domingo, 16 de agosto de 2009

Coreia do Norte ameaça "varrer" EUA e Coreia do Sul com armas nucleares

Após recentes gestos conciliatórios em direção aos Estados Unidos e à Coreia do Sul, o regime comunista norte-coreano voltou à retórica bélica neste domingo, ameaçando "varrer" com armas nucleares os dois países caso se sinta ameaçada durante os exercícios militares anuais que os americanos e sul-coreanos começam a realizar na segunda-feira, segundo um comunicado publicado pela agência oficial norte-coreana KCNA.

"Se os imperialistas americanos e o grupo [do presidente sul-coreano] Lee Myung-Bak ameaçarem a República Popular e Democrática da Coreia com suas armas nucleares, atuaremos com represálias com armas nucleares", declarou um porta-voz militar norte-coreano citado pela KCNA. "Os imperialistas dos EUA e o grupo de Lee Myung-bak devem entender claramente que é disposição de ferro e postura resoluta do Exército do Povo Coreano entrar em ação a qualquer momento para impiedosamente varrer seus agressores."

"Se nos ameaçarem com mísseis, responderemos com nossos mísseis", completou o porta-voz, que denunciou "exercícios para uma guerra nuclear".

Forças sul-coreanas e norte-americanas começam na segunda-feira exercícios conjuntos de simulação de computadores e de comunicação, em meio a raros movimentos conciliadores de Pyongyang, que neste mês libertou duas jornalistas norte-americanas e um sul-coreano que mantinha sob sua custódia.

A Coreia do Norte regularmente denuncia os exercícios conjuntos como uma preparação para eventual invasão e guerra nuclear.

Os EUA têm cerca de 28.500 soldados na Coreia do Sul para apoiar os 670 mil soldados do país. O Exército do Norte tem cerca de 1,2 milhão de soldados, mas os analistas dizem que seus equipamentos antigos não se equiparam aos das forças norte-americanas e sul-coreanas.

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra por causa do conflito entre 1950 e 1953, encerrado com um cessar-fogo e não com um acordo de paz.

O comunicado norte-coreano também faz ameaças contra o aumento das sanções contra o país e adverte que se os EUA e a Coreia do Sul "aumentarem as sanções e levarem a "confrontação" a uma fase extrema "[a Coreia do Norte] vai reagir a eles com retaliação impiedosa [...] e uma guerra total de justiça".

Um enviado especial americano responsável pela execução das sanções visitará Cingapura, Tailândia, Coreia do Sul e o Japão esta semana e pode viajar para a China no final deste mês.

Philip Goldberg disse aos jornalistas na semana passada que as medidas contra a Coreia do Norte vão continuar até que o país tome medidas irreversíveis para abandonar o programa nuclear.

A empobrecida Coreia do Norte está irritada com a política de Lee de dar fim ao auxílio incondicional --que já respondeu por 5% da economia norte-coreana, estimada em US$ 17 bilhões - e ligá-lo ao processo de Pyongyang em acabar com as ameaças que impõe aos vizinhos regionais.

A economia da Coreia do Norte, já combalida, foi afetada por sanções das Nações Unidas, impostas depois do lançamento de um foguete de longo alcance em abril. O movimento foi considerado um teste de míssil disfarçado. Houve ainda um exercício nuclear em maio.

As sanções prejudicaram o comércio de armas da Coreia do Norte, uma fonte vital de dinheiro vivo para o país.

A recente libertação, durante uma visita do ex-presidente americano Bill Clinton à Coreia do Norte, de duas jornalistas com nacionalidade americana que estavam presas no país foi vista como um gesto de aproximação com o Ocidente, mas a ameaça deste domingo mostra que o regime comunista mantém a tradição de dosar qualquer gesto mais suave com uma retórica dura, para manter a tensão e seu poder de barganha nas negociações.

Momento Distração!!

Só para descontrair!!!!


Era para ser ser uma 'brincadeira' com a propaganda da Mastercard, mas acabou virando provocação entre as Faculdades...Veja até o final.

Estudar na UNIME: R$ 700,00
Estudar na FACET: R$ 757,00
Estudar na Ruy Barbosa: R$ 800,00
Estudar na UNIFACS: R$ 750,00
Estudar na JORGE AMADO: R$ 800,00
Estudar na UCSAL: R$ 640,00
Estudar na FDJ: R$ 600,00
Estudar na FIB: R$ 650,00
Estudar na FTC: R$ 700,00
Estudar na Isaac Newton: R$ 320,00
Estudar na Cairu: R$ 460,00
Estudar na UFBA. . . Não tem preço! ! !
Mas também...

Não tem aula. . .
Não tem professores. . .
Não tem giz, carteira, material didático. .
Não tem festa boa. . .
Não tem gente bonita. . . . . . e no verão , não tem férias ! ! !
Existem coisas que o dinheiro não compra...(desorganização, preguiça, etc...) para todas as outras, existe o Mastercard.

