segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Astrônomos que rebaixaram Plutão querem depor planetas extrassolares

Um desavisado que comparecer à Assembleia Geral da IAU (União Astronômica Internacional) pode achar que está dentro de uma cúpula de diplomatas. Ao ver uma multidão de senhores com olhar sóbrio erguendo e abaixando papéis coloridos durante as votações na plenária, tem-se a impressão de que o que está sendo decidido lá é a legalidade de uma guerra ou o reconhecimento de um país independente. O escopo legal do encontro, porém, é muito maior: ele determina o destino de planetas inteiros.

Três anos depois do rebaixamento de Plutão --que agora pertence à categoria de planeta-anão--, muitos acreditavam que a sanha dos astrônomos por cassar o mandato de corpos celestiais tinha acabado.

Em vez disso, a ameaça se ampliou. Agora há planetas fora do Sistema Solar e até cometas sob risco de serem depostos.

Não é para já. A votação da última quinta-feira, que encerrou um encontro de duas semanas no Rio de Janeiro, arbitrou apenas valores das chamadas "constantes". Eram coisas mais técnicas, como a margem de erro padrão a ser adotada para medir a distância da Terra ao centro da galáxia. Em grupos de discussão mais restritos, porém, houve clima de tensão no ar.

Com o avanço das técnicas de observação, nos últimos 15 anos astrônomos descobriram cerca de 350 planetas fora do Sistema Solar, e muitos deles correm risco de serem depostos na próxima edição da assembleia trienal da IAU.

Alan Boss, astrofísico da Instituição Carnegie de Washington (EUA), explica que, para ser considerado planeta, um objeto não pode ter massa maior que 13 vezes a de Júpiter. Acima disso, a gravidade começa a fundir deutério (forma pesada do hidrogênio) no núcleo desse corpo maciço, que começa a emitir radiação. Torna-se aquilo que os cientistas chamam de anã-marrom- um objeto no meio do caminho entre estrela e planeta.

"O problema é que, a partir de um momento, pessoas começaram a achar objetos de massa comparável à de Júpiter, mas que não estavam orbitando estrelas", diz Boss, encarregado pela IAU de coordenar os esforços de consenso. "Alguns queriam chamar essas coisas de planetas, mas nós apontamos que quem quiser ser um planeta precisa pelo menos estar orbitando uma estrela."

Esses objetos, que poderiam receber o simpático nome de planetas solitários, passaram então a ser chamados de sub-anãs-marrons. Aconteceu por votação, numa assembleia da IAU de 2003.

"Ficamos numa situação estranha. Pode haver dois objetos orbitando uma estrela, um com massa de 12 jupíteres e outro com massa de 14 jupíteres. Ambos se formaram da mesma maneira, mas um é planeta e outro é anã-marrom."

No próximo encontro da IAU, em 2012, o assunto pode ir a votação também porque não foi determinado um limite mínimo para planetas extrassolares. Astrônomos acreditavam que poderiam derivá-la da definição de planeta solar, mas o rebaixamento de Plutão -pequeno demais e cheio de "companheiros" anões em sua órbita- bagunçou o coreto.

Daniela Lazzaro, do Observatório Nacional, diz que não está preocupada, como coordenadora do encontro da IAU no Rio. Nem ela nem ninguém pareceu se incomodar com a presença de alguns defensores do ex-planeta na plenária.

Caixinhas

"A astronomia tem a mania de criar caixinhas e querer colocar as coisas nelas, mas, se tentamos arranjar caixinhas para tudo, começamos a incorrer em problemas", diz. "É só uma questão de semântica. Estudar Plutão chamando-o de planeta ou de planeta-anão não faz a menor diferença."

É justamente por isso, contudo, que agora há também um grupo de cometas sob risco de serem rebaixados para asteroides. Apesar de exibirem caudas vaporosas, os corpos celestiais em questão não têm órbitas alongadas como as dos cometas e nem tanta água quanto estes em sua composição.

Javier Licandro, do Instituto de Astrofísica das Canárias (Espanha), questionou em uma palestra no encontro da IAU se esses objetos, que estão no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, devem mesmo ser chamados de cometas.

"Mas o que é importante não é dizer se eles são asteroides ou cometas. O importante é saber a natureza deles", diz Licandro. "Entender como esses objetos se formaram pode ajudar na compreensão de por que a Terra tem tanta água."

