho 48 anos e sinto-me muito bem, fisicamente. Acho que é apenas psicológico. Não tenho problema de ereção.

Resposta: Em primeiro lugar, você deve procurar um urologista. Ele fará um exame clínico e solicitará alguns exames para descartar qualquer problema físico. Mas procure um médico de sua confiança, pois na maioria das vezes, os problemas de ejaculação precoce são mesmo de origem psicológica e não emocional.

Pela maneira como você faz sua pergunta, parece que a ejaculação precoce é um problema novo em sua vida, que antes era diferente e você conseguia conter a ejaculação durante um tempo que considerava suficiente para você e seu par conseguirem a satisfação sexual.

Qual seria a causa da mudança?

Provavelmente algo também novo em sua vida e que veio trazer uma tensão para o momento da relação sexual.

Onde existe ejaculação precoce, em geral existe ansiedade. E esta última, provoca uma descarga de adrenalina que limita o tempo que um homem consegue manter a tensão prazerosa e antecipa a ejaculação.

Muitas vezes, por alguma razão - como cansaço, estresse - um homem tem ejaculação precoce ou perda de ereção. Isso deveria ser encarado como algo natural, resultado do estado geral, e que o impossibilitou fisicamente de ter a relação sexual naquele momento. No entanto, para muitos homens, uma situação de falha leva ao pânico e ao medo de que numa próxima relação isso aconteça novamente. E é justamente esse medo, que faz com que na próxima relação haja uma descarga de adrenalina, que provoca mesmo uma nova ejaculação precoce ou perda da ereção. E daí, isso passa a se repetir incessantemente. Essa é uma causa freqüente de ejaculação precoce.

Mas qualquer outra situação que gere medo, insegurança pode levar um homem a vivê-la, como por exemplo, uma parceira nova e que deixe o homem inseguro. Mas o cansaço, o estresse, uma exigência muito grande no trabalho, situações de perdas, rompimentos, grandes mudanças, também podem gerar ansiedade, não diretamente ligado ao ato sexual, mas que interferem para o sucesso do mesmo.

Avalie, e se perceber que sozinho não vai conseguir superar suas dificuldades, procure apoio psicológico, que certamente o ajudará a identificar a causa da ejaculação precoce e como voltar a viver sua sexualidade de maneira satisfatória e prazerosa.

Saibam mais sobre as Profissões!! ENGENHARIA DE PRODUÇÃO


20-Engenharia de produção

Uma das mais nobres missões desse bacharel é promover a expansão do consumo, por meio da redução do custo dos serviços e mercadorias e da maior eficiência dos sistemas produtivos. Para isso, ele precisa conhecer muito bem o mercado, o estágio de desenvolvimento do país e sua distribuição de renda. “O engenheiro de produção é uma peça importante para que os empresários possam aumentar o volume de produção, fabricar bens capazes de competir no mercado internacional e, ao mesmo tempo, oferecer à população produtos com preços mais baixos”, diz o engenheiro de produção mecânica Marco Antonio Rodrigues, diretor da empresa Gestão Eclética, de São Paulo.

Outro objetivo desse engenheiro, destaca Rodrigues, é assegurar a qualidade de vida da população, protegendo e recuperando o meio ambiente e desenvolvendo produtos que atendem às necessidades da sociedade. “O engenheiro de produção deve buscar sempre inovação e formas inéditas de fabricar novos produtos”, afirma ele. A engenharia de produção é um amplo ramo que gerencia os recursos humanos, financeiros e materiais para aumentar a produtividade de uma empresa. Por isso, esse profissional é peça fundamental em indústrias e empresas de quase todos os setores.

Ele une conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais de uma
organização. Define a melhor forma de integrar mão-de-obra, equipamentos e matéria-prima e de avançar na qualidade e aumentar a produtividade. Por atuar como elo entre o setor técnico e o administrativo, seu campo de trabalho ultrapassa os limites da indústria. O especialista em economia empresarial, por exemplo, costuma ser contratado por bancos para montar carteiras de investimentos. Esse profissional é requisitado, também, por empresas prestadoras de serviços para gerenciar a seleção de pessoal, definir funções e planejar escalas de trabalho.