RESPOSTA DE UM ALUNO DA FEDERAL
Estudar em uma federal : Realmente não tem preço ! ! !
E também:

1. Não tem semi-analfabeto
2. Não tem reitor mercenário
3. Não tem (muito) filhinho de papai
4. Não tem encheção de saco do papai nem da mamãe, eles não pagam sua faculdade, então não podem falar nada
5. Não tem shopping, manicure, salão de beleza . . .
6. Não tem monitor metido a professor
7. Não fingimos que temos prova, nem fingimos que somos avaliados
8. Não tem provas com média 5.0, para passar
9. Nem o esquema 'ppp' (papai pagou passou! )
10. Tem ensino de qualidade, pesquisa e extensão (os cursos particulares sabem o que é isso ? )

RESPOSTA DE UM ALUNO DA 'PARTICULAR'

1. Caro amigo maconheiro, parabéns pelas suas justificativas (ponto pra você).
2. O fato de pagar a faculdade é problema para os quebrados, não para mim! (ponto pra mim)
3. Nas federais tem ensino de qualidade, pesquisa e extensão (ponto pra você).
4. Na minha faculdade, alguns dos melhores professores das federais, todos doutores, foram contratados para ganhar 3 a 4 vezes mais e, por isso, ministram as aulas com mais tranqülidade e empenho, pois não têm que se descabelar com as dí­vidas e o cheque especial no vermelho!!! (ponto pra mim)
5. Eu estudo numa sala que tem cadeiras acolchoadas, ar condicionado, canhão de luz com telão, retroprojetores, datas-show, quadro branco e espaço para todos que, na maioria, usam bom desodorante! ! ! (ponto pra mim).
6. Você provavelmente senta naquelas cadeiras pichadas com liquid paper, que a minha avó usou.
Sem contar o quadro de giz e o ventilador espalhando cal pela sala... (ponto pra mim)
7. E outra coisa: Na minha faculdade, nós entramos estudantes e saí­mos como estudantes.
Nas federais, na maioria das vezes, entra-se estudante e sai punk, maconheiro, nerd, rasta, canhão, doidão, pão sujo, metaleiro e quase sempre petista! ! ! (ponto pra mim)
Por falar em sair: Quando é que você vai sair daí???
Tem alguma previsão?
Amanhã pode ter mais greve e você ficar mais um ano sem férias.
Ah... Férias. . . Férias. . . Férias! ! !
Você não tem mais férias?
Bingo! ! Como diz o velho ditado: 'O barato sai caro!'

Muiiiiiiiito Boaaaaaaaaaa... kkkkkkkk

Carga pesada de exercícios não é única causa da síndrome de overtraining

A prática regular de exercícios físicos acarretam modificações fisiológicas benéficas ao organismo. Essas mudanças dependem do tipo de exercício e entre elas estão o aumento da força muscular, melhora no sistema cardio respiratório, diminuição da frequência cardíaca de repouso, melhora na circulação, etc.

Além da carga pesada de exercícios, a síndrome de overtraining é causada pelo desequilíbrio entre treinamento e recuperação agravado geralmente por estresse psicológico, nutrição inadequada, fatores ambientais, etc

Essas adaptações estão ligadas a uma menor incidência de doenças. Porém, se esses exercícios não forem bem orientados, planejados e adequados, podem provocar efeitos indesejáveis, como por exemplo, a síndrome do overtraining, cuja causa principal são os programas de treinamento mal planejados, com grande volume de exercícios, altas intensidades e sem um período suficiente de repouso. Ou seja, um desequilíbrio entre treinamento e recuperação agravado geralmente por estresse psicológico, nutrição inadequada, fatores ambientais, etc.

Observa-se mais em atletas, porém hoje em dia, a busca por resultados rápidos e objetivos estéticos, às vezes impossíveis, faz com que esportistas ou praticantes de academia exagerem nos exercícios, tornando-se vítimas da síndrome. Como é um desequilíbrio entre a prática e o repouso necessário para o corpo se recuperar, o overtraining varia de pessoa para pessoa. Não dá para determinar o quanto fazer, pois o que é muito para uma pessoa, pode não ser para outra, por causa das características individuais, nível de condição física, idade, entre outros e, principalmente, o estado geral de saúde do indivíduo.

Por isso mesmo, quando se treina em grupo (ciclistas, corredores), cada um deve ter sua planilha individual de treinamento. O principal sintoma é a queda do desempenho que pode chegar até a fadiga crônica, perda de peso, alterações do sono e humor, lesões e dores musculares, gripes e infecções do trato respiratório.

Se diagnosticado, o tratamento é feito por meio da interrupção do treinamento, que pode durar semanas, ou até meses, e outros procedimentos conforme a gravidade e extensão dos danos físicos ou psicológicos encontrados. Portanto, o melhor a fazer é prevenir-se tomando os devidos cuidados na escolha do profissional que deverá orientá-lo, seja qual for o treinamento, pois o importante não é a quantidade, mas sim como praticar com qualidade, de acordo com suas reais necessidades e o equilíbrio entre treino, repouso e alimentação.

Revista ISTOÉ

Revista ISTOÉ

Edição: 12 / 08 / 2009
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Tecnologia e inspiração

São Paulo, domingo, 16 de agosto de 2009(Folha de SP)