Na opinião do cientista que mais contribuiu para o rebaixamento de Plutão, há boas razões para discutir nomes. "Não acho que seja uma questão semântica tola" diz Michael Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Descobridor de Eris, um corpo celestial pequeno, mas maior que Plutão, ele tornou inevitável a redefinição de planeta.

"A classificação conduz à compreensão", diz. "As pessoas em geral não têm a consciência de que o Sistema Solar são oito planetas grandes e depois um monte de outras coisas menores. Mas é o que ele é."

Brown dá risada quando se lembra de uma surreal decisão do Senado de Illinois, onde nasceu Clyde Tombaugh, o descobridor de Plutão. Os legisladores determinaram neste ano que, dentro daquele Estado americano, Plutão deve ser considerado planeta.

"Se for para resolver as coisas assim", diz Brown, "vou pedir aos senadores da Califórnia que promovam Eris a planeta".

UFF começa a receber inscrições para o vestibular 2010 nesta 2ª

A UFF (Universidade Federal Fluminense) começa a receber as inscrições para o vestibular 2010 partir das 12h desta segunda-feira (17). Os interessados podem ser inscrever exclusivamente pela internet. O prazo se encerra às 12h do dia 17 de setembro de 2009. A taxa de inscrição é de R$ 97.

Clique aqui para conferir o edital da UFF 2010

Para 2010, a universidade vai oferecer 6.829 vagas - 1.271 a mais que no ano passado. As vagas estão distribuídas entre os cursos de administração pública, ciências contábeis, física bacharelado e matemática bacharelado em Volta Redonda; ciências econômicas, ciências sociais e geografia licenciatura e/ou bacharelado em Campos dos Goytacazes; biomedicina e fonoaudiologia, em Nova Friburgo e Pedagogia, em Santo Antônio de Pádua.

Enem na 1ª fase

É indispensável apresentar o número de inscrição no Enem 2009, uma vez que a nota do Exame Nacional do Ensino Médio comporá a primeira fase em conjunto com uma prova de 60 questões múltipla escolha elaborada pela UFF. A primeira fase será realizada no dia 15 de novembro.

A segunda fase está programada para 20 de dezembro. Nessa etapa, os vestibulandos fazem uma redação e duas provas de conhecimentos específicos com questões discursivas. Os candidatos terão 4h30 para realizar o teste.

Os resultados da primeira etapa serão divulgados no dia 16 de dezembro de 2009 e os da segunda, no dia 13 de janeiro de 2010. Segundo a UFF, o resultado final será divulgado no dia 29 de janeiro de 2010.

Nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2010, os aprovados deverão efetuar suas matrículas.

Bônus

Para ter direito a 10% de bônus na nota, o candidato deverá concluir em 2009 todo o ensino médio em escola pública estadual ou municipal de qualquer unidade da federação e não possuir formação superior.


O candidato oriundo da rede pública que obtiver média igual ou superior a 70% nas questões objetivas do Enem 2009 terá, este ano, um incentivo a mais de 5%, totalizando 15% de bônus na média final.

Os candidatos aos cursos de licenciatura noturna em matemática (Niterói), física e química e de licenciatura em pedagogia que são professores da rede pública de ensino de todo o país deverão indicar no requerimento de inscrição sua intenção de concorrer à reserva de 20% das vagas do curso pretendido.

Unicamp 2010: Sai lista de isentos no vestibular

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulgou nesta segunda-feira (17) a lista dos 5.372 candidatos que obtiveram isenção da taxa de inscrição para o vestibular 2010. O processo seletivo recebeu 6.361 pedidos. Consulte a relação:


Os beneficiados vão receber, a partir de hoje, uma mensagem por e-mail contendo o código de isento necessário para que façam a inscrição no vestibular sem precisar pagar a taxa, que será de R$ 115. As inscrições podem ser feitas até 6 de outubro, exclusivamente pela internet.

Redução parcial

A partir desta segunda, a Unicamp aceitará declarações de interesse de redução parcial (50%) da taxa de inscrição. Os pedidos poderão ser feitos até as 18h do dia 21 de agosto, somente pela internet.

Podem solicitar a redução (em conformidade com a lei estadual nº 12.782) candidatos que preencham os seguintes requisitos: sejam estudantes regularmente matriculados em uma das séries do ensino médio ou curso pré-vestibular ou curso superior (graduação e pós-graduação); e estejam desempregados ou recebam menos de dois salários mínimos por mês.

Os estudantes que preencheram o formulário de solicitação na página da Comvest devem entregar a documentação que comprove sua situação no Ginásio Multidisciplinar da Unicamp, nos dias 25 e 26 de agosto, das 9h às 17h. A lista de documentos necessários está disponível site da Unicamp. A lista de beneficiados com a redução de 50% da taxa será divulgada em 28 de agosto.

