quarta-feira, 29 de julho de 2009
Físico usa Lua para buscar matéria escura
Entidade misteriosa que compõe 85% da massa do Universo pode deixar "sombra" na Terra quando ocultada pelo satélite
Telescópio tentará enxergar sinal emitido por partículas invisíveis seguindo pista de experimento espacial que detectou anomalia em 2008
Ela é o tipo de matéria mais abundante que há. Está em todo lugar, mas ninguém a vê. Os cientistas só sabem que ela existe porque, sem a gravidade que exerce, estrelas pulariam para fora das galáxias. E, como se não bastasse ser invisível, a chamada matéria escura tem driblado teóricos que tentam explicá-la. Uma série de experimentos novos, porém -um deles realizado na "sombra" da Lua-, promete trazer novas pistas para resolver o enigma.
Esse campo de estudo começou a passar por uma reviravolta no ano passado, quando o satélite científico Pamela detectou no espaço um número inesperadamente grande de pósitrons -a partícula elementar equivalente ao elétron, mas com carga positiva. Físicos logo apontaram que o excesso de pósitrons seria fruto de colisões de nuvens de matéria escura no centro da galáxia. O impacto aniquilaria as misteriosas partículas invisíveis, convertendo-as em outras visíveis.
Essa teoria, porém, gerou mais controvérsia do que comemoração. Os misteriosos pósitrons, afinal, não eram muito energéticos, e poderiam estar vindo de objetos como pulsares -corpos estelares com forte campo magnético.
Desde então, físicos experimentais vêm propondo observações que possam confirmar os dados do Pamela capturando partículas mais energéticas -resultantes da violenta aniquilação da matéria escura.
Há uma dificuldade, porém, em distinguir pósitrons de elétrons que chegam à Terra. Ao atravessar a atmosfera, ambos perdem a identidade, e fica impossível saber se as partículas positivas realmente estão em número maior que o esperado.
Mas cientistas trabalhando no Magic -um telescópio das Ilhas Canárias capaz de detectar sinais de elétrons e pósitrons- acabam de propor uma solução. Como o campo magnético da Terra interfere na trajetória de pósitrons e elétrons, a "sombra" da Lua para as primeiras partículas ficaria deslocada das segundas, como na visão de uma pessoa embriagada.
Bastaria então apontar várias vezes o Magic para as bordas da Lua quando ela estiver passando na frente do centro da galáxia e contar os pósitrons.
"Ainda neste ano testaremos a viabilidade dessa medição", disse à Folha Pierre Colin, físico integrante do projeto que elaborou a ideia. "Não vai ser uma coisa fácil, porque a luz do luar gera um sinal de fundo que atrapalha muito, mas queremos trabalhar nisso."
A ideia, lançada no início do mês, colocou a física experimental em clima de corrida.
Um telescópio espacial já em órbita, o Fermi/Glast, pode chegar na frente do Magic, sem precisar da Lua. "Temos a capacidade de medir elétrons e pósitrons, e portanto podemos corroborar medidas feitas por outros experimentos", diz Eduardo do Couto e Silva, brasileiro envolvido no projeto americano. Segundo ele, a observação de partículas a taxas previstas pelos teóricos "pode dar prêmio Nobel", e há muitos físicos de olho no problema.
Enquanto astrônomos vivem um momento de euforia, porém, físicos lutam para criar hipóteses que acomodem os dados observados sem ter de remendar muito as teorias mais plausíveis. "Ver excesso apenas de pósitrons, por exemplo, é um problema", diz Rogério Rosenfeld, da Unesp. Segundo ele, as teorias mais limpas indicam que outros tipos de partícula deveriam ser geradas na aniquilação de matéria escura.
Em vez de ajudar a fechar o cerco em torno do enigma, afinal, o Pamela e outros experimentos vêm abrindo o leque de possibilidades. E ainda resta saber se futuras observações vão enxergar a mesma coisa.
Câncer do pênis e circuncisão
É curioso como certas patologias surgem com características endêmicas e depois, felizmente, desaparecem por completo
CURIOSO COMO determinadas patologias surgem com características endêmicas em regiões localizadas no país -às vezes epidêmicas- e, depois, felizmente, desaparecem por completo.
Tem-se a impressão de uma cura completa da patologia, vez ou outra, mas, passados anos de silêncio, ela reaparece no país, recrudescida, e requer novos estudos, novas terapêuticas e tudo o mais para a sua contenção ou quiçá o seu novo desaparecimento.
Tenho sempre admitido que tudo é novo sem deixar de ser velho. A base é sempre a mesma, o substrato não desaparece, mas surgem novas tecnologias, novas terapêuticas.
Haja vista agora a preocupação dos urologistas com o câncer do pênis.
Ora, essa patologia vem de longa data. É secular. Travou-se polêmica há mais de meio século sobre esse assunto na comparação entre judeus e muçulmanos e outras denominações.
Dizem os urologistas que a maior estatística se encontra no Estado de São Paulo. Isso pode ser verdade, mas, avaliando bem, são portadores vindos de outros Estados para tratamento em São Paulo. Deve-se aos cuidados com algumas doenças sexualmente transmissíveis, mas, principalmente, à falta de higiene com o órgão.
Sabe-se que a fimose é o principal fator de desencadeamento de doenças do pênis ou da genitália -sobretudo do câncer do órgão. Isso tudo é conhecido, verdadeiro e os especialistas aconselham essas manobras higiênicas a toda hora.
A verdade é que a fimose provoca a retenção do esmegma entre o prepúcio e a glande. A isso acrescenta-se a urina, que, nessa mistura, provoca um odor nauseante e leva à irritação frequente do prepúcio. Dessa forma surge a lesão peniana, que, não tratada, não cicatrizada em poucos dias, leva à suspeita da presença de um câncer, cujo tratamento é diferente de outras patologias.
Já escrevi dezenas de vezes e durante toda a minha vida de professor de urologia adverti os alunos sobre essa patologia e dizia que a postectomia na primeira infância é fundamental para a abolição total do câncer do pênis. E tem mais: uma mulher que teve contato sexual somente com um homem operado na infância nunca terá câncer do colo do útero.
Isso ocorre com os judeus, que circuncidam os meninos do quarto ao sétimo dia do nascimento, e com os muçulmanos, que o fazem até o sétimo ano de vida da criança -eles também não correm o risco do câncer, mas não com tanta segurança quanto os judeus. Quanto mais cedo for feita a operação, melhor.
Acho essa a única maneira de abortar o câncer do pênis na população. Sempre fui favorável à postectomia ou circuncisão na primeira infância. Mesmo porque ela auxilia a diminuir entre 50% e 60% as doenças sexualmente transmissíveis, além de proporcionar maior facilidade para a higiene do órgão.
Quanto ao homem circuncidado ou postectomizado na idade adulta, ele não está livre do câncer, como ocorre quando a operação é feita na primeira infância, mas verá diminuída -e muito- a chance de seu surgimento, bem como a chance do surgimento de doenças sexualmente transmissíveis.
Como o câncer do pênis está na ordem do dia e foi ressuscitado, de acordo com as notícias do momento, não custa corroborar, ainda que pela rama, os urologistas da atualidade, porque, embora o câncer do pênis tenha sido muito bem estudado no passado, provocando inúmeras teses sobre o seu surgimento, sua etiopatogenia, sua terapêutica clinica, cirúrgica, radiológica e química, bem como sobre ele e suas metástases ganglionares, quase sempre se esquecia da sua prevenção no sentido da circuncisão na primeira infância.
Por essas razões -e para não estender em demasia o assunto-, sugiro aos interessados que leiam um artigo básico, bem antigo, de Wolbarst, publicado no "Lancet", volume 222 (1932), na página 150, e nele então verão toda a parte clínica, científica, estatística e preventiva do câncer do pênis com muita exatidão e veracidade. Por isso eu disse que tudo é novo sem deixar de ser velho.
AFIZ SADI , médico, é professor titular aposentado de urologia da Unifesp/EPM (Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina), emérito da Sociedade Brasileira de Urologia e da Academia de Medicina de São Paulo, além de membro honorário da Academia Nacional de Medicina e da Academia de Medicina de Minas Gerais.
MEC divulga 40 questões em simulado do Enem 2009; confira à meia-noite
São dez questões para cada uma das quatro áreas: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. Serão quatro arquivos disponibilizados em pdf, cada um com seu gabarito e indicação sobre a quais habilidades da nova matriz do Enem estão relacionadas às questões.
De acordo com o Inep, a mudança do Enem o aproxima das diretrizes curriculares nacionais e dos currículos praticados nas escolas, mas sem abandonar o modelo de avaliação centrado nas competências e habilidades.
Os exemplos de questões foram elaborados a partir de critérios técnicos e pedagógicos, com itens contextualizados e voltados para a realidade do estudante.
Limitações do simulado
A divulgação dos itens-modelo, diz o órgão do MEC (Ministério da Educação), pretende aproximar os participantes da nova estrutura de prova. O gabarito vai permitir a checagem das alternativas corretas e a melhor compreensão das habilidades abordadas, mas não será possível simular uma nota dentro da nova escala proposta para o Enem 2009, em Teoria de Resposta ao Item.
Cada uma das quatro áreas do Enem 2009 será composta por 45 itens de múltipla escolha, totalizando 180 questões. No dia 3 de outubro (sábado) serão aplicados 45 itens de ciências da natureza e suas tecnologias e 45 itens de ciências humanas e suas tecnologias.
No dia 4 de outubro (domingo), serão 45 itens de linguagens, códigos e suas tecnologias e 45 itens de matemática e suas tecnologias, além de uma proposta de redação. Essa configuração permitirá ao Enem 2009 a aferição mais exata do conhecimento dos participantes, e servirá ainda para selecionar os calouros para universidades federais.
UPE prorroga prazo de inscrição para Vestibular 2010
As inscrições devem ser feitas exclusivamente no site da instituição. A taxa custa R$ 100 e pode ser paga em qualquer casa lotérica da Caixa Econômica Federal. As provas serão aplicadas em três dias consecutivos: 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro. Apesar de a UPE não adotar o Enem, o conteúdo da prova será adequado ao exame. Ao todo, serão 3.530 vagas oferecidas no Vestibular 2010.
Semi-Extensivo Método Objetivo Pré-Vestibular
O Método Objetivo Pré-Vestibular....será iniciado em uma nova data dia 04-08-09 e estamos com promoção até o dia 03-04-09..não percam...porque terminando esse prazo..não teremos abatimento nenhum..o preço será normal..
O Método Objetivo terá uma excelente estrutura para o aluno.. com quadro de vidro(modernizado)..cadeiras acochoadas..biblioteca virtual..com acesso a internet..,módulos bem elaborados, área de lazerpara o aluno ..lanchar e estudar..lanchonete..recepção,setor administrativo..sanitários renovados..salas climatizadas..escadas de granito...um ambiente realmente o qual Ilhéus precisava.. e mais ..uma Equipe que ninguém tem o que duvidar..pois são realmente os melhores professores..
Selecionamos os melhores professores e estamos fazendo uma estrutura totalmente modernizada que ninguém nunca fez para pré-vestibular em Ilhéus.. pode ter certeza vocês serão bem recebidos.
Desculpem não termos começado como o prometido,mas aguardem que o melhor cursinho vai começar...
Temos o melhor blog para estudantes atualizado diariamente..com notícias que vocês não podem perder..http://metodoobjetivoprevestibular.blogspot.com/
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Aproveitem e garantem a sua vaga!! Contamos com vocês...
Método Pré-Vestibular esse sim será o Melhor de Ilhéus..
Revistas VEJA e ISTOÉ 29-07-09..
Edição: 2123 - 29 de julho 2009 Tamanho: 8 mb Formato: pdf Páginas: 48Link:http://rapidshare.com/files/261093763/Veja_2123_29-07-2009_www.banca-de-revista.com.rar
Medicina Gripe: há motivo para pânico? Ambiente A contaminação das praias cariocas Tigres-de-bengala à beira da extinção Ciência Os chimpanzés também morrem de aids Saúde A finasterida e o câncer de próstata
Edição: 2072 - 29 de julho 2009Tamanho: 8 mb
Formato: pdf
Páginas: 54
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Quando a ansiedade vira doença
A medicina comprova os impactos do problema e mostra que intervir cedo é o melhor caminho
"A vaidade quase me matou"
O playboy fala do drama que viveu após quase dois meses em coma depois de uma cirurgia de redução de estômago
Só amor não basta
Pesquisa com mais de dois mil casais revela o que leva os as relações ao fracasso
Medicina na madrugada
Exames e até aplicações de botox podem ser feitos depois da meia-noite, com hora marcada
Em 7 federais, novo Enem será classificatório para segunda fase
Isso ocorrerá em quatro federais de Minas Gerais (UFU, Unifei, Ufop e UFJF), duas do Rio (UFRJ e UFF) e uma do Espírito Santo (Ufes). Nessas instituições, o desempenho no Enem será classificatório; em outras cinco federais que unirão o Enem à segunda fase, o exame não eliminará ninguém.
Nas sete universidades em que o Enem é decisivo, uma situação inusitada pode ocorrer: o candidato terá de se inscrever na segunda fase, geralmente a partir de agosto, sem saber se tem nota suficiente para ir à próxima etapa. Os resultados do Enem saem apenas em dezembro (para as universidades) e janeiro (para os alunos).
Na UFRJ, por exemplo, essa definição depende da publicação do edital, em 1º de setembro. Até lá, estuda-se a possibilidade de serem convocados para a segunda fase um número de candidatos equivalente a quatro vezes o total de vagas.
Assim, se um instituto oferece 50 vagas, serão chamados para a etapa final os 200 candidatos mais bem colocados no Enem. A comissão que define o edital, diz a instituição, está atenta à data de divulgação do resultado do Enem.
Os estudantes podem se inscrever nessas sete federais a partir de setembro -as exceções são a UFMG e a UFF, que abrem inscrição em agosto.
Em duas das sete universidades (Ufop e UFMG), a data do vestibular está definida. As demais estão em fase final de discussão e devem publicar em breve os editais.
Unifesp
As cinco federais com segunda fase em que o Enem não será eliminatório são: UFMS (MS), Unifesp e UFSCar (SP), UFSJ (MG) e UFPE (PE).
A Unifesp definiu que o Enem valerá um terço do vestibular para sete cursos --que estão entre os mais concorridos da instituição, como medicina e enfermagem. A universidade também usa o Enem de outro modo: para 19 cursos, o exame servirá como seleção única.
Na UFSJ, se o aluno quiser, a nota no exame pode substituir a prova de conhecimentos gerais, que vale 25% do vestibular. A universidade terá segunda fase para 90% das vagas --nas restantes, o Enem será a única forma de seleção.
Na UFPE, a prova objetiva do Enem valerá 45% da nota final. Já na UFMS, o exame substituirá a primeira fase, mas todos os candidatos serão convocados para a segunda etapa.
Na UFSCar, por sua vez, a nota final será composta 50% pelo Enem e 50% pelas provas próprias. As inscrições para a segunda etapa ocorrem em setembro, antes do Enem --em outubro. Todos os candidatos inscritos no Enem e na segunda etapa farão as duas provas.
Veja dicas para física e geografia no Enem 2009; confira as seis áreas que devem ser cobradas
Tanto em física, quanto em geografia, uma habilidade é fundamental: a capacidade de leitura de gráficos e de enunciados longos. Confira as dicas dos professores ouvidos pelo UOL Vestibular. Às terças e quintas, você pode conferir reportagens com orientações para se preparar melhor para a avaliação.
Física
Na opinião de Cláudio Behr, professor de física do curso Etapa, em física, o conteúdo cobrado deverá ser parecido com o de questões contextualizadas de outros vestibulares. O exemplo citado por Behr é o das questões interdisciplinares da Fuvest.
"O Enem é uma prova que exige mais de leitura do que conteúdo. O modelo do novo Enem, deverá cobrar um pouco mais de conteúdo do que as provas anteriores", avalia.
Para o professor, o fundamental é se preparar para encontrar textos longos, que exijam capacidade de interpretação. Além disso, orienta Behr, é importante treinar a resistência física para enfrentar dois dias seguidos de provas.
Se você pretende revisar o conteúdo, o docente aposta em uma distribuição de perguntas semelhante à dos principais vestibulares. Confira a hierarquia dos temas nas provas de física:
Dica importante: de acordo com Behr, o Enem deverá abordar problemas do cotidiano. Assim, vale a pena procurar, em exames anteriores, testes que tratem de assuntos do seu dia a dia. Um exemplo? "Saber interpretar uma conta de luz; descobrir quais aparelhos são responsáveis pelo gasto maior de energia; escolher qual aparelho cortar para diminuir gastos", aponta.
Geografia
"No Enem, o aluno tem de ler bem o que está sendo perguntado. Às vezes, uma questão oferece um mapa e pede a consequência ou a causa do fenômeno que aparece na figura. Não basta saber olhar uma tabela ou gráfico: é preciso ver o que está sendo pedido", diz.
A dois meses das provas, a melhor preparação em geografia é alternar a prática de exercícios, com questões anteriores do Enem, com a leitura de atualidades. Confira os temas principais, na avaliação da docente:
- eleições no Irã e testes atômicos;
- situação da Coreia do Norte e conflitos com a Coreia do Sul;
- crise econômica nos Estados Unidos;
- a economia dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China);
- conflito no Oriente (entre Israel e Palestina);
- relações dos EUA com o Afeganistão;
- Índia e a conquista do Oscar;
- crise e golpe em Honduras;
- Paraguai e a energia de Itaipu;
- relevo;
- vegetação;
- clima;
- população;
- urbanização;
- comércio exterior;
- estatísticas da educação;
- números da mortalidade infantil.
Para a professora, um bom conhecimento de temas das atualidades e da geografia ajuda, inclusive a produzir uma boa redação.
Matemática vai ter peso maior no novo Enem
Isso porque a matéria é a única a integrar sozinha uma das quatro grandes áreas em que a prova está dividida. Assim, ao menos 45 das 180 perguntas do Enem serão apenas de matemática --a matéria, portanto, será a de maior peso na prova.
Nas outras três áreas --linguagens e códigos, ciências da natureza e ciências humanas-, as questões envolverão mais de uma disciplina.
Desse modo, a prova de linguagens trará questões de língua portuguesa, literatura, artes, educação física e comunicação. A de ciências da natureza terá química, física e biologia. Já a de ciências humanas será composta por história, geografia e sociologia.
O diretor de avaliação da educação básica do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem), Héliton Tavares, avisa: o número de questões envolvendo matemática deve ser ainda maior que um quarto, graças ao fato de o Enem ser um exame com questões interdisciplinares.
Um exemplo são perguntas de física e química que exijam conhecimentos matemáticos.
"Um quarto das questões serão diretamente ligadas à matemática. Mas a linguagem matemática, como gráficos, tabelas, cálculo de porcentagens, poderá ser encontrada nas outras matrizes também", afirma Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil.
Ele comparou o edital deste ano com o dos anos anteriores para reformular o material didático do seu cursinho.
Nos anos anteriores, o programa não tinha divisão por matérias --a interdisciplinaridade já era a marca mais forte do Enem--, o que, segundo Tavares, dificulta uma comparação entre as edições.
E como o aluno deve treinar para uma prova assim? "O aluno deve fazer o maior número de questões-teste em determinado tempo. Questões fáceis, porque não adianta pegar um teste difícil e não conseguir fazer", afirma Glenn van Amson, supervisor de matemática do Anglo. Uma boa dica é recorrer às provas anteriores do Enem, disponíveis no site http://historico.enem.inep.gov.br.
A overdose de matemática não assusta Willian Cruz, 17, aluno do CPV que vai prestar vestibular para economia. Na aritmética do seu horário de estudos, matemática já toma 40% do seu tempo.
"Quando se estuda para valer, se estuda para tudo", diz Willian, que considera que seu maior desafio no Enem não será a matemática, mas o tempo.
Disciplinas exóticas
Outra novidade do Enem são os temas pouco comuns em outros exames, como história da África e educação física. Mas, quanto a eles, o recado dos professores é tranquilizador: não haverá cobrança de conteúdo específico, as questões devem ser contextualizadas.
"Ninguém vai cobrar a regra do basquete ou a independência do Catar. Vai ter que analisar documentos históricos, interpretar", diz Mateus Prado.
Héliton Tavares, do Inep, confirma que não haverá cobrança de datas. Sobre o conteúdo, diz não haver novidade nos temas exigidos --que se baseiam no programa estudado no ensino médio.
Saibam mais sobre as Profissões!! ARQUITETURA E URBANISMO

O bom desempenho da economia brasileira nos últimos anos impulsionou o setor da construção civil e transformou algumas cidades em grandes canteiros de obras ao ar livre. Além de casas, prédios residenciais e edifícios comerciais, muitas prefeituras têm investido em obras de infra-estrutura visando, entre outras coisas, à universalização do serviço de saneamento básico, o que significa levar água potável e rede de esgoto a todos os domicílios. Essas obras geram grande demanda por especialistas de várias áreas, entre eles arquitetos e urbanistas. “Esses profissionais são contratados para fazer o planejamento, definir estratégias de atuação e organizar os trabalhos de expansão das redes de água e esgoto das cidades”, explica o arquiteto Raphael José de Oliveira, gerente de cadastro do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Blumenau (SC). “Esse é um trabalho que vem crescendo muito em prefeituras e secretarias estaduais de saneamento e, por isso, deve gerar, nos próximos anos, uma forte procura por arquitetos e urbanistas.”
Além de orientar o crescimento de bairros e cidades e atuar em projetos ligados ao saneamento básico, os graduados nessa área são especialistas em organizar espaços segundo critérios de conforto, estética e funcionalidade. Cabe ao profissional determinar os materiais a ser utilizados nas obras, levando em conta o uso do imóvel e o consumo de energia. Ao lado do engenheiro, ele acompanha a construção e gerencia os custos e a mão-de-obra. Como desenhista industrial, projeta objetos, elabora placas de sinalização e logotipos. Para se dar bem na profissão, é fundamental ter criatividade e talento para o desenho.
O mercado de trabalho
A expectativa entre os arquitetos é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que aqueceu a construção civil, tenha reflexos positivos também na arquitetura. "Por enquanto nosso mercado não foi atingido, mas creio ser apenas uma questão de tempo", diz Oscar Luís Ferreira, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB). A expectativa está em pauta por vários motivos, um deles porque o programa facilita os empréstimos para a compra de imóveis. Outro fator que torna esse mercado aquecido é a mudança de mentalidade da população. Em regiões menos desenvolvidas, o arquiteto sempre foi considerado um artigo de luxo e, portanto, pouco procurado tanto pelo setor público quanto pelo privado. "Mas, agora, esse panorama começa a ser alterado", conta o professor. As obras de infra-estrutura, como rodovias, pontes e portos, abrem oportunidades para o especialista em projetos, urbanismo e paisagismo em grandes construtoras e incorporadoras, como Odebrecht e Camargo Corrêa. Paisagistas e urbanistas encontram lugar na administração de praças e parques, nas prefeituras municipais, para realizar o reordenamento territorial e organizar a distribuição de terras, e em construtoras de condomínios de luxo. A possibilidade de abrir o próprio escritório existe, mas é mais difícil para o recém-formado, com pouca experiência. Empresas privadas de diversos ramos de atuação, como criação de mobiliário, cerâmica e montagem de cozinhas, têm oferecido vagas para o arquiteto.O curso
O currículo mescla disciplinas das Ciências Humanas e Exatas, como matemática, história da arte, resistência de materiais e computação gráfica. O primeiro semestre é muito teórico, mas, a partir do segundo, há mais aulas práticas. A criatividade é fundamental na hora de fazer os esboços, mas esteja pronto para mergulhar nos cálculos. Estágio e trabalho de conclusão de cursos são obrigatórios na maioria das instituições. A duração média do curso é de cinco anos. Outros nomes: Comp. Paisagística, Urbanismo.O que você pode fazer
OMS conclui que câmara de bronzeamento provoca câncer
A Iarc (Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), braço da OMS (Organização Mundial da Saúde) voltado para pesquisas da área oncológica, elevou o nível de alerta do bronzeamento artificial. Para a entidade, as cabines usadas no processo deixaram de ser "prováveis cancerígenas" para representar uma causa concreta de tumor de pele --a mesma relação entre o cigarro e o câncer, por exemplo.
A conclusão surgiu depois que um grupo de 20 especialistas concluiu que o risco de câncer de pele aumenta em cerca de 75% quando as pessoas começam a usar câmaras de bronzeamento antes dos 30 anos.
Os raios UVA emitidos pelas câmaras estimulam a produção de melanina (que dá a coloração mais escura da pele). É justamente essa radiação que está relacionada a um maior risco de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
As lâmpadas usadas nessas cabines são capazes de acelerar o envelhecimento da pele. O excesso de radiação, por sua vez, pode danificar o DNA das células. O melanoma surge quando uma dessas células danificadas se prolifera.
Desde 1992, os raios solares ultravioletas (A, B e C), do mesmo modo que os UVA artificiais de lâmpadas de bronzeamento, são classificados no nível 2 de perigo do Iarc. Com os novos estudos, essa radiação passa a ser de nível 1, que classifica produtos cancerígenos para o homem.
O organismo destaca ainda que "numerosos estudos mostraram uma ligação entre o bronzeamento artificial e o melanoma ocular". "Não somos uma agência reguladora; publicamos resultados científicos para que as agências de saúde nacionais possam tomar as decisões que julguem necessárias", explicou Vincent Cogliano, um dos pesquisadores da Iarc.
Segundo um estudo da Associação Alemã para a Prevenção Dermatológica, realizado no final de 2008, cerca de 14 milhões de alemães com entre 18 e 45 anos fazem bronzeamento artificial e um quarto deste total começou com entre 10 e 17 anos.
Georges Reuter, presidente do Sindicato Francês de Dermatologistas, disse que o "grande perigo é tentar manter o bronzeado durante todo o ano". Segundo Reuter, o limite de sessões de bronzeamento é de dez ao ano. "O outro perigo é a má manutenção das instalações", disse.
Comer peixe pode evitar demência
Um dos maiores esforços para documentar essa ligação - e o primeiro estudo do tipo realizado no mundo em desenvolvimento - descobriu que adultos mais velhos na Ásia e na América Latina tinham menos chances de desenvolver demência caso comessem peixe regularmente.
Quanto mais peixes comem, mais baixo o risco,
descobriu o estudo. As descobertas aparecem na edição de agosto da publicação "The American Journal of Clinical Nutrition".O estudo, que incluiu 15 mil pessoas com mais de 65 anos na China, Índia, Cuba, Venezuela, México, Peru e República Dominicana, descobriu que aqueles que comiam peixe quase todos os dias apresentavam um risco quase 20% menor de desenvolver demência do que os que comiam peixe apenas alguns dias por semana. Adultos que comiam peixe alguns dias por semana tinham 20% menos chances de desenvolver a condição do que os que nunca comiam.
"Há um efeito gradual. Assim, quanto mais peixe você come, menos chances você tem de desenvolver demência", disse o Dr. Emiliano Albanese, epidemiologista clínico do King's College London e principal autor do estudo.
"Com a carne, ocorre exatamente o oposto", ele acrescentou. "Quanto mais carne você come, maior a probabilidade de demência". Outros estudos mostraram que a carne vermelha pode ser particularmente ruim para o cérebro.
Estudos observacionais no Oriente também indicaram que o peixe pode reduzir o risco de demência, mas ainda existem poucas evidências de experimentos clínicos controlados e aleatórios.
Remoção de ovários é ligada a câncer de pulmão
Cientistas da Universidade de Montreal se deparam com essa ligação enquanto investigavam a relação entre câncer de pulmão e hormônios, em mulheres. Eles não encontraram relação entre fatores hormonais, como padrões menstruais, históricos de parto e amamentação, com o risco de câncer de pulmão - mas descobriram que mulheres com menopausa induzida medicamente tinham 1,92 vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão do que mulheres que experimentaram a menopausa natural.
"Ficamos surpresos - não tínhamos expectativas anteriores para essa descoberta", disse Anita Koushik, pesquisadora do Departamento de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Montreal e principal autora do estudo, publicado no "The International Journal of Cancer", em maio passado.
"Além do fato de que fumar aumenta seu risco de contrair câncer no pulmão, os resultados deste estudo sugerem que ter uma menopausa não-natural contribui para praticamente dobrar os riscos". Ela apontou, entretanto, que a descoberta poderia ter ocorrido por acaso.
Apesar de o cigarro ser a principal causa do câncer de pulmão, outros fatores podem desempenhar um papel em fortalecer o impacto dos carcinógenos no tabaco, disse Koushik. Em mulheres, esses fatores podem ser hormonais.
Papanicolau, o melhor exame para as mulheres
Ele ainda é a melhor maneira de identificar o câncer do colo de útero, além de outras alterações ginecológicas tratáveis
Por Denise Mello
O exame que detecta o câncer de colo de útero recebeu este nome em homenagem ao médico grego George Papanicolau, que criou o método em 1940. Desde então este é o meio mais seguro de identificar tumores, além do papilomavirus humano (HPV) e infecções vaginais.
Mesmo depois de quase 70 anos ainda existe um grande tabu ao redor desse exame. Muitas mulheres deixam de fazê-lo por vergonha e por medo da dor. "Essa é uma realidade entristece. Se o papanicolau fosse feito regularmente, uma vez ao ano, muitas mulheres seriam poupadas do sofrimento que as doenças ginecológicas causam. E apesar de antigo, ele ainda é a melhor maneira de identificar o HPV e o câncer", afirma o ginecologista Carlos Eduardo de Azevedo, do Hospital Alvorada,
Para não interferir no resultado, o ideal é que o papanicolau seja feito uma semana antes ou dez dias após a menstruação. E as recomendações dos especialistas não param por aí: dois dias antes do exame, as relações sexuais devem ser evitadas, assim como as duchas íntimas. Nesse período o uso creme e medicação vaginal também devem ser cessados. Assim se evita que o material coletado seja contaminado.
Entenda o exame
Os resultados do papanicolau são divididos em cinco classes:
· A classe I corresponde a ausência de células anormais no organismo, identificando um exame normal;
· A classe II em geral indica uma inflamação ou infecção;
· A classe III indica presença de células anormais. Nessa classe, ainda é possível que a paciente tenha uma displasia (lesão celular reversível desencadeada por irritantes crônicos), que pode ser dividida em três tipos: leve, moderada e grave. "Nos tipos leve e moderado geralmente está indicada a realização de cauterização. Na displasia grave pode ser necessário a retirada de um segmento do colo", explica Azevedo;
· A classe IV indica o exame considerado suspeito para algum tipo de doença;
· A classe V indica a presença de neoplasia (lesão tumoral).
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