Não fosse a confiança em nossa criatividade, teorias audaciosas não surgiriam

N a semana passada, afirmei que tanto Kepler quanto Galileu, dois gigantes da história da ciência, fizeram muitas de suas descobertas usando instrumentos inovadores. No caso de Galileu, temos o telescópio, fora muitas técnicas experimentais que ele desenvolveu para a obtenção e análise de dados. No caso de Kepler, foram os dados obtidos por Tycho Brahe com seus instrumentos de alta precisão (para o final do século 16) que lhe permitiram provar que as órbitas planetárias são elípticas. Queria hoje revisitar a importância dos instrumentos no avanço científico.
Existe uma visão romântica do cientista, inspirada sem dúvida por Einstein, daquele sujeito solitário que sonha o mundo em sua cabeça. Desses sonhos, e mais muita genialidade e intuição, saem ideias e teorias fantásticas, capazes de revolucionar todo o conhecimento humano. Eu digo isso pois, quando estudante, também pensava que esse era o modelo mais atraente de cientista, o gênio que desvenda o Universo em sua mente.
Na verdade, há poucos exemplos assim na história da ciência. Einstein é um deles, com certeza. Talvez seja o único deles. (E com ressalvas!) Outros, mesmo o grande Isaac Newton e, mais recentemente, Niels Bohr e Werner Heisenberg, ou mesmo Richard Feynman e Murray Gell-Mann, criaram teorias novas, sem dúvida, mas sempre seguindo inspirações vindas de experimentos ou da análise detalhada de dados. Nas outras ciências naturais - a química, a biologia, a geologia etc.-, isso é ainda mais evidente.
Quando os dados não existem, teorias ficam perdidas. Isso não significa que teóricos não devam especular.
Einstein sabia muito bem que suas teorias tinham consequências observacionais dramáticas. No caso da teoria da relatividade especial, a ausência do amado e esperado éter; no caso da relatividade geral, a curvatura do espaço e seus efeitos na propagação da luz vinda de estrelas. Teorias que não fazem previsões passíveis de teste não são incluídas no cânone científico.
Afinal, a função da ciência é explicar o mundo. E que mundo é esse? Aquele que podemos medir. Sem medidas, caímos no país do vale-tudo, e pouco de valor podemos afirmar. Ao menos de valor científico.
Como sempre, nem tudo é tão simples. Certas teorias fazem previsões que a tecnologia ainda não pode testar. A esperança, claro, é que seja uma questão de tempo e que, um dia, nossos instrumentos cheguem lá. Caso essa confiança em nossa criatividade tecnológica não existisse, teorias mais audaciosas não poderiam nem ser propostas, ou, se propostas, não seriam levadas muito a sério.
Em física de altas energias, por exemplo, uma partícula chamada Higgs foi proposta nos anos sessenta para explicar como as outras partículas da natureza, do elétron aos quarks que compõem os prótons e nêutrons, ganham suas massas. Até agora, não sabemos se o Higgs existe ou não. Passadas décadas, experimentos mostraram que a massa do Higgs é mais alta do que o valor inicialmente esperado; caso contrário, ele já teria sido achado (se existir). Com o LHC, o novo acelerador de partículas na Europa que deverá entrar em funcionamento em alguns meses, chegamos a uma situação curiosa: a máquina tem tal potência que, ou acha o Higgs, ou prova que ele não existe. Essa é uma situação ideal em ciência: o momento da verdade. O fato de que levou 40 anos para que nossa tecnologia chegasse a esse ponto é um argumento a favor das teorias mais audaciosas. Mas é também contra elas. Pois de audacioso o Higgs não tem nada quando comparado a outras ideias na praça, que dificilmente poderão ser testadas nas próximas décadas ou sabe-se lá quando.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "A Harmonia do Mundo"

Telescópios verão toda a história do cosmo

São Paulo, domingo, 16 de agosto de 2009(Folha de SP)

Grandes instrumentos que funcionarão a partir da próxima década irão revelar eventos celestes inéditos, diz cientista

Máquinas vão investigar as primeiras estrelas do Universo, a forma da Via Láctea e a composição de planetas extrassolares

A partir da próxima década, a astronomia terá pela primeira vez um arsenal de telescópios capaz de investigar toda a história do cosmo. Em um dos encontros que encerraram anteontem a Assembleia Geral da IAU (União Astronômica Internacional), cientistas relataram que sete das propostas mais ambiciosas de telescópios estão em andamento.
Por serem caros, alguns projetos ainda não obtiveram financiamento completo, mas todos têm pelo menos o dinheiro inicial. Uma vez prontos, os instrumentos revelarão em detalhes como eram as primeiras estrelas do Universo, mostrarão qual é a forma da Via Láctea e captarão com facilidade a luz vinda direto de planetas de fora do Sistema Solar.
"Nós seremos, então, literalmente, capazes de estudar objetos de todas as idades do Universo, desde as primeiras coisas que se formaram até hoje", disse Gerard Gilmore à Folha, astrônomo da Universidade de Cambridge (Reino Unido).
Capazes de enxergar a luz e outros tipos de radiação magnética em todas as frequências, cientistas terão pela primeira vez uma visão em alta resolução delas.
Gilmore, que coordenou o encontro sobre telescópios no Rio de Janeiro, participa do Gaia, da ESA (Agência Espacial Europeia). O projeto, que recebeu 500 milhões, está com a agenda em dia, e decola ao espaço em 2012.
O Telescópio Espacial James Webb, iniciativa conjunta da Nasa e da ESA, de US$ 5 bilhões, deve zarpar em 2014.