Vestibular 2010

A Unicamp começou a receber as inscrições para o vestibular 2010 em 13 de agosto; os pedidos podem ser feitos até 6 de outubro. O formulário e o kit do vestibulando, com manual e revista, estarão disponíveis no site da Unicamp; a taxa é de R$ 115.

São oferecidas 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto).

Inclusão

O programa de isenção do vestibular da Unicamp é parte do Paais (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social), que prevê que estudantes que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública brasileira recebam 30 pontos a mais na nota final da segunda fase.

Candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas também têm, além dos 30 pontos adicionais, mais dez pontos acrescidos à nota final. A participação no PAAIS é opcional e deve ser indicada no formulário de inscrição.

Outras informações podem ser obtidas no site da Unicamp.

Saibam mais sobre as Profissões!! TELECOMUNICACÕES



35-Telecomunicações

Tecnólogo

Esse tecnólogo desenvolve e implanta sistemas de transmissão de sinais digitais e analógicos por meio de satélites, cabos metálicos, fibras ópticas e microondas. Aprimora o padrão de qualidade dos sinais e controla os equipamentos de difusão de emissoras AM e FM, TVs por assinatura e de serviços de comunicação via rádio. Também atua nas redes de telefonia fixa e móvel, gerencia a operação, estuda a viabilidade de sistemas e acompanha o cabeamento e a conexão de telefones, o teleprocessamento e a comunicação de dados a distância. Planeja, ainda, a utilização de redes LAN, WAN, internet e intranet. Pode analisar projetos de telecomunicações, dar suporte técnico e operar sistemas que envolvam fibras ópticas, antenas e satélites.

O mercado de trabalho

No final de 2007, o Brasil atingiu a marca de 112 milhões de aparelhos celulares, um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. Tanto operadoras de telefonia celular e fixa, como empresas fornecedoras de redes de telecomunicações, estão sempre em busca de profissionais qualificados. As ofertas estão espalhadas por todo o país, mas o maior número de vagas concentra-se em São Paulo e no Rio de Janeiro, sedes das principais empresas do setor. A chegada da TV digital e a popularização da telefonia via internet também aquecem o mercado. Há procura pelo profissional ainda, nos estados que pretendem sediar jogos na Copa do Mundo de Futebol, em 2014, os quais se preparam para garantir a qualidade das transmissões em alta definição para o mundo inteiro. Pólos tecnológicos localizados na Paraíba, na Bahia, em Pernambuco, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul também requisitam o tecnólogo.


O curso

Como os aparelhos de telecomunicações dependem muita da informática, os cursos dão ênfase cada vez maior às disciplinas que integram telefonia e redes de computadores. Desde o primeiro ano você encara eletrônica, elétrica, banco de dados e programação de computadores. Do segundo ano em diante predominam matérias práticas, como transmissão de dados, sistemas irradiantes, novas tecnologias e teleprocessamento. Os laboratórios de informática, redes de computadores, circuitos elétricos, propagação de sinais e telecomunicações ocupam cerca de 50% das aulas. O estágio costuma ser obrigatório, mas nem toda escola exige trabalho de conclusão. No geral, o aluno desenvolve um projeto a cada semestre. Duração média: três anos. Outros nomes: Gestão de Neg. em Telecom.; Gestão de Telecom.; Gestão em Telecom.; Redes Avanç. em Telecom.; Redes de Telecom.; Sist. de Telecom.; Sist. de Telecom. Dig.; Telemática.

Dicas do Dia Informações sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida Dor no estômago é sinal de gastrite?


Gastrite - "A versão crônica da doença, por vezes, pode não apresentar nenhum sintoma, logo seu diagnóstico depende de exames específicos"

Em geral, quando falamos de gastrite, as pessoas costumam usar o termo para se referir apenas a algumas dores e desconfortos no estômago. Mas a gastrite é uma doença inflamatória importante da mucosa gástrica, que pode ocorrer com ou sem sintomas.

A gastrite pode ser aguda ou crônica. A primeira aparece de repente, evolui rapidamente e está relacionada a uma causa específica. Neste caso, os sintomas são mais fortes, por isso, o diagnóstico pode ser feito com facilidade em cima do relato do paciente e do histórico de saúde.