O mercado de trabalho

"O mercado globalizado e o crescimento da demanda interna têm obrigado a indústria brasileira a se tornar cada vez mais competitiva. Isso amplia a demanda por engenheiros de produção, que são requisitados por empresas e indústrias de diversos setores", diz Mário Kaphan, diretor do portal de empregos Vagas.com.br, com forte atuação na área de ciências exatas. Indústrias de bebidas, cigarros e, principalmente, a automobilística e a eletrônica, procuram esse profissional para atuar no setor de logística, que inclui a distribuição de produtos e o suprimento de compras. Isso também ocorre cada vez mais em empresas do segmento varejista e na agroindústria, que abre vagas em regiões interioranas. Em serviços, a indústria financeira é a que mais contrata e melhor remunera. Nela, o engenheiro de produção atua na gestão de carteiras e análise de investimentos de clientes bancários. Outros dois ramos em evidência são o mercado acionário e o de transporte, com destaque para as concessionárias que administram rodovias. Com a descentralização industrial, o engenheiro de produção tem chances de colocação em todo o país, mas as melhores oportunidades estão no Sudeste, com 50% das vagas concentradas no estado de São Paulo, e no Sul. No Nordeste, o destaque é o pólo têxtil do Ceará.


O curso

No começo, o curso enfoca as disciplinas básicas de engenharia, com bastante cálculo, como matemática, física, química e informática. Depois entram as matérias específicas de produção, como gestão de investimentos, organização do trabalho e economia e estratégia de empresas. Nos últimos anos acrescentam-se as de sociais aplicadas, como administração e economia, e na etapa final, o aluno começa o estudo específico da habilitação escolhida. Para se diplomar, é preciso fazer estágio e apresentar uma monografia. Várias escolas oferecem o curso voltado para alguma habilitação específica, como mecânica ou civil. A duração média é de cinco anos. Outros nomes: Eng. (eng. da prod. agroind.); Eng. de Gestão; Eng. em Processos de Prod.


O que você pode fazer

Madrasta sofre menos quando assume seu papel

Não adianta bancar a substitua da mãe e nem a melhor amiga dos filhos
Se por um lado o imaginário popular propagou a fama de má da madastra, por um outro mais realista, essa mulher costuma penar na nova casa. Um de seus dramas mais comuns é ter que enfrentar a rejeição que sofre por parte dos enteados. Em geral, ela assume uma dessas duas estratégias: a de repetir os mesmos hábitos da mãe das crianças, que a faz ser desaprovada por estar competindo com a ex-mulher do marido. A outra postura costuma ser a de tornar-se a melhor amiga das crianças, colocando-se no mesmo patamar delas. Só que aí ela compete com as crianças pela atenção do marido e, mais uma vez, é renegada. Diante das tentativas frustadas , as questão que ficam é: como formar uma família em harmonia diante de tantos conflitos? Para os especialistas, a melhor saída é que a madastra assuma a sua verdadeira posição, a de ser a esposa do marido.

O número de mulheres que precisa enfrentar o desafio de ser aceita pelos filhos do parceiro só tende a crescer. As estatísticas mostram que as madrastas estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres solteiras que se casou com homens divorciados cresceu cerca de 60%, o que demonstra que este é um dos novos perfis da família brasileira.

De acordo com a terapeuta familiar Roberta Palermo, autora do livro "100% Madrasta: Quebrando os Preconceitos" (Integrare Editora), antigamente, as madrastas eram a mulher do viúvo, que chegavam para substituir a mãe ausente e eram superqueridas pelos enteados e bem vistas pela sociedade, afinal, vinham para amparar as crianças órfãs ainda sensibilizadas. Porém, com a aprovação da Lei do divórcio, em 1977, e com a guarda compartilhada, as madrastas assumem outros papéis e, de boa alma que ampara órfãos, passam a ser vistas como mulheres más que vieram tirar o pai dos braços da mãe.

Relação delicada
Parte do processo de convívio saudável entre madrasta e enteado é que ambos os lados compreendam que as famílias reconstituídas passam pelos mesmos conflitos que as famílias biológicas, de acordo com as fases de vidas de seus componentes. "O agravante nesta situação de reconstituição está nas expectativas internas de cada membro, baseada no mito do amor incondicional dos pais. Por isso, cultivar a harmonia e o afeto através do diálogo costuma ser a melhor solução", explica a terapeuta.

São vários - e complexos - os fatores que interferem na relação madrasta e enteados. Segundo a psicoterapeuta Margarete Volpi, a rejeição por parte das crianças normalmente se dá por rebeldia e por ciúme . "Isso por causa da interferência da mãe biológica, que tenta usar seu poder de persuasão para convencer o filho de que a madrasta foi a culpada pelo fim do casamento", diz a especialista.

Já por parte da madrasta, os conflitos com a ex-esposa e a insegurança são as causas mais comuns. "Entre os motivos que influenciam a relação com os filhos do marido estão a raiva e o ciúme da ex-mulher, falta de vínculos afetivos com a criança, medo de não conseguir conquistar o amor dos enteados, dificuldade em impor sua autoridade e receio de se tornar chata e perder o marido", enumera Margarete Volpi.

Conquistando seu espaço A filósofa Fernanda Carlos Borges, autora do livro "A Mulher do Pai" (Summus Editorial), defende a participação mais intensa e independente da madrasta na criação dos enteados. Segundo ela, a madrasta não deve ser a sombra do pai. "Os homens não são atentos ao ambiente emocional doméstico como as mulheres", diz.

A orientação é colocar ordem na casa sem medo de passar pela chata. Para Fernanda, que também é madrasta, essa mulher está entre os adultos responsáveis pelas crianças e, portanto, tem o dever de educar.
A terapeuta Roberta Palermo aconselha a atuação presente das madrastas na vida dos enteados, porém, de comum acordo com o pai das crianças, porque se as coisas não vão bem, ficam ainda piores quando o pai desautoriza a madrasta na frente das crianças. Segundo as experiências expostas na Associação das Madrastas e Enteados-AME, da qual é fundadora, o grande dilema da nova madrasta é educar o filho da ex-esposa sem poder repreender ou questionar atitudes erradas em função da superproteção dos maridos, que se sentem culpados e as desautorizam. "Por isso, é importante combinar tudo, desde a hora de dormir e a das refeições até se pode ou não colocar o pé no sofá", avalia.

A atriz Natalia Parzanese, 23 anos, soube driblar os conflitos de madastra com a enteada Letícia, 8. Para ela, a relação pode ser bastante harmoniosa e franca. "É possível educar enteados, respeitando os limites e valores que a criança recebe em casa, da mãe biológica, mas transmitindo os seus, que são de alguém que tem carinho pela criança e se preocupa com a educação dela", explica ela.

Manual prático da madastra
A seguir, confira as dicas das especialistas para enfrentar a rejeição e assumir o papel de nova esposa do pai sem precisar bancar a substituta da mãe ou a melhor amiga dos enteados:

- Não fale mal da mãe na frente da criança. Mesmo que a relação com a ex-mulher não seja boa, contenha-se. A criança é sempre fiel aos pais
- Não seja a boazinha de plantão. Como todo mundo, você pode ser chata em alguns momentos e legal em outros

- Não estimule provocações. Se a criança diz que a comida da mãe é melhor do que a sua, não crie atrito e mostre-se interessada no que ela tem a dizer, isso a fará se sentir querida por você ou ao menos, ela irá perceber que você não está ali para causar confusão. Não tome isso como uma ofensa pessoal, pois a rebeldia é contra a situação, não só contra você

- Ciúmes entre filhos (as) com pai ou mãe é muito natural. A ideia é não entrar no embate e na disputa de atenção. Quanto maior for sua receptividade, mais facilmente você conseguirá seu espaço.

- Conquiste seu espaço. É importante que cada par - pai e filho, madrasta e enteado ou o casal - tenha seus momentos a sós para fortalecer vínculos e evitar ciúme

- Vá à festinha da escola, participe de cada fase da vida dos enteados e demonstre carinho, pois essas são sempre excelentes atitudes a serem tomadas para viver sem crises

- Jamais bata na criança. Mesmo que os pais usem esse recurso, as crianças e a sociedade não têm a mesma capacidade de entender essa atitude quando parte da madrasta.

Agorafobia provoca medo incontrolável e afeta segurança

Mais do que uma crise de pânico,ela torna a pessoa dependente das outras
Buscar locais que tenham uma saída fácil, caso a situação necessite de uma fuga rápida, e evitar situações onde escapar seria algo difícil. Esses são dois sintomas característicos da agorafobia. O distúrbio é frequentemente confundido com a síndrome do pânico, que geralmente se manifesta por crises agudas de ansiedade sem que seja identificado o estímulo. Já a agorafobia torna a pessoa dependente das outras para tudo, já que sente medo de se ver em uma situação em que se depare com o medo. De acordo com a psicóloga Adriana de Araújo, especialista do MinhaVida, quem sofre do problema sente necessidade de ter sempre uma companhia por perto. "Dessa forma, a pessoa tem uma sensação de segurança", explica ela.
Como qualquer
fobia, o medo de sentir medo pode oscilar desde o nível mais leve até o mais grave. O primeiro é aquele que não influencia diretamente o modo de viver da pessoa, assim, ela segue sua vida, realiza tarefas e participa de situações, apesar do medo. O nível mais grave é aquele que compromete ações diárias da pessoa, hábitos corriqueiros como sair de casa para ir à padaria viram um tormento. Medos por locais específicos, como túneis, são muito comuns em quem sofre de agorafobia. "Mas, normalmente, o medo de lugares menores está ligado à claustrofobia", explica a especialista.
Muita gente confunde a agorafobia com fobia social. No entanto, como explica a psicóloga, são situações completamente diferentes. "Enquanto a fobia social é ligada ao medo das pessoas, de exposição, críticas, a agorafobia é a falta de opções para encontrar uma saída, caso precise de uma", completa a especialista.

As pessoas mais próximas de quem sofre de agorafobia também são atingidas pela situação. Quando a pessoa demonstra precisar de companhia, há aqueles que acompanham e ajudam a pessoa que tem medo, mas também existe o grupo que não entende a doença. É aí que surgem efeitos em quem sente medo por conta da relação conflituosa com pessoas próximas. Segundo a psicóloga, aparece o sofrimento, a insegurança e a falta de confiança em sim próprio. "Ser independente e livre do medo é fundamental para o bem estar emocional", completa a especialista.

Assim que for identificado qualquer tipo de medo, a busca por um especialista é imprescindível. Como salienta Adriana de Araújo, o medo pode aumentar e prejudicar o controle
emocional . "Uma vez que o medo é criado através de reforço, pode ficar mais intenso se não for tratado, prejudicando ações do indivíduo", comenta a psicóloga.

Tratamentos

Diante de um diagnóstico, o especialista apresentará as possibilidades de tratamento. "A técnica deve estimular a superação e o desbloqueio do medo", explica Adriana de Araújo. Pode-se fazer uso de exercícios específicos que estimulam a superação do medo, além de métodos como hipnose terapêutica, EMDR, PNL e o novo código da PNL. "Essas são técnicas modernas e de rápida ação na mudança do comportamento humano", completa a especialista.

EMDR (Dessensibilizaçao e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares)

Método desenvolvido na década de 1980, nos Estados Unidos, pela psicóloga Francine Shapiro. Uma pessoa emocionalmente alterada encontra dificuldades para processar informações e, por conta disso, a lembrança de um trauma se torna perturbadora. Durante uma sessão de EMDR, o cérebro é estimulado enquanto o paciente se concentra na situação que o aflige. A partir daí, o terapeuta faz movimentos circulares com o dedo diante da face do paciente e pede que ele os siga com os olhos enquanto mantém o pensamento no que o deixa angustiado Esses movimentos oculares são repetidos até que a concentração dispensada pelo paciente ao problema se disperse e ele comece a associar a situação a outros tipos de pensamentos, como "estou bem sendo eu mesmo".

PNL (Programação Neurolinguística)
Técnica desenvolvida na década de 1970 por John Grinder e Richard Bandler. Baseia-se na criação de estruturas para os processos inconscientes que formam a base da comunicação das pessoas. É o estudo da relação que criamos entre pensamentos, sentimentos, emoções e a forma como eles interagem com a comunicação com outras pessoas, desfazendo associações que causam sofrimento.

Livre-se das alfinetadas quando a relação acaba

Encarar o processo de perda com consciência ajuda a seguir em frente

No auge do relacionamento, sobram as declarações de amor entusiasmadas, surgem os nomes para os possíveis filhos e envelhecer ao lado de outra pessoa é algo impensável, mas, no meio dos caminho, por algum motivo, a relação definha e acaba. E de repente, a vida se transforma em um verdadeiro palco de batalhas. De um lado, você, e do outro, ele. Agressões verbais e alfinetadas viram uma constante. No meio disso, o respeito, que antes era tão proclamado, fica cada vez mais pisoteado. "Por razões culturais, nos apegamos com muito mais facilidade às situações negativas do que as positivas, por isso as pessoas se prendem à raiva e a troca de insultos", explica o psicólogo Antônio Carlos Amador Pereira, da PUC (SP), autor do livro "Ou Eu, Ou Ela" (Editora Harbra).

Mas por que as discussões parecem ser a nova rotina após o término? Existe algum prazer nessa prática? "Toda separação é dolorosa. Mesmo que o processo seja amigável, é muito difícil aceitar que não é mais amado por alguém. É mais fácil encontrar uma desculpa e uma explicação do que aceitar que, de certa forma, morreu dentro do outro", explica o especialista.

A questão principal por trás do conflito é a difícil relação do indivíduo com a perda. Em geral, quem ataca, não consegue aceitar que perdeu, não consegue processar a perda como uma consequência natural da vida. "A pessoa não consegue aceitar que muitas vezes é necessário abrir mão de algo", diz Amador Pereira.

Também faz parte desse entendimento considerar que a relação pode continuar, porém com outra natureza. "Para uma casal que se divorcia, por exemplo, o homem não é mais o marido, mas continua sendo os pais dos filhos. E isso é algo que precisa ficar claro para as próprias crianças, para evitar conflitos. Isso precisa ser respeitado em nome do desenvolvimento saudável dos filhos", explica o psicólogo.

Hora de sacudir a poeira
Só que construir a relação sobre novas bases também passa por perdoar e superar os desentendimentos. Depende muito de quanto um magoou o outro, mas é sempre preciso tentar. "O perdão é bom para os dois lados. Acho que foi William Shakespeare quem disse que 'Guardar rancor é como beber veneno e ficar esperando que o outro morra'. Isso porque, quando você perdoa, você se liberta e redefine o ex-parceiro, ou seja, para de demonizá-lo e segue em frente", avalia. Mas não é só isso.

O indivíduo deve se conscientizar que precisa e, principalmente, pode abrir espaço para o novo. "Esse comportamento de se apegar ao velho - como o cachorro que se apega ao osso -, e de remoer a mágoa faz com que ela pare de viver e que o outro também", diz Amador Pereira.

Essa é a principal reclamação da geóloga Carolina Soares, 27 anos, ainda em fase de discussões com o ex. "Eu sinto falta de colocar um ponto final na história, porque dificulta começar outra, com outra pessoa", salienta. "Quando um relacionamento acaba numa briga, fica difícil não questionar o que aconteceu e qual o motivo. Qualquer conversa depois disso pode te trazer respostas, ou mais dúvidas ainda - depende de como você encara os fatos. Vai ver que é a necessidade de concluir algo, o namoro, a conversa. E quando tudo acaba em briga mais uma vez, a gente retoma, quer explicações. Lágrimas não são argumentos", questiona.

Prazer em discutir
Outro ponto dos conflitos pós-namoro é o ciclo vicioso e sadomasoquista do gosto pela situação conflituosa. "Cria-se então uma relação afetiva ao avesso em que o amor dá lugar para a mágoa", diz Amador Pereira. Os ex-parceiros se comportam como se estivessem em um jogo psicológico, onde estão tão cegos, que chegam a acreditar que um deles se sagrará vencedor e, ao contrário, ambas as partes perdem, porque ficam estacionadas no mesmo lugar.

A decoradora de ambientes Estela Brahms , 31 anos, conta que enquanto estava namorando nunca teve certeza se era mesmo o que queria, mas quando o rapaz colocou o ponto final no namoro de dois anos, ela "surtou". "Não aceitava o fato de jeito nenhum. As conversas sempre acabavam em troca de ofensas, e seguiu assim por muitos meses depois do término", conta ela. "Só que chegou num ponto em que eu precisava discutir para mostrar o quanto eu era genial, procurava briga para acabar com os meus dias entediados. Virou vício", revela ela. A solução para Estela só foi encontrada no divã da terapia. "Quando consegui olhar para aquilo tudo com clareza, me senti envergonhada. Toquei a vida, mas não somos mais amigos. Acho que machucamos demais um ao outro", conclui.

Quem pode me ajudar?!
Não é tempo cronológico que vai definir quando uma pessoa precisa de ajuda profissional, de um terapeuta ou psicólogo, mas sim o quanto ela permanece com os mesmos sentimentos e não avança.

Faz parte de um exercício de sanidade mental entender que as decepções, maiores ou menores, são um efeito colateral da vida, mas também passa por ter uma visão menos egocêntrica e mais humilde da própria existência a de que mundo não gira só ao nosso redor. "É importante adaptar os desejos à realidade, mas compreender que nem sempre isso será possível", explica o psicoterapeuta explica o psicoterapeuta Chris Allmeida."Ficar triste não é uma doença, mas a manutenção da tristeza e de abandono merece ser estudado", avalia. "É a lamúria e a lamentação que alimentam a decepção", diz o especialista.

De acordo com os especialistas, o indivíduo precisa entender e aprender a desatar o nó que faz com que ele queira carregar o fardo do relacionamento que já acabou. É provável que a pessoa tenha coisas a resolver com o ex, e se estiver engasgado, deve desabafar, sim, não precisa reprimir. "Mas siga adiante, não fique batendo na mesma tecla. Fale para se libertar e não para virar uma briga sem fim", aconselha Amador Pereira.

Em geral, a ajuda profissional vai ajudar a pessoa a encontrar respostas para se resolver internamente e não, necessariamente, com o ex. A análise pode revelar um padrão de comportamento. Trata-se de uma busca mais profunda, em que a pergunta a ser feita não é "Por que isso sempre acontece comigo", mas sim "Por que eu sempre faço isso?" ou ainda "Por que eu privilegio pessoas desse tipo". Afinal, cada um faz suas próprias escolhas.

Aposte na porção certa para se valer de nutrientes poderosos

Consumindo uma laranja por dia seu corpo já recebe o que precisa de vitamina C
Nutricionistas do mundo todo propagam uma expressão que traduz a importância de uma alimentação cheia de nutrientes para a saúde do organismo: "An apple a day can keep the doctor away" ou, traduzido para o português, "Uma maçã por dia é capaz de manter o médico afastado". A frase, na verdade, é um incentivo para o consumo de frutas em geral. "O ideal seria ingerir três unidades por dia para colher os benefícios das vitaminas e sais minerais contidos nelas", explica a nutricionista Gisele Pavin, da Equilibrium Consultoria. O corpo de um indivíduo necessita de doses diárias específicas de cada nutriente para afastar doenças. Daí, a ideia de uma alimentação equilibrada e variada para atingir essas metas. Porém, alguns alimentos, suprem a recomendação diária dessas substâncias ao serem consumido em uma única unidade. Separamos uma lista com esses amigões práticos da sua saúde. Pode apostar neles:
Uma castanha do pará:
uma unidade dessa oleoginosa basta para suprir as necessidades diárias de selênio ao organismo (55 miligramas). O mineral é um poderoso antioxidante associado a um monte de vantagens. "Pesquisas apontam a importância do selênio como importante aliado da memória, prevenindo o corpo de doenças cognitivas, como o Mal de Alzheimer", diz a nutricionista da Equilibrium. Rica em gordura poli-insaturada, a gordura do bem (ômega-3), a castanha faz parte do grupo dos carboidratos complexos, que fazem uma faxina nas artérias do coração, auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e controlam as taxas de açúcar do sangue, evitando os picos de insulina, que emperram o metabolismo e atrasam o emagrecimento.
Um copo de suco de laranja:
uma laranja contém 90 mg de vitamina C, que é o consumo recomendo do nutriente a cada dia. Seus benefícios vão desde fortalecer a parede dos vasos sanguineos, melhorar o sistema imunológico do organismo até ajudar na produção de colágeno, importante para combater rugas e flacidez da pele. "A fruta também é rica em fibras, principalmente, pectina, que tem grande capacidade de absorção de água, ajudando a formam um gel no estômago, que retarda o esvaziamento gástrico, promovendo assim o controle do apetite", explica Gisele. Mas lembre-se, tem que comer o bagaço da laranja. Um estudo recente, apresentado na conferência anual "American Heart Associations Basic Cardiovascular Sciences" (EUA), aponta ainda que consumir um copo de suco de laranja por dia é capaz de afastar o risco de doenças cardiovasculares. Isso porque, a bebida é rica no antioxidante hisperidina - um composto flavonoide também encontrado nas uvas, no vinho, no chá verde e no chocolate amargo. A substância melhora a saúde das células presentes nos vasos sanguineos e, portanto, evita danos como a obstrução das artérias, um agravante para a ocorrência de ataques cardíacos e infartos.
Um cálice de vinho tinto: essa, no caso, é a dose recomendada para as mulheres. Os homens podem consumir até duas. A bebida também é rica em flavonóides (resveratol), substância altamente antioxidante, que reduz o envelhecimento do sistema imunológico e das artérias. O resveratol controla a multiplicação celular desordenada, responsável pelo surgimento de tumores
Uma posta de salmão:
a quantidade do peixe é ideal para suprir as necessidades de Vitamina B6, a piridoxina, (1,3 mg), ligada ao metabolismo energético e ao sistema imunológico. "Também contém gorduras boas polinsaturadas, ômega 3, que além de auxiliar na redução do colesterol ruim (LDL) e triglicérides, é fundamental para o bom funcionamento do sistema nervoso, ativando a memória", explica Gisele Pavin.
Uma fa
tia de mamão formosa: carrega as ideais 900 mg diárias de cobre que o organismo carece. "O mineral está relacionado com o metabolismo do ferro, com a saúde dos ossos e a produção de proteínas", afirma a nutricionista. Desempenha papel importante na pele, no cabelo e na pigmentação dos olhos. O mamão também contém vitamina A, extremamente importante para a saúde da visão, reprodução e manutenção do sistema imunológico.

Uma unidade de contra-filé:
esse corte de carne vermelha traz potássio na medida (4,7 mg ), necessário para a condução de impulsos nervosos em tecidos como o coração, cérebro e músculos. Ou seja, afasta complicações como doenças cardiovasculares e cãibras, além de proteger a memória. Também é uma importante fonte de ferro, o qual faz parte das hemoglobinas, sendo fundamental para o transporte de oxigênio no corpo.

Kettlebell aumenta força e condicionamento físico

De origem russa,bola de ferro com alça pode pesar de 8 kg até 24 kg

Febre nas academias fora do país, o Kettlebell, ou KTB, é ainda novidade para os brasileiros, mas já figura como mais uma opção de treinamento para quem quer ganhar músculos, flexibilidade, força, equilíbrio corporal e aumentar o condicionamento físico.

De origem russa, a modalidade tem como principal (e único) equipamento a Kettlebell, que é uma bola de ferro fundido com uma alça. Seu peso varia entre 8 kg e 24 kg."Diferente dos halteres, cujo centro de gravidade é a mão, a KTB tem seu centro de gravidade na própria bola", explica o professor de musculação, Gabriel Nicoletti Iwasaki, da academia Competition.

A função possibilita a realização de movimentos balísticos (de arremesso) e de potência, mas a Kettlebell sempre permanece fixa nas mãos. O aluno vai controlar os movimentos pendulares (com balanço) para fazer em conjunto com outros exercícios, como o agachamento. "Poucas atividades na academia desenvolvem tanto a força muscular em sessões de apenas 20 minutos", comenta Reginaldo Ghilardi, coordenador de musculação da Competition.

Com tamanho esforço, não é de se admirar que a atividade proporcione o trabalho de grandes grupamentos musculares, como braços e pernas, além de consumir uma baita energia do organismo. O gasto calórico é de até 700 calorias em 30 minutos de aula.

Para a prática da Kettlebell, é importante a orientação de profissionais qualificados, pois é necessário manter a postura correta para evitar eventuais contusões com os exercícios. "A KTB é aparentemente simples, mas exige bastante esforço e treinamento. Ela é indicada para quem já tem um nível bom de condicionamento físico e deseja intensificá-lo ainda mais", diz Gabriel.