Ambição
Em terra firme, o gigantesco GMT (Telescópio Gigante de Magalhães), de 24 metros de largura, mal começou a ser fabricado. Segundo Matthew Colless, astrônomo encarregado de representar o projeto na IAU, US$ 200 milhões do total de US$ 690 necessários já estão em caixa, saídos de EUA, Austrália e Coreia do Sul. O GMT será instalado no Observatório Las Campanas, no Chile, mas deve ficar pronto só em 2018. Será um salto ambicioso para a astronomia. O maior instrumento óptico em operação hoje, o Grande Telescópio das Canárias, não tem nem a metade deste tamanho.
Se tudo correr certo, em 2018 deverão estar prontos também outros dois projetos, maiores ainda. Eles são o TMT (Telescópio de Trinta Metros), no Havaí, e o E-ELT (Telescópio Europeu Extremamente Grande), com 42 metros de largura, que ainda não escolheu locação. Cada um deverá custar algo em torno de US$ 1 bilhão. Não é megalomania, dizem os astrônomos. O problema é que a precisão desses instrumentos depende diretamente de seu diâmetro, explica Markus Kissler-Patig, do E-ELT.
A façanha do ponto de vista de engenharia, porém, fascina a todos. "O domo do nosso telescópio será do tamanho de um estádio de futebol".
O observatório gigante mais perto de começar a operar, porém, não terá telescópios individuais tão largos. O projeto ALMA, no Chile, um arranjo de 66 grandes antenas parabólicas para captação de micro-ondas emitidas por corpos celestes, fará as primeiras observações em 2011. Micro-ondas não são visíveis pelo olho humano, mas são fundamentais em astronomia, explica Alison Peck, que apresentou o projeto no Rio. "Elas permitem ver atrás de grandes nuvens de poeira e gás, como aquelas em regiões onde nascem as estrelas", diz.
O maior observatório do mundo, o SKA (Square Kilometer Array), também não verá luz. Especializado em captar ondas de rádio, deve ficar pronto em 2017, construído num esforço conjunto entre 19 países. Austrália e África do Sul disputam a hospedagem. Custando cerca de US$ 1,5 bilhão, o SKA consistirá em 3.000 radiotelescópios espalhados numa área de até 3.000 km de extensão.
Com tanta verba gasta em telescópios, a impressão que se tem é de não falta dinheiro. Segundo Gilmore, porém, o que permitiu aos telescópios darem um salto tão grande não foi o dinheiro, e sim a engenharia. "Aprendemos a usar computadores com muita precisão".
Ainda assim, Gilmore diz temer que a astronomia caia no mesmo beco sem saída da física de partículas: o orçamento do mundo inteiro para esse campo é consumido basicamente pelo acelerador de partículas LHC. "O espaço para individualismo está diminuindo na astronomia, também", diz.

O DIA A DIA DOS MORADORES DE UM PRÉDIO DE CLASSE MÉDIA DO CENTRO QUE VIVE CERCADO PELO TRÁFICO E PELOS CONSUMIDORES DE CRACK

São Paulo, domingo, 16 de agosto de 2009(Folha de SP)

É do janelão do quinto andar do edifício Miri, em plena praça Júlio Prestes, que o funcionário público aposentado Sebastião Cândido, 66, acompanha como se fosse um "reality show" o movimento de consumidores e traficantes de crack, no centro de São Paulo. Há dois anos, ele viu a chamada cracolândia se instalar à porta do prédio de classe média, onde mora há 36 anos com a mulher, Dalva, 62, e o filho Fernando, 20.


Conhecem os personagens principais, sabem distinguir fornecedores e usuários e entendem o funcionamento dos "negócios". "Se a rua está cheia de noia [consumidores de crack], pode andar sem medo que não vai ter assalto. Os traficantes não querem chamar atenção da polícia", diz Sebastião, com ares de especialista. "Mas passar por um lugar vazio fica perigoso."

São mais de cem janelas indiscretas no edifício Miri, todas com vista para a cracolândia. Na última segunda-feira, às 17h30, se desenrolava ali mais uma operação para "limpar" a área. Bem em frente à praça, os moradores do prédio de 77 apartamentos -todos ocupados e sem placas de aluga-se ou vende-se- podiam assistir de camarote a uma intensa movimentação: faziam ronda na área três policiais da cavalaria, três carros da Guarda Civil Metropolitana, outro da Polícia Militar, enquanto dez motoqueiros da PM circulavam pelo local.

Apesar do vaivém de policiais e dos chamados noias, os proprietários e inquilinos do Miri desfrutam de uma das mais belas vistas da capital. À esquerda, a estação Júlio Prestes, de arquitetura neoclássica francesa estilo Luís 16, que abriga a Sala São Paulo, principal espaço de concertos da cidade; à direita, a antiga rodoviária, que depois virou o shopping da Luz, um centro comercial popular. É ali que o governo pretende erguer um teatro com projeto dos suíços Herzog e De Meuron.

Por ora, a paisagem serve de pano de fundo para os embates que se arrastam há quase um mês, desde o início da Ação Integrada Centro Legal, em 22 de julho, que reúne prefeitura, governo do Estado, Judiciário e Ministério Público na tentativa de extinguir a cracolândia. A praça Júlio Prestes é um dos palcos principais dessa queda de braço.

Uma cena à porta do prédio é conhecida da vizinhança: uma usuária de crack enfrenta um policial. "Tô rezando pro seu turno acabar", desfere ela, magérrima, cambaleante e vestida de trapos.

Tão logo os homens de farda se deslocam, grupos de maltrapilhos, "pipando" em cachimbos compartilhados, se instalam no local de novo. Até a polícia retornar. "De uns dias para cá, melhorou bastante", diz Sebastião. No entanto, ele se mostra descrente dessa estratégia meramente policialesca. "Há oito meses, tivemos três dias de trégua, mas depois a situação piorou."

O edifício Miri é um sobrevivente da degradação que atingiu a vizinhança. As áreas de convivência e corredores do residencial são mantidos limpos; a fachada, sem pichação, os elevadores, em funcionamento; e há coleta seletiva de lixo. Nove câmeras de segurança registram o entra e sai de moradores: advogados, professores, artistas, enfermeiras, dentistas e, em maior número, aposentados.

Os amplos apartamentos de um e dois dormitórios visitados pela reportagem apresentavam bom estado de conservação. Muitos com piso de taco de madeira, salas e quartos bem iluminados por janelões que vão do teto quase ao chão.

Testemunhas da decadência da região, os moradores aprenderam a conviver com a população que se instalou à porta. Uma proprietária, que pede para não ser identificada, conquistou a simpatia dos "vizinhos" indesejados. "Um dia, eu caminhava cheia de sacolas, e um garoto parou o trânsito só para eu atravessar a rua", relata a aposentada.

A convivência a fez olhar de modo diferente para o entorno. "Não gosto de chamá- los de noias. Eles são doentes", diz ela, que nunca cogitou mudar de casa. Confessa um certo estranhamento com a "tranquilidade" imposta pelas batidas policiais no último mês. "Às vezes até sinto falta deles", diz, em referência aos usuários de crack, enquanto finaliza os pontos de um crochê.

A mulher de Sebastião, Dalva, 62, e um de seus três filhos, Fernando, 20, também afirmam não temer andar pelas ruas do bairro, mesmo quando avistam a brasa dos cachimbos acesos em meio aos andarilhos. "Sinto dó", diz Dalva. "Às vezes, até levo comida para eles." Seu filho, que é designer, costuma chegar por volta das 22h e nunca foi assaltado.

A convivência nem sempre é pacífica. José Raimundo Muniz, 54, que há seis anos se mudou para o edifício, evita transitar pela região: "A gente fica prisioneiro. Eles ficam na rua, e nós, dentro de casa."

A professora aposentada Maria Carmen Carvalho Perpétuo, 75, se impôs um "toque de recolher" e não sai após as 19h. "A situação ao nosso redor é de desespero e abandono", diz, numa cozinha decorada com bichos de porcelana e nuvens pintadas no teto.

Em seu apartamento de mais de 100 m2, fotos de uma viagem a Paris decoram as paredes, ao lado de um quadro da Santa Ceia. Ela não recebe visitas há dois anos. Na sala espaçosa, dois pianos lembram os tempos em que a casa era mais agitada e abrigava reuniões de família, quando as irmãs e sobrinhas, que moram no interior, vinham à capital. "Elas têm medo de ficar aqui agora."

A situação, relatam muitos moradores do Miri, piorou a partir de fevereiro, quando a prefeitura fechou o shopping da Luz -o movimento de comerciantes e compradores afastava a cracolândia daquele ponto. Desde então, a praça Júlio Prestes virou uma espécie de banheiro e de dormitório a céu aberto.

Por enquanto, a ação do governo tem espantado os usuários da porta do edifício. Mas eles continuam rondando a região. Na última segunda-feira, enquanto os policiais se concentravam na praça, um grupo numeroso de usuários se aglomerava na rua Helvétia, a um quarteirão de lá.

Moradora do prédio há 45 anos, Maria Luiza acha que a prefeitura não deveria levar a operação adiante. "Por mim, não mexiam com eles, que não têm onde ficar, coitados", diz. "Quando me veem na rua, eles falam, ‘ô, madrinha’. Mal nunca me fizeram."

Já o marido, que prefere não revelar o nome, se irrita com a bagunça que os usuários de crack fazem bem embaixo de sua janela. Já gritou com eles e jogou água fria. Não adiantou. O casal se conheceu quando trabalhava no antigo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), cuja extinta sede ainda desponta na vista que eles têm da janela. Ela, na comunicação, e ele, na garagem. A filha também fez carreira em instituições policiais.

O apartamento de dois quartos, no sétimo andar, é protegido por grades instaladas no hall, a cerca de dois metros da porta de entrada. O espaço, que ocupa área comum do prédio, virou um quintal coberto, onde há plantas, pássaros e uma tartaruga "brava", que morde o pé de quem passar descalço. Grades como essas são comuns em vários andares do edifício.

A família tem quatro apartamentos ali. Dois deles estão alugados, um por R$ 600 (dois quartos) e outro por R$ 550 (um quarto). O valor de mercado dos imóveis gira em torno de R$ 60 mil (um dormitório).

Piadas no trabalho
Cida Berci, 54, mãe de uma dentista e de um consultor, já ouviu os filhos dizerem que não vão mais comemorar os aniversários no apartamento do quarto andar do Miri, como fizeram nos últimos 20 anos. "Eles têm vergonha de convidar os amigos para virem aqui", diz, olhando a janela enquadrada por cortinas de cetim branco e cor-de-rosa.

A última comemoração foi do aniversário do filho, Fernando Berci, 27, para 40 convidados. Na ocasião, a família contratou um segurança, que ficava no térreo do edifício acompanhando as pessoas que iam e voltavam de um estacionamento vizinho.

O duro foi ouvir as piadas no trabalho no dia seguinte. "Um amigo foi para o Peru, e um outro disse: ‘Traz uma branquinha [apelido para cocaína] pro Fernando’", relata. O jovem morador do entorno da cracolândia ri do preconceito. E não se esquece de que, na infância, a praça em frente ao prédio foi ponto de encontro de amigos do bairro que jogavam futebol.

Fernando é filho de Ildo, síndico do Miri. Sua mãe, Cida, é uma das mais ativas moradoras do prédio. Liga quase toda semana para a prefeitura para reclamar do lixo, do mau cheiro, da falta de iluminação e da gente que se aglomerava ali em frente.

"Cheguei num ponto de partir para a agressão. Vou levar a pior, mas não estou tendo mais autocontrole", confessa Cida, que se diz uma pessoa nervosa. Já bateu boca com noias e foi atacada com um cabo de vassoura. No último telefonema que fez ao serviço de emergência 190, ela se descontrolou com o atendente, que bateu o telefone em sua cara.

Mesmo com tantos problemas, Cida se recusa a mudar do prédio. Além do apartamento em que mora, o casal tem mais três imóveis no mesmo edifício, uma casa em Santana, outras na Barra Funda, casa no litoral e uma chácara no interior. "Gosto daqui. Tem condução para todos os lugares, uma vista bonita da janela", diz. "É a minha opção. Quero que melhore."

O mesmo discurso tem o mágico Sandro, morador do prédio há 49 anos. Apesar da insistência dos filhos para que se mude, não pretende deixar o apartamento. Já se habituou a olhar o relógio da estação Júlio Prestes e garante que o horário marcado nem sempre está correto.

Essas e outras peculiaridades da região, como a proximidade de supermercados e transporte público, compensam o medo. Sandro já foi assaltado três vezes, ao voltar de suas apresentações.

Bem-humoradas, as irmãs Sheila, 22, estudante, e Shirley Costa, 28, produtora de moda, chegam a fazer piada da situação do prédio em que vivem há oito anos. Shirley, míope, diz que prefere sair sem óculos, "pra não ver aquela gente feia". Dia desses, quando policiais que faziam a ronda na região perguntaram se ela não tinha medo de andar por ali à noite, ela respondeu: "Tenho sim. Mas tenho mais medo de ficar gorda".

A maior saia justa aconteceu quando um paquera resolveu levá-la para casa. "Eu, que às vezes finjo que sou chique, não sabia se inventava que morava em outro lugar, se falava a verdade ou se saía correndo." O pior foi quando o rapaz parou o carro. "Veio aquele monte de urubu, aquele grupo de mendigos, todos debaixo de cobertor", conta. O pretendente foi embora com medo. E nunca mais voltou.

Sheila dá mais gravidade ao assunto. Diz que os policiais já lhe negaram ajuda, em momentos em que se sentiu ameaçada. Passa medo diariamente, ao retornar da escola, a duas quadras. "Volto correndo e chego toda suada", relata. "Parece que vim da academia e não do colégio."

Venda de porcaria
Maria Pereira Machado, 84, funcionária pública aposentada, mora no prédio desde 1995 e também recusa ser prisioneira da realidade que bate à porta. Detesta ter que ver, à luz do dia, adolescentes que vendem "essa porcaria". Evita a palavra crack.

Sua filha e sua neta, depois das 19h, não saem à rua. Maria desafia o perigo, quando visita uma amiga e se esquece do tempo. "Volto de madrugada e passo aí [aponta a janela] sem problema. Enfrento cara a cara. Não sei se vou morrer doente ou na mão de um safado. Medo? Não tenho."

A tensão das ruas acaba criando desconfianças entre as paredes. "Um senhor que morava aqui era traficante. Eu dizia, e ninguém acreditava", insiste Maria, que aponta outro problema na vizinhança: comodismo.

Tese que ela defende sob o argumento de que "ninguém participa de nada". O síndico, conta ela, organizou uma manifestação na porta do edifício. "Só compareceram o zelador e um grupinho de senhoras. Todo mundo aqui fica como numa concha."

Nem só de problemas com drogas e brigas vivem os moradores do edifício Miri. Vizinha ao prédio, a Sala São Paulo serve de entretenimento com suas festas glamourosas, convidados famosos e tapete vermelho.

Moradora do 11º andar, Geneir Alves dos Santos não perde também esse outro tipo de "reality show". Quando tem festa, reúne as amigas, capricha no figurino e desce para a calçada para observar de perto a chegada das celebridades. Foi assim no casamento da cantora Wanessa Camargo e na festa de aniversário da apresentadora Hebe. Por trás do cercadinho que separa "o luxo do lixo", ela viu passar Carla Perez e Silvio Santos.

"Adoro ver as roupas e os penteados dos famosos", diz Geneir, que nunca entrou na Sala São Paulo nem acompanhou um concerto da Osesp. Dona de casa, ela voltou a estudar há três anos. Está na oitava série do curso supletivo e retorna para casa, caminhando, todo dia, por volta de 22h. "Ando no meio deles [viciados] sem medo nenhum. Nunca me aconteceu nada."

Saibam mais sobre as Profissões!! QUÍMICA


34-Química

Quanto mais as tecnologias avançam, mais a figura do químico é indispensável. Além de estudar os processos da natureza, esse profissional é responsável por grandes facilidades que encontramos no nosso dia-a-dia, como combustíveis extraídos de plantas, alimentos com maior durabilidade e cosméticos cuja produção dispensa o teste em animais. "Trabalhamos pensando sempre em melhorar a qualidade de vida das pessoas de forma menos agressiva ao meio ambiente", afirma Renata Patrícia dos Santos, química da Indústria Química UNA, em São Paulo (SP). A empresa atua na área de adesivos e traz um bom exemplo de como esse profissional contribui para isso. "Ao pensar em cola, fazemos uma relação direta com o efeito entorpecente da cola de sapateiro, cujo solvente é tóxico. As pesquisas nos permitem desenvolver um material de qualidade, menos tóxicos, com solvente à base de água. Aos poucos, os clientes estão mudando a mentalidade e passando a utilizar esse tipo de produto", conta a especialista. Esse profissional analisa substâncias e compostos, identifica suas propriedades e características
físico-químicas, como elasticidade, resistência ou toxicidade. Investiga como os compostos reagem às variações de pressão e temperatura, entre outros fatores. Faz projetos de instalações industriais e cuida da manutenção de equipamentos. Pesquisa e cria novos materiais, controla e supervisiona a produção e aplica testes de qualidade. "Se um cliente que fabrica calçados, por exemplo, desenvolve um novo produto, nosso papel é criar um adesivo adequado àquele material, o que exige pesquisa e muito trabalho em equipe", explica Renata.

O mercado de trabalho

A indústria química brasileira é a nona maior do mundo. Considerados todos os seus segmentos (químicos industriais, farmacêuticos, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, defensivos agrícolas, adubos e fertilizantes, tintas e vernizes, limpeza e fibras artificiais e sintéticas), teve um faturamento líquido de R$ 201,6 bilhões em 2007- crescimento de 12,2% acima do de 2006. Esse dado indica um cenário favorável para os químicos no país, que encontram boas oportunidades de trabalho em todo o estado de São Paulo, nas indústrias têxteis da Região Sul e nos pólos petroquímicos espalhados pelo país. "A indústria de calçados do interior de São Paulo é um importante empregador. Os profissionais são contratados para trabalhar tanto na área de pigmentos, como na conservação e tratamento do couro", diz Marco Antonio Verzola, coordenador do curso de Química da Universidade de Franca (Unifran), em São Paulo. Um setor que vem crescendo e empregando esse profissional é o de cosméticos, cujas indústrias se concentram principalmente em Campinas, Araraquara e em municípios da Grande São Paulo. Cada vez mais, os empresários se preocupam com a questão ambiental e buscam químicos especialistas em meio ambiente, com conhecimentos sobre tratamento de efluentes, reciclagem de lixo e reuso de água. Embora 50% dos bacharéis sejam absorvidos pelo setor industrial, existem boas oportunidades em usinas de açúcar e álcool, concentradas nas regiões de Piracicaba e Ribeirão Preto, no interior paulista, além dos pólos que estão surgindo no Mato Grosso e em Goiás. Órgãos governamentais e secretarias estaduais e municipais de Meio Ambiente também contratam esse profissional para a área de pesquisa.

O curso

A primeira metade do curso - que tem duração média de quatro anos - é composta de disciplinas básicas: química orgânica e inorgânica, física, cálculo e matemática, fundamentais nas análises das reações. A partir do terceiro ano, opta-se entre química pura, voltada para a pesquisa e o ensino, e a tecnológica (ou industrial), que envolve o estudo de novos materiais e controle de qualidade. Seja como for, grande parte da carga horária é dedicada a aulas de laboratório. O estágio, que é obrigatório, abre as portas para o mercado de trabalho. Se quiser dar aulas no ensino fundamental e médio, o aluno precisa fazer a licenciatura. Algumas instituições oferecem a licenciatura com denominações específicas, como Ciências (química) e Educação (ciências químicas). Para atuar no ensino superior, é necessário ter pós-graduação. Algumas faculdades oferecem apenas a habilitação em química industrial ou tecnológica. Outras oferecem essa habilitação voltada para um setor específico, como alimentos. Outros nomes: Ciên. (quím.); Ciên. da Natureza (quím.); Ciên. da Natureza e Matem. (quím.); Ciên. Exatas (quím.); Ciên. Naturais (quím.); Educ. (ciên.: quím.).


O que você pode fazer

Cientistas descobrem que animais usam dialeto para se comunicar

Alguns animais utilizam "dialetos" para se comunicar, como as baleias, os golfinhos, as abelhas e as aves, afirmou a revista alemã de divulgação científica "P.M. Magazin" em sua edição de setembro.

Este é outro aspecto mais em comum entre a forma de comunicação humana e dos animais, descoberta recentemente pela comunidade científica.

Um exemplo dos diferentes dialetos ocorre com o estrelinha-de-poupa (Regulus regulus), um pássaro de pequeno porte caracterizado por ter uma mancha amarela na cabeça, e cujo piar difere no tom de seus congêneres da China.

No caso dos golfinhos, animais que teriam uma inteligência parecida com a dos homens, os cientistas comprovaram que inventam diferentes assobios para se comunicar.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de St. Andrews, na Escócia, demonstrou que os golfinhos têm a capacidade de conversar sobre um terceiro animal que não está presente.

O corvo ou o tuim-da-colômbia (Forpus conspicillatus), por exemplo, usam nomes personalizados para se chamar entre si.

Além dos acústicos, alguns animais também utilizam outros meios de comunicação.

É o caso das aranhas-macho, que usam a rede tecida por uma fêmea para perguntar se podem se aproximar dela, já que se, dependendo do ritmo como andam pelos fios, podem ser confundidos com uma presa.

Site da Rede Record é atacado por hackers neste sábado

O site da Rede Record foi atacado por hackers na tarde do sábado (15). Por volta das 14h40, os internautas que tentaram acessá-lo encontraram uma página com ofensas - que, entre outras, chamava os bispos da Igreja Universal, donos da emissora, de "ladrões" -, a foto sensual de uma mulher e um logo da Rede Globo.

Procurada pelo UOL Notícias, a assessoria de imprensa da emissora não foi encontrada. Uma funcionária da empresa que não quis se identificar, disse que a emissora ficou sabendo do ataque por volta das 15h e que já estava tomando as devidas providências. Ela não soube precisar quanto tempo a página modificada pelos hackers ficou no ar.

Veja como ficou a página principal do site

Qual a melhor forma de temperar saladas?

As saladas são parceiras fundamentais quando o objetivo é reduzir o peso, controlar o apetite, melhorar o funcionamento intestinal e prevenir doenças, como o diabete, colesterol alto, hipertensão arterial e as cardiopatias.

Preceder o consumo dos pratos principais alimentando-se de uma salada, é o segredo do sucesso, porém, é importante estar atento em relação a forma de temperar as saladas para que os seus benefícios nutricionais não sejam comprometidos.

O melhor é utilizar temperos como o limão, alho, cheiro verde, salsinha, cebolinha, pimenta, ervas finas, vinagre, entre outros temperos naturais. Para controlar as calorias, não devemos adicionar gorduras através de molhos à base de maionese ou óleos, pois estes são altamente calóricos. Ótimas opções são: molhos à base de iogurte, vinagrete sem gordura e shoyo diluído em água com ervas finas ou temperos desidratados.

O azeite de oliva, uma gordura monoinsaturada benéfica para saúde, pode ser utilizado, no entanto, o seu excesso contém muitas calorias, fato que merece atenção principalmente entre as pessoas que procuram o emagrecimento.

O sal light também é uma ótima escolha, principalmente para os hipertensos e para quem naturalmente retém muito líquido no organismo. Ele é um produto que apresenta uma proporção menor de sódio em sua formulação, sendo encontrado facilmente nos supermercados.

Ser criativo, utilizando frutas e grãos nas saladas, ajuda a incrementar o sabor e o poder nutricional das saladas.O clima frio não deve ser uma desculpa para se deixar de consumir as saladas. Utilizar os vegetais cozidos no vapor pode ser uma boa opção para espantar o frio e manter toda a contribuição deste grupo de alimentos.

Nutricionista orienta o que fazer para eliminar a "barriguinha"

Perder a “barriguinha” é o objetivo de muitas pessoas atualmente. Reduzir o número do manequim, sentir-se melhor e aumentar a auto-estima, são desafios que quando vencidos, melhoram muito a qualidade de vida.

O excesso de peso e a obesidade podem ocorrer de uma forma diferenciada em cada indivíduo. Existem pessoas que apresentam excesso de gordura localizado na região abdominal ou tronco (obesidade central). A circunferência abdominal não deverá ultrapassar a cifra de 94 cm para os homens e 84 cm para as mulheres. Esta modalidade de obesidade está diretamente associada à complicações como o diabete melito, hipertensão arterial, dislipidemias e cardiopatias. Outras pessoas já apresentam um excesso de gordura localizada nos quadris (obesidade subcutânea), a qual não relaciona-se diretamente com as doenças mencionadas acima.

O que existe são características metabólicas individuais. A gordura corporal pode variar conforme o sexo, idade, tendência genética, entre outros fatores. Infelizmente não existe nenhuma dieta cientificamente comprovada, que seja específica para combater a obesidade central. O que se propaga é uma alimentação restrita em calorias e equilibrada em proteínas, carboidratos e gorduras.

Valorizar as fibras, reduzir ao máximo o consumo de gorduras e açúcares, fracionar a dieta (comer mais vezes ao dia com menores quantidades) e evitar o consumo de líquidos nas refeições principais, moderando ou excluindo o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas, são atitudes essenciais para se obter bons resultados.

Fazer uma atividade física localizada para a região abdominal e uma atividade aeróbica regular para controle do percentual de gordura corporal, são dicas que podem auxiliar, juntamente com o controle alimentar, no emagrecimento e na redução da circunferência abdominal.

É muito importante reavaliar alguns hábitos, colocando “a casa em ordem”. Questões psicológicas ou emocionais, e até mesmo fisiológicas, podem interferir de forma negativa no processo de emagrecimento. O auxílio de um nutricionista é importante para adequar o consumo alimentar.Além disso, a avaliação de um clínico é fundamental para descartar qualquer patologia.

Pesquisadores americanos desenvolvem camisinha feminina em gel

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma 'camisinha molecular' para mulheres em forma de gel para proteger contra a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids.

Segundo os cientistas que participam do projeto, a camisinha em gel seria aplicada na vagina antes da relação sexual.

Ao entrar em contato com o esperma, o gel liberaria uma substância antiviral que atacaria o HIV e formaria uma rede que impediria a passagem do vírus.

Em um estudo publicado na revista científica "Advanced Functional Materials", os cientistas testaram o material em células vaginais humanas e comprovaram que ele bloqueia a passagem das partículas de HIV.

A equipe de pesquisadores vem trabalhando no desenvolvimento da camisinha feminina em gel há vários anos.

Segundo Patrick Kiser, que coordena a pesquisa, o gel seria particularmente útil para os países africanos, onde o uso de preservativos tradicionais é relativamente baixo.

Primeira versão

A equipe de pesquisadores havia desenvolvido em 2006 uma primeira versão do gel, que se transformava em uma capa gelatinosa ao entrar em contato com a pele e voltava ao estado líquido ao entrar em contato com o sêmen.

Porém o maior problema que encontraram para essa primeira versão era que na África, continente onde estão os países com os maiores índices de contaminação pelo HIV, as altas temperaturas impediam que o gel voltasse ao estado líquido.

Para corrigir isso, o que eles fizeram foi gerar um processo exatamente oposto: por meio de mudanças na composição química relacionadas ao pH (o índice de acidez ou alcalinidade) do esperma, o novo gel fica mais sólido em vez de mais líquido.

"Nossa pesquisa não põe ênfase no remédio, mas sim no veículo usado para transportá-lo", afirma Kiser.

A equipe de cientistas estima que ainda serão necessários vários anos de testes para que o produto possa estar disponível para uso generalizado.

Tendência

O projeto da Universidade de Utah faz parte de uma tendência internacional de investigar e desenvolver sistemas de liberação de substâncias microbicidas como géis, anéis, esponjas e cremes para prevenir infecções pelo vírus da Aids ou por outras doenças sexualmente transmissíveis.

Esses sistemas são vistos como uma forma de que as mulheres tenham um maior poder de proteger a si mesmas do HIV, particularmente em regiões onde o índice de contaminação seja alto, onde haja um grande número de estupros, onde os preservativos tradicionais sejam um tabu ou não estejam disponíveis ou onde os homens sejam reticentes a usá-los.