Principais causas

As principais causas da gastrite aguda são o uso frequente de anti-inflamatórios não esteróides, aspirinas, álcool, ingestão de alimentos infectados e até estresse. A pessoa sente dor no estômago, azia, enjoos e vômitos que, em casos mais graves, pode ter sangramento, assim como as fezes.

A versão crônica da doença, por vezes, pode não apresentar nenhum sintoma, logo seu diagnóstico depende de exames específicos. O principal é a endoscopia, que possibilita ver o estado da mucosa, junto com a análise microscópica de fragmentos do tecido retirados durante o exame.

Esse tipo de gastrite pode estar associado à infecção pela bactéria H. pylori, a mesma responsável pelas úlceras. O refluxo da bile do duodeno para o estômago também pode originar a inflamação.

Países pobres serão os mais atingidos pela influenza A (H1N1)

Desde o momento na última primavera (no Hemisfério Norte) em que a gripe suína varreu o México e deu início à primeira pandemia do mundo em 40 anos, especialistas médicos enfatizaram a imprevisibilidade do vírus da gripe. O refrão deles tem sido: "Espere o inesperado".
Até o momento, entretanto, o novo vírus H1N1 tem mais ou menos seguido o roteiro que os epidemiologistas escreveram para ele há três meses. O vírus tem seguido à risca o padrão sazonal normal de gripe, de forma que os surtos atuais são mais intensos no Hemisfério Sul, onde é inverno.
Enquanto isso, os epidemiologistas estão ocupados alimentando seus modelos de computador com os mais recentes dados, para dar aos governos e autoridades de saúde alguma orientação sobre o que provavelmente acontecerá a seguir.
Apesar da gripe ter a capacidade de surpreender, eles ficariam admirados caso não ocorresse um aumento dos casos no Hemisfério Norte no outono, após todos voltarem à escola e ao trabalho e o clima esfriar.

Se o vírus se tornará mais agressivo é menos certo. Há uma crença de que pandemias severas são precedidas por uma onda "precursora" mais branda da doença. Se for o caso, o perspectiva é sombria.
Mas uma nova análise no "The Journal of the American Medical Association", de autoria de dois especialistas americanos, David Morens e Jeffrey Taubenberger, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, parece demolir a teoria. Os autores examinaram os registros históricos de 14 epidemias ao longo dos últimos 500 anos - e não encontraram nenhum padrão consistente de gripe se tornando mais severa em ondas subsequentes.

Apesar de fazer a referência habitual ao "vírus notoriamente imprevisível", os autores concluíram cautelosamente que as características da mais recente variedade H1N1 "dão motivos para esperança de uma pandemia mais indolente e menos mortes do que em muitas pandemias do passado". Isso poderá tranquilizar pais preocupados em subúrbios prósperos por toda a América do Norte e Europa, preocupados com a disseminação da gripe suína por escolas e escritórios. Seja lá o que vier a acontecer, eles e suas famílias terão acesso a drogas antivirais e, em poucos meses, a vacinas.
Como acontece com todas as epidemias, as pessoas com mais motivos para se preocupar são aquelas que vivem no mundo em desenvolvimento - e os habitantes mais carentes do mundo industrializado. Aqui já existem alguns sinais de uma tragédia iminente.

Na Austrália, os aborígines e moradores das ilhas do Estreito de Torres, que correspondem a cerca de 2,5% da população, representam 10% das hospitalizações e mortes por gripe suína. "Devido à presença de doenças crônicas e seu nível mais alto de desvantagem social, os indígenas australianos estão vulneráveis às complicações do vírus H1N1 da pandemia de 2009", como notou o relatório de vigilância da gripe do governo de Canberra.
Um padrão semelhante está surgindo entre as comunidades empobrecidas das "Primeiras Nações" do Canadá. Também foram detectados os primeiros casos de gripe H1N1 entre tribos isoladas da bacia do Amazonas. E a infecção está ganhando impulso na Índia, com as autoridades em Mumbai ordenando o fechamento temporário de escolas e cinemas.

A gripe suína continua afetando principalmente crianças e jovens adultos, provavelmente porque as pessoas mais velhas têm alguma imunidade residual da exposição de variedades de gripe H1N1 de meados do século 20. Mas a boa notícia é que o vírus não está exibindo sinais de mutação para se tornar mais agressivo.
Entidades como a Organização Mundial de Saúde mantêm um levantamento global da incidência de gripe suína -o mais recente total mostra 188.272 casos confirmados, incluindo 1.945 mortes. Mas esses números precisos estão se tornando cada vez menos significativos, à medida que a pandemia cresce e a maioria dos pacientes com uma gripe mais branda não é testada.
As estatísticas oficiais certamente exageram a taxa de mortalidade da gripe suína, que especialistas dizem ser bem abaixo de 0,5%. A grande maioria dos casos é brando e é curado sem a ajuda de drogas antivirais como o Tamiflu.
Apesar de algumas poucas pessoas sem outros problemas de saúde terem morrido de gripe H1N1, os mortos consistem principalmente de pacientes portadores de outra doença ou fatores que enfraquecem o sistema imunológico, como obesidade e gravidez.
Mas está claro que por mais imprevisível que a gripe possa ser - e seja qual for a gravidade desta pandemia - o número de vítimas nos próximos meses será proporcionalmente bem maior entre os mais pobres do mundo.

Monitorização contínua das taxas de açúcar melhora o controle do diabetes

Atualmente existem aparelhos que ficam conectados ao corpo do paciente e que medem a glicose a cada 10 segundos, o que significa uma medida a cada 5 minutos.São cerca de 300 medidas por dia, durante 3 dias.

Desta forma, é possível avaliar minuciosamente o comportamento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) dos pacientes diabéticos, sendo possível realizar os ajustes necessários das doses de insulina.

Um recente estudo demonstrou que a monitorização contínua da glicemia, melhora o resultado do tratamento em diabéticos requerentes de insulina.O estudo avaliou 129 diabéticos - entre 8 e 69 anos de idade - durante 26 semanas.

Entre os resultados obtidos, está a constatação de menos casos de hipoglicemia (queda dos níveis de açúcar no sangue), além de um melhor controle da doença, avaliado através dos níveis da hemoglobina glicada (HbA1C), exame que analisa o contro do diabete nos últimos 3 meses.

Sintomas de apnéia do sono afetam 87% dos diabéticos obesos

A apnéia obstrutiva do sono, melhor chamada de síndrome (conjunto de sinais e sintomas) da apnéia obstrutiva do sono (SAOS), é caracterizada por um estreitamento recorrente , completo ou parcial, das vias aéreas respiratórias superiores durante o período do sono. O resultando deste processo são períodos de apnéia (falta total da respiração) durante a noite, queda dos níveis de oxigênio no sangue, despertares frequentes e, como consequencia, sonolência e fadiga durante o dia.

Um estudo incluiu 306 diabéticos obesos que tiveram seu sono avaliado através de uma polissonografia.O objetvo era verificar os fatores de risco para a SAOS entre os pacientes.Os resultados indicaram que mais de 30% das pessoas avaliadas tinham de 16 a 20 episódios, por hora, de apnéias, enquanto que 22% apresentavam taxas mais altas, com mais de 30 episódios a cada 60 minutos.

A taxa geral dos que apresentavam algum tipo de apnéia chegou a 87%, e todos, até então , sem esse tipo de diagnóstico. A SAOS não tratada aumenta a pressão arterial, bem como o risco de um derrame cerebral ou infarto do miocárdio (ataque cardíaco).

Sucos de frutas são uma opção para o emagrecimento?

Nutricionalmente não se discute os benefícios dos sucos naturais quando preparados com frutas frescas, e consumidos logo após o seu preparo. As frutas são alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras, componentes indispensáveis em uma alimentação saudável.

Consumir sucos de frutas naturais quando se deseja emagrecer pode não ser uma escolha correta, avaliando o aspecto calórico de algumas frutas. Um dos sucos mais popularmente servidos nos restaurantes e lanchonetes, é o suco de laranja. Uma laranja tem em média 50 Kcal e para um copo de suco natural utiliza-se 4 a 5 laranjas. Por isso, o valor calórico deste suco fica entre 200 a 250 Kcal, uma cifra significativa.

Em uma dieta de emagrecimento um copo de suco sacia muito menos do que o consumo das frutas in natura, pois dispensa grande parte das fibras no preparo e algumas pessoas até coam o suco antes do seu consumo, uma atitude bastante equivocada.

Para que o suco de frutas possa estar presente em uma alimentação que busca a redução de peso e controle calórico, uma dica é optar por consumir os sucos menos calóricos como os sucos de limão, morango, melancia, melão e abacaxi. O preparo deve ser sem açúcar ou com adoçantes artificiais, e de preferência diluídos em água. Assim se aproveita o valor nutritivo da fruta sem comprometer a balança.

Não devemos substituir rotineiramente as refeições principais por sucos. Uma dieta equilibrada necessita de todos os nutrientes e os sucos não conseguem fornecê-los adequadamente.

Sinto vontade de trair... e agora?

O conceito de traição se configura, de forma mais concreta, como a inclusão de um terceiro numa relação estabelecida como dual. Mas o termo traição abarca também outras situações e não exige tal concretude, como por exemplo, traições no âmbito moral, profissional e ideológico, onde as expectativas colocadas sobre o outro podem ser frustradas, seja ele o parceiro amoroso, amigo, mestre, colega de trabalho ou familiar.

A traição amorosa envolve a frustração de várias expectativas: de que a relação deva ou possa ser apenas dual; de se atingir a completude no outro; de que o vínculo estabelecido em um determinado momento seja eterno. A traição amorosa tem um "peso social" diferente da traição em outros âmbitos. Aqui, o termo traição vem carregado de significados negativos, como se pode observar pelos termos pejorativos utilizados para se referir a ela.

Assim, a traição amorosa leva as pessoas envolvidas a vivenciarem uma situação de forte impacto, que é gerado, concomitantemente, por fatores pessoais e sociais. Socialmente, traído e traidor parecem ser punidos: o primeiro porque não soube escolher a pessoa certa, por não ter percebido o que estava acontecendo ou porque não conseguiu manter o parceiro (a) fiel; o segundo por ter se comportado levianamente.

Apesar disto, a traição pode estar a serviço de um projeto mais digno do que corriqueiramente lhe é atribuído - esta pode ser utilizada como um termômetro do momento íntimo de cada ser humano. A traição só pode se configurar quando entendo que, ao me relacionar com outras pessoas, desejos emergem.

Sinto vontade de trair, e agora?

A grande questão trazida pelos desejos que emergem não é a de "devo trair ou não?", mas "que encaminhamento ético posso ou devo dar a este desejo?". Aqui cabe dizer que a repressão destes desejos apenas contribui para a formação de uma carga imensa de energia represada, prestes a explodir. A maneira mais adequada para lidar com estes sentimentos é uma honesta reflexão pessoal, onde cada indivíduo deve se implicar, tanto de maneira individual como coletiva, em entender-se como um todo; não só como bem, mas também como mal; não só como luz, mas também como sombra.

Como qualquer situação de conflito que a vida traz, nossa capacidade de escolha será testada: em nome do quê ceder, ao desejo? Em nome do quê não ceder? A resposta poderá ser diferente em cada momento da jornada, em cada parceria...Só não vale dizer que "a carne é fraca", "o que os olhos não veem, o coração não sente" ou, pior ainda: "não traio, para que meu parceiro também não traia", isto é estar a serviço do poder e não do AMOR.

Química sexual: Por que temos prazer com um e não temos com outro?

Fisicamente falando, o que determina essa combinação? Estou impressionadíssima com meus "prazeres" ao lado desse novo parceiro.

Tenho 49 anos. Reencontrei um colega de faculdade após 29 anos. Depois de um ano do reencontro, caminhamos para uma relação de muito entendimento. No sexo, apenas um toque dele faz com que eu fique inteiramente mobilizada. Jamais vivenciei momentos tão intensos e prazerosos com meu marido. Percebi que não sabia o que era prazer sexual.

"Uma vez que ficamos com alguém e a relação amorosa é muito gostosa, isso fica guardado em nossa memória. E tudo o que é bom, a gente quer repetir. Assim, um leve toque de seu parceiro, já traz para você a antecipação de momentos muito interessantes e desejados e você já se dispõe a vivê-los"

Resposta: Você dá a resposta para a sua pergunta, quando diz que você e seu parceiro caminham para uma relação de muito entendimento. É isso. É preciso que um entenda o outro, que seja capaz de sair do próprio roteiro do que entende como prazer e conheça o que o outro deseja, fantasia. E a partir daí se relacionar, namorar, transar e efetivamente se comunicar com o parceiro de um jeito prazeroso para os dois.

Mas para conhecer o outro, é preciso estar aberto para isso, entender que por mais que determinados carinhos e fantasias sejam agradáveis e gostosos para si, podem não ser para o outro. Mas não é só isso, é preciso se sentir seguro para experimentar o novo, deixar de lado o caminho que você já sabe que vai te levar até determinado lugar e experimentar os inexplorados.

É preciso também entender o sexo como algo divertido, fonte de prazer, de mais um jeito gostoso de estar com o outro. Ter liberdade para falar sobre o que deseja sem vergonha, sem medo. Muitos homens e mulheres se sentem obrigados a fazer tudo certo na hora da transa, com medo de não agradar o outro, de falhar