terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dia do Estudante


SER ESTUDANTE:

Se quiseres ser um verdadeiro estudante Não aprenda só o superficial, Pois o difícil pode se tornar barreira vencida. Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais! Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o. Procura na escola o que deseja para tua vida, Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá. Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão. Se não tens teto, cobre-te de saber, De vontade, de garra. Se tens frio, se tens fome, Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar. Se te faltar coragem, Não tenha vergonha de pedir ajuda. Certamente haverá alguém para te estender a mão. Sê leal, fraterno, amigo, forte! Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde. Pois tu, jovem estudante, tens que assumir o comando do teu país. Respeita para ser respeito. Valoriza para ser valorizado. Espalha amor para seres amado. Não tenhas medo de fazer perguntas: toda a resposta terá sentido. Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas. Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te). Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção, a falta de limites, o abuso de poder, Pensa na existência de tudo o que te cerca. Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói. Não faça do teu colega, uma escada para subir. Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.

"Carbono de floresta virou um problema"

São Paulo, terça-feira, 11 de agosto de 2009(Folha de SP)

Governadores da Amazônia deveriam pensar duas vezes antes de assinar contratos de venda de créditos de carbono por desmatamento evitado. A opinião é justamente do maior defensor de um mecanismo de mercado para carbono de florestas, Kevin Conrad, 40. "Nós chamamos o mercado voluntário de ouro de tolo", afirmou. "Eles vão assinar contratos e o dinheiro não virá, porque ele não existe."
Funcionário do governo de Papua-Nova Guiné, Conrad lidera a Coalizão das Florestas Tropicais, um grupo de 40 países que desde 2005 tenta incluir um mercado para o carbono de florestas no novo acordo contra o aquecimento global. Esse mecanismo, o chamado Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), está hoje em negociação no âmbito da Convenção do Clima das Nações Unidas e deve ser definido em dezembro em Copenhague. Ontem, em Bonn (Alemanha), teve início uma nova rodada de negociações do novo acordo, com um alerta do secretário-executivo da convenção, Yvo de Boer, de que "o tempo está se esgotando". Na ONU, Conrad tem protagonizado disputas com a delegação brasileira. O Brasil defende que o Redd seja feito apenas de fundos voluntários, como o Fundo Amazônia, que não valem créditos comercializáveis. A coalizão defende um mecanismo de mercado -mas um mercado regulamentado global, e não os acordos voluntários que vêm pipocando por aí. Em entrevista à Folha, o papuano explicou por que está tentando combater os mercados voluntários em seu país e fez sua previsão para Copenhague: "Estamos num bom caminho para um acordo que não seja ambicioso". Leia a seguir.

FOLHA - Na conferência de Bali, em 2007, o sr. disse ao governo dos EUA para "liderar ou sair do caminho". Para quem o sr. diria isso hoje?
KEVIN CONRAD
- Eu ainda acho que os EUA, talvez não a administração Obama em si, mas alguns dos senadores no Congresso, ainda precisam desse tipo de bronca. Ainda há muito jogo de empurra vindo dos EUA: "Os EUA não farão isto se a China não fizer aquilo", ou "nós vamos andar devagar porque nossa economia é muito complexa". Há muitas pré-condições que nós esperaríamos que não viessem do maior emissor de todos os tempos. Estamos indo a Copenhague montados nas costas de uma desaceleração econômica. Os principais emissores têm interesse em andar mais devagar hoje. Eu acho que nós temos uma chance boa de ter um acordo que não seja ambicioso.

FOLHA - O sr. apoia a proposta brasileira de licenciamento compulsório de tecnologias de energia?
CONRAD
- Acho que seria útil. Se o licenciamento de tecnologias for um impedimento a economias mais limpas, precisamos pensar em como fazer as coisas acontecerem, é isso o que o Brasil está tentando.

FOLHA - Hoje há duas visões em debate sobre o Redd. De um lado está o Brasil, defendendo fundos voluntários. Do outro, a Coalizão das Florestas Tropicais, liderada pelo sr., defendendo um mecanismo de mercado. Que visão prevalecerá?
CONRAD
- Ambas. O que a coalizão está dizendo é que nós precisamos dar um passo de cada vez. Precisamos mobilizar fundos voluntários para ajudar os países a se prepararem. Não podemos soltar as forças do mercado imediatamente. Mas, em toda a história da humanidade, não houve nenhum momento no qual países ricos tenham mobilizado capital suficiente para enfrentar problemas nos países do Terceiro Mundo voluntariamente.

FOLHA - A Noruega se comprometeu a dar US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia...
CONRAD
- Claro, a Noruega deu US$ 1 bilhão, e nenhum outro país além da Alemanha se comprometeu. Se você olha para o que é necessário, nossa projeção é algo entre US$ 30 bilhões e US$ 60 bilhões por ano.

FOLHA - São US$ 30 bilhões a US$ 60 bilhões para proteger florestas?
CONRAD
- Nós estamos no processo agora de valorar cada um desses estágios. Quanto precisamos para cada país, por ano, para ajudá-los a chegar aonde o Brasil está? O Brasil tem satélites, consegue detectar desmatamento, mandar fiscalização. Muitos outros países não chegaram lá ainda. Quanto custa para eles chegarem? Esse é o estágio do meio, o da demonstração. E, apenas quando você tiver preparado instituições e políticas que sejam robustas o suficiente para permitir as forças de mercado, você teria a opção de um mercado. O que o Brasil está dizendo é para ficarmos felizes com os dois primeiros estágios e considerar o mercado num acordo futuro.

FOLHA - O sr. então não defende que o mercado comece a operar já?
CONRAD
- Se um país está pronto para entrar num mecanismo de mercado, ele deve ter o direito de fazê-lo. Mas a imensa maioria dos países do Redd ainda não está pronta, e precisará de vários anos de um mecanismo de fundos para se preparar.

FOLHA - O governo brasileiro diz que um mercado para desmatamento evitado livraria os países ricos de reduções domésticas ao dar-lhes a liberdade de comprar créditos florestais baratos.
CONRAD
- Esses são medos de um processo desregulado. Nenhum de nós quer ver os países do Anexo 1 [industrializados] terem uma desculpa para continuar com seu estilo de vida de emissões altas. O que propomos é que o Anexo 1 tem de adotar metas maiores se quiser usar o Redd. Não pode ser uma cláusula de escape, como o MDL [Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, criado do acordo de Kyoto, segundo o qual países ricos podem comprar créditos de países pobres]. É curioso que o Brasil não queira uma cláusula de escape para o Redd, mas esteja feliz com uma cláusula de escape para o MDL. Isso é hipocrisia. O que estamos pedindo é que, quando a UE vem e diz que vai adotar uma meta de 20% de redução de emissões ou de 30% se os países em desenvolvimento fizerem alguma coisa... é disso que precisamos. Que, se o Redd chegar ao mercado, eles se voluntariem a ir de 20% para 30% ou de 30% para 40%.

FOLHA - Há um outro problema no mercado para o Redd que é de ordem filosófica: você estaria pagando as pessoas para fazerem algo que a lei já exige que elas façam.
CONRAD
- Isso pode ser verdade no Brasil, mas não na maioria dos países em desenvolvimento. Em Papua-Nova Guiné, 97% das terras estão em mãos de proprietários privados. E não há lei que diga que eles não podem cortar as árvores; as árvores são deles. O Brasil está à frente dos outros. Não podemos desenhar um mecanismo de Redd baseado no Brasil.

FOLHA - Qual será o futuro do Fundo Amazônia? Haverá dinheiro?
CONRAD
- Eu acho que foi um primeiro passo muito importante, mas não acredito que se tornará viável e funcional com o modelo de doação existente.

FOLHA - Qual é a situação de Papua no combate ao desmatamento?
CONRAD
- Estamos concentrados agora em duas questões: primeiro, fazer as análises que o Brasil já faz: entender onde o desmatamento acontece, por quê, e o que fazer para contê-lo. A outra coisa é que estamos tendo problemas com pessoas que tentam assinar contratos voluntários [de Redd] que usam padrões diferentes dos que a Convenção do Clima usa. O Brasil está tendo esse problema também. Estamos tentando refrear a introdução desses padrões e criar um padrão único.

FOLHA - O sr. recomendaria a governadores no Brasil, por exemplo, que mergulhassem nesse mercado?
CONRAD
- Eu acho que é um negócio arriscado, porque não há certeza de que haverá dinheiro suficiente. Todo o mercado voluntário no ano passado foi de US$ 700 milhões, no mundo. Um único Estado no Brasil pode beber todo esse dinheiro e ainda haveria desmatamento. Nós chamamos o mercado voluntário de ouro de tolo. Ele representa menos de 1% do mercado global de reduções compulsórias. Essas coisas que os governadores estão assinando não são parte da Convenção do Clima. Vários desses governadores não estão fazendo a análise econômica adequada. Eles vão assinar contratos e o dinheiro não virá, porque ele não existe, não está no mercado.

O lixo dos outros e o nosso

São Paulo, terça-feira, 11 de agosto de 2009(Folha de SP)

Os fatos repetidos recentemente reforçam a urgência da aprovação de um marco regulatório sobre os resíduos sólidos


SE JÁ não bastassem a expressiva geração de lixo e o fato de não haver um sistema de destinação ambientalmente adequado, privilegiando medidas de minimização indissociáveis de políticas de reciclagem, recuperação e reutilização, o Brasil ainda tem que lidar duramente com um crime ambiental, ou seja, a chegada clandestina de lixo estrangeiro pelos nossos portos.
Chama a atenção o recente episódio de interceptação nos portos brasileiros de centenas de toneladas de diversas classes de resíduos (domiciliares, hospitalares e perigosos) oriundos da Inglaterra que se passavam por materiais recicláveis.
Em 2004, recebemos contêineres com cádmio e chumbo da Itália, da Espanha e dos EUA.
Os fatos repetidos reforçam a urgência da aprovação de um marco regulatório sobre os resíduos sólidos. Nesse sentido, o Congresso Nacional, especificamente, tem uma dívida com a sociedade quanto à elaboração e aprovação das diretrizes para gestão e tratamento adequado dos resíduos.
Contudo, a partir de uma importante iniciativa do Poder Executivo -o envio ao Congresso do projeto de lei nº 1991/07, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos- e da formação de um grupo de trabalho parlamentar -constituído por parlamentares de diferentes partidos-, o debate foi retomado com coesão e intensidade.
O resultado da ação do grupo de trabalho -por meio de audiências públicas, visitas técnicas e diálogos com o governo e com setores da sociedade civil organizada- foi a apresentação pública, em junho passado, de um relatório final indicando as diretrizes e as premissas de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos exequível para a realidade brasileira.
Uma visão pioneira que, ao desmembrar o problema do lixo em oportunidades de desenvolvimento de novos negócios e produtos, incentiva processos ecoeficientes, fomenta a inserção social e estabelece o princípio da responsabilidade compartilhada entre a administração pública, o setor produtivo e a sociedade civil organizada.
A proposta em questão insere objetivos, princípios e instrumentos até aqui inéditos, como a análise do ciclo de vida dos produtos, a criação de um sistema de declaração e um inventário nacional de resíduos.
Além disso, gestão compartilhada e integrada, planos de gestão (União, Estados e municípios) e gerenciamento (setor empresarial).
É necessária também a disseminação da educação ambiental, e a inserção de cooperativas de catadores propicia fomento de trabalho e renda.
A previsão e a atenção quanto aos resíduos perigosos, bem como as determinações quanto à proibição expressa de destinações inadequadas e a logística reversa, colocam um fim na possibilidade de importação de lixo, vedando expressamente a importação, ainda que para fins de reutilização ou recuperação. Somente se consentirá a importação de resíduos considerados não danosos ao meio ambiente e à saúde pública, por meio de definição por regulamento.
Um ponto que nos levará ainda a buscar consenso se refere à construção de um modelo viável, com base em instrumentos econômicos e tributários que fomentem processos ecoeficientes e favoreçam a inovação tecnológica, no sentido de diferenciar, do ponto de vista tributário, os equipamentos adequados às boas práticas, às novas oportunidades de negócios, aos ciclos ecoeficientes e à geração de emprego/renda.
Queremos uma Política Nacional de Resíduos Sólidos definitiva, que seja logo aprovada. Ela está delineada no seu fundamento e deverá ser referencial para os Estados e municípios estabelecerem as suas políticas com maior consciência na preservação ambiental.
Assim, propiciaremos mudanças de comportamento, reduziremos a geração de lixo, aumentando a reciclagem, e impulsionaremos a reutilização de produtos que antes pereciam por séculos, contaminando rios, solos e lençóis freáticos.
Com o governo e o Legislativo trabalhando por um tema que interessa às presentes e futuras gerações, não seremos a lixeira de quem quer seja.

CARLOS MINC BAUMFELD , 58, doutor em economia do desenvolvimento pela Universidade de Paris 1, é o ministro do Meio Ambiente.
ARNALDO JARDIM , deputado federal pelo PPS-SP, é coordenador do Grupo de Trabalho Parlamentar para Aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
PAULO TEIXEIRA , deputado federal pelo PT-SP, é membro do Grupo de Trabalho Parlamentar para Aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Saibam mais sobre as Profissões!! ESTÉTICA


30-Estética

O bacharel em estética é especialista nos cuidados com o corpo e o rosto, visando a manutenção da saúde, beleza e bem-estar. Por meio do uso de cosméticos e aparelhos de alta tecnologia promove o melhoramento do aspecto da pele. Com conhecimentos anatômicos do corpo humano, realiza massagens, como drenagem linfática e modeladora, a fim de amenizar celulite, gordura localizada e outros problemas que afetam o contorno corporal. Faz limpeza facial, depilação, hidratação, peeling e revitalização da pele. No consultório, atua em parceria com o dermatologista ou o cirurgião plástico, tanto em tratamentos preventivos como no acompanhamento pós-cirúrgico. No dia-a-dia tem capacidade para apontar os problemas de pele e encaminhar o paciente para o médico especialista. O profissional pode fazer o atendimento domiciliar, em spas, clínicas estéticas, salão de cabeleireiros, consultórios, hotéis e até navios.

O mercado de trabalho

O setor aguarda a regulamentação da profissão que ainda não aconteceu. Com a aprovação da lei federal, a previsão é que a procura pelos bacharéis cresça. Atualmente, o profissional é muito solicitado para atuar em clínicas de estética, spas e consultórios médicos. Também cresce o número de esteticistas que abre seu próprio negócio. O Sudeste concentra o maior número de empresas da área de beleza, portanto, é a região que mais absorve essa mão-de-obra. Apesar disso, há uma procura crescente em outras regiões, como Sul e Nordeste.


O curso

O aluno tem uma base sólida sobre o funcionamento do corpo humano e a ação dos cosméticos sob a pele em disciplinas como morfologia humana e farmacologia. Também estuda marketing e gestão de negócios de beleza e saúde. Desde o primeiro ano, o estudante tem aulas práticas. Primeiro, observando os professores e depois aplicando os tratamentos estéticos. O estágio é obrigatório e é preciso entregar um trabalho de conclusão do curso. Duração média: três anos.


O que você pode fazer

Medicamentos para AIDS associam-se a maior risco cardiovascular, aponta estudo brasileiro

A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (sigla do inglês: Acquired Immune Deficiency Syndrome) se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV (sigla do inglês - Human Immunodeficiency Vírus). Esta doença compromete o sistema imunológico propiciando o aparecimento de infecções e tumores. Um recente estudo brasileiro sugere que os medicamentos para AIDS associam-se a maior risco cardiovascular.

Desde o advento da AIDS, a terapia para combater o HIV (terapia antiretroviral) desenvolveu-se significantemente, incluindo a terapia antiretroviral altamente ativa (HAART) e a doença adquiriu uma característica crônica. Entretanto, após a introdução da HAART, várias alterações do metabolimso foram observadas, principalmente relacionadas com as gorduras circulante no sangue, como colesterol.

Um estudo teve como objetivo avaliar e comparar os níveis de gordura no sangue, risco cardiovascular, e descrever a prevalência da síndrome metabólica em pacientes com AIDS tratados ou não com HAART. A síndrome metabólica ocorre quando os indivíduos são portadores de três ou mais dos seguintes critérios: obesidade abdominal (medida ao nível médio do abdômen: cintura maior que 94 cm em homens e maior 80 cm em mulheres), triglicerídeos elevados (maior 150 mg/dL), HDL colesterol baixo (menor que 40 mg/dL em homens e menor que 50 mg/dL em mulheres), elevação da pressão arterial (maior que 130/85 mmHg) e da glicemia de jejum (maior que 100mg/dL, podendo chegar até um nível de diabete melito).

Durante um período de 18 meses, 319 pacientes com AIDS tratados em ambulatórios na cidade de São Paulo, foram selecionados. A amostra final incluiu 215 pacientes tratados com HAART e 69 pacientes virgens de tratamento com HAART. A idade média era 39,5 anos, e 60,9% eram do sexo masculino. Os principais fatores de risco cardiovascular eram o fumo (27%), hipertensão arterial (18%) e histórico familiar de aterosclerose (40%). Os valores médios de colesterol total, HDL-colesterol, triglicérides e glicose foram mais altos no grupo HAART do que no grupo não-HAART (205 versus 180 mg/dl, 51 versus 43 mg/dl, 219 versus 164 mg/dl e 101 versus 93 mg/dl, respectivamente).

De acordo com o escore de risco de Framingham, o risco cardiovascular era moderado a alto em 11% dos pacientes tratados com HAART e apenas 4% dos pacientes não-HAART. A síndrome metabólica foi observada em 13% e 12% dos pacientes, respectivamente, com e sem HAART.

Descobertas podem explicar diferenças raciais no índice de sobrevivência ao câncer de garganta

Cientistas afirmam terem realizado uma descoberta que ajuda a explicar as diferenças raciais no índice de sobrevivência ao câncer. Ela oferece pistas sobre os motivos pelos quais pacientes brancos muitas vezes vivem mais que os negros, mesmo quando eles possuem o que aparenta ser o mesmo tipo de câncer.

Os esclarecimentos se originam de uma pesquisa realizada na Universidade de Maryland sobre o câncer de garganta e câncer de células escamosas de cabeça e pescoço, que vêm aumentando acentuadamente nos últimos anos. Aparentemente, a causa é o papilomavírus humano - o mesmo vírus sexualmente transmissível causador do câncer cervical e o alvo de vacina para garotas.

O vírus também pode se espalhar através da prática de sexo oral, causando câncer de garganta e amídala, ou câncer orofaríngeo.

A nova pesquisa amplia trabalhos anteriores e sugere que tumores de câncer de garganta causados pelo vírus se comportam de forma muito diferente de outros tipos de câncer de garganta, mas respondem melhor a tratamento. A nova pesquisa sugere que os brancos têm maior tendência, em relação aos negros, a desenvolver tumores relacionados ao vírus. Isso pode explicar os fracos resultados de afro-americanos com tumores negativos para HPV.

Pesquisadores da Universidade de Maryland realizaram o estudo após descobrir que seus pacientes brancos com câncer de garganta sobreviviam, em média, 70 meses, contra 25 meses para pacientes negros, mesmo quando eles eram tratados no mesmo hospital.

A disparidade racial na sobrevivência ao câncer orofaríngeo explica grande parte das diferenças entre pacientes negros e brancos para todos os tipos de câncer de cabeça e pescoço, afirmam os pesquisadores.

"Ficamos surpresos ao observar esse aspecto na nossa própria instituição, onde mais da metade dos pacientes tratados são afro-americanos", disse Kevin J. Cullen, diretor do Greenebaum Cancer Center, da Universidade de Maryland, e principal autor do novo estudo, publicado na "Cancer Prevention Research".

Na mesma época, os pesquisadores da Universidade de Maryland estavam analisando casos de tumores de cabeça e pescoço coletados de participantes, em testes de tratamento chamados de estudo TAX 324, a fim de determinar quantos tumores estavam relacionados ao HPV.

Os resultados foram impressionantes: os pacientes do TAX 324 cujos tumores foram causados pelo vírus responderam muito melhor ao tratamento com quimioterapia e radioterapia. Eles também eram, em sua maioria, brancos.

Apesar de metade dos tumores dos pacientes brancos terem sido causados pelo HPV, apenas um dos pacientes negros tinha um tumor causado pelo vírus, disse Cullen.

"Não houve diferença no índice de sobrevivência entre pacientes negros e brancos nos testes TAX 324, se subtrairmos os pacientes HPV positivos", disse ele.

Essa diferença racial tem sido explicada, muitas vezes, como resultado de diagnóstico tardio entre afro-americanos, falta de acesso a assistência médica e tratamento menos agressivo. No entanto, especialistas disseram que, no caso do câncer orofaríngeo, parecia haver diferenças biológicas distintas entre os tumores.

Isso sugere que as diferenças raciais na sobrevivência para esse tipo de câncer em particular podem ter origem em diferenças sociais e culturais entre brancos e negros, incluindo práticas sexuais distintas, afirmaram especialistas.

Num comunicado à imprensa, especialistas líderes em câncer classificaram o novo relatório como um divisor de águas que transformaria o tratamento do câncer orofaríngeo e desafiaria os médicos a desenvolver novas opções de tratamento para pacientes com tumores HPV negativos.

Otis Brawley, diretor médico da Sociedade Americana de Câncer, autor de um editorial acompanhando o relatório, disse que a mudança das práticas sexuais estava aumentando os índices de ocorrência de câncer de cabeça e pescoço, e talvez também de outros tipos.

"Há uma importante mensagem de saúde pública aqui", disse ele.

Pequenos organismos podem agitar o oceano como o vento

O que agita o mar? Ventos e ondas, certamente. No entanto, cientistas há muito tempo se perguntam como o movimento de peixes e outros organismos - mesmo os mais pequeninos, como o zooplâncton - pode contribuir para a agitação do oceano.

Um estudo realizado por Kakani Katija, doutorando da California Institute of Technology, e seu orientador, John O. Dabiri, determinou que o movimento dos organismos do oceano gera uma contribuição significativa. No entanto, os pesquisadores não se referem aos efeitos de barbatanas ou nadadeiras farfalhantes. Em vez disso, como relatam na "Nature", a agitação é causada apenas pelo movimento dos corpos na água.

O conceito, chamado de "corrente fluida", foi proposto inicialmente pelo neto de Charles Darwin, também chamado de Charles. A ideia é que um corpo que se movimenta através de um fluido coloca em movimento o fluido ao seu redor. O efeito depende da forma e do tamanho do corpo e é acentuado se o fluido é viscoso. Para pequenos organismos, a água do mar é relativamente bastante viscosa.

Os pesquisadores fizeram cálculos teóricos, mas também realizaram experimentos usando águas-vivas num lago de água salgada, localizado na ilha de Palau, no Oceano Pacífico. Durante o dia, eles usaram pigmentos "para entender visualmente como é uma água-viva", disse Katija. À noite, eles usaram um método chamado laser-velocimetria, adaptado por Katija para uso subaquático, a fim de quantificar mais precisamente o movimento da água.

Os pesquisadores estimaram que, globalmente, a agitação do oceano causada pelo efeito de pequenas criaturas marinhas era praticamente igual àquela causada por ventos e ondas. Entretanto, a estimativa dos pesquisadores foi conservadora, dizem eles, pois consideraram apenas as criaturas que nadavam sozinhas.

Além disso, essa agitação não está limitada apenas a organismos vivos, disse Katija. Tal efeito, segundo ela, "é aplicável a qualquer corpo que se move na água". Até uma pequena partícula, como um bolo fecal, causa uma quantidade pequena de agitação, enquanto submerge na água.

Unesp recebe inscrições para redução de taxa até quinta-feira

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) recebe inscrições para redução de taxa (50%) de inscrição do vestibular 2010 até as 16h de quinta-feira (13). O formulário está disponível no site da Vunesp, organizadora do vestibular.

Para obter o benefício, é necessário atender aos requisitos pedidos no edital. É necessário preencher, imprimir e assinar o requerimento de solicitação pela web e remeter cópia do requerimento e os documentos pedidos no edital via sedex ou outra modalidade de correspondência com AR (Aviso de recebimento) para o seguinte endereço:

Fundação Vunesp
Vestibular Unesp 2010
Requerimento de solicitação de redução do valor da taxa de inscrição
Rua Dona Germaine Burchard, 515 - Água Branca
CEP 05002-062 São Paulo - SP

A documentação deve ser enviada para a Vunesp até 14 de agosto. Outras informações podem ser obtidas no site da Vunesp.

Vestibular 2010

As inscrições do vestibular 2010 começam em setembro: vão do dia 8 ao dia 2 de outubro. As provas deste vestibular serão aplicadas em duas fases: a primeira será em 8 de novembro e a segunda ocorrerá nos dias 20 e 21 de dezembro.

O aproveitamento da nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) também será maior. Até o último processo seletivo, a nota do exame compunha 4% da nota final. Com as mudanças aprovadas, o Enem representará 10% da pontuação final, nos cursos em que não há prova de habilidade específica.

FGV-SP recebe inscrições do vestibular a R$ 75 até quinta-feira

A FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas) recebe inscrições do vestibular 2010 com desconto (R$ 75) até esta quinta-feira (13). São oferecidos os cursos de administração de empresas, administração pública, direito e economia.

Após as 18h do dia 13/8, as inscrições do vestibular 2010 custarão R$ 150. É possível se inscrever até 28 de setembro. Os pedidos devem ser feitos pela internet.

Confira as datas das provas:

Administração
Em 2010, serão oferecidas 150 vagas para administração de empresas e 50 para administração pública. No dia 6 de dezembro serão aplicados exames em dois módulos: o discursivo e o objetivo, cada um com duração de 4h, realizados em dia único. Será pedida também uma redação.

No período da manhã (das 8h30 às 12h30), os candidatos terão que fazer prova discursiva, abrangendo matemática aplicada e redação em língua portuguesa.

Durante a tarde (das 14h às 18h), será aplicado o módulo objetivo, com 15 perguntas de cada uma das disciplinas a seguir: matemática, língua portuguesa, literatura, interpretação de textos, língua inglesa e interpretação de textos e humanas (história, geografia e atualidades).

Os locais das provas de administração serão divulgados em 13 de novembro.

Direito

O curso direito, de duração integral, oferece 50 vagas. Veja as obras obrigatórias para a prova deste curso.

As provas da 1ª fase serão aplicadas nos dias 1 e 2 de novembro. A segunda fase ocorrerá entre 7 e 11 de dezembro, com exames orais.

Economia

O vestibular para economia terá duas fases: a primeira ocorre em 29 de novembro; a segunda será aplicada em 13 de dezembro.

Vagas remanescentes da Unicamp abriram inscrições na 2ª

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) recebe a partir de hoje, 10 de agosto, as inscrições do processo seletivo para o preenchimento das vagas remanescentes para 2010. As inscrições devem ser feitas até 25 de agosto, exclusivamente pela internet. A taxa é de R$ 90; estudantes da Unicamp são isentos de pagamento.

No total, são oferecidas 1.088 vagas, distribuídas entre 62 opções de cursos. Podem se inscrever no processo alunos matriculados em cursos de graduação da Unicamp e de outras instituições do ensino superior, além de portadores do diploma de curso superior.

Os estudantes da Unicamp devem fazer a inscrição normalmente, imprimir o boleto bancário, anexar o atestado de matrícula (impresso em papel timbrado e com a chancela em relevo) e entregar ambos na Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp), no período de 10 a 25 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 9hs às 17hs.

Prova

O Processo se realizará em três fases: ECG (exame classificatório geral), análise de compatibilidade de currículo e prova específica de conhecimento. O exame classificatório geral, obrigatório a todos os candidatos, ocorre no dia 13 de setembro e tem por objetivo verificar o domínio do conhecimento adquirido nas diversas formas de educação. A prova é composta de 24 questões de natureza discursiva.

Os candidatos serão classificados em ordem decrescente a partir das notas obtidas no ECG. Para a análise de compatibilidade de currículo será convocado um número de candidatos que equivale ao máximo de três vezes o número de vagas em cada semestre. Os selecionados precisam entregar a documentação exigida entre os dias 5 e 9 de outubro na DAC, Diretoria Acadêmica, em Campinas. A lista de documentos está disponível na página da Comvest.

Para as Provas Específicas de Conhecimento, que serão realizadas de 9 a 15 de dezembro de 2009, serão selecionados os candidatos que tiverem seus currículos julgados compatíveis com o semestre escolhido pelos Coordenadores de Graduação dos cursos. As provas podem consistir de entrevista, análise de currículo, parte escrita e outras formas de avaliação.

A lista de convocados para a matrícula (cursos sem prova de aptidão) será divulgada no dia 19 de janeiro de 2010. Já para os candidatos a vagas em cursos que exigem também as provas de aptidão, a lista será divulgada dia 3 de fevereiro de 2010. Outras informações podem ser obtidas no site da Unicamp.

Mackenzie publica 5ª chamada do vestibular

- Mackenzie - Vestibular de inverno 2009 - 5a chamada

Músculos peitorais dão aos gansos o oxigênio para a jornada do Himalaia

Para gansos asiáticos, a migração é uma aventura de grandes altitudes. Durante a primavera e o outono, eles voam entre a Ásia Central e a Índia, uma rota que eles percorrem sobre as maiores montanhas do mundo, o Himalaia. Essa ave é conhecida por atingir até 9.100 metros de altitude.

Nessas alturas, o ar é tão rarefeito que há somente um quarto do oxigênio disponível no nível do mar. Mesmo assim, o ganso consegue manter o nível de consumo de O2 necessário para o voo batendo as asas.

Como ele consegue fazer isso? Num artigo publicado no "The Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences", Graham R. Scott, doutorando da Universidade de British Columbia, e colegas mostram que isso tem muita relação com os músculos das aves.

Scott e seus colegas examinaram os músculos peitorais de gansos asiáticos e os comparam com aqueles de espécies relacionadas, como o ganso marinho, que não voa em altitudes extremas.

Eles descobriram pouca diferença entre as aves, em relação à quantidade e tipos de fibras musculares. No entanto, o ganso asiático teve mais vasos capilares ao redor de células musculares individuais. Dentro das células, mais mitocôndrias - que usam o oxigênio para oferecer energia à célula - estavam próximas à membrana celular.

Scott afirmou que as mudanças nas células musculares provavelmente evoluíram durante um longo período de tempo, talvez enquanto o Himalaia, uma das mais novas cadeias montanhosas da Terra, crescia e as aves tinham de voar cada vez mais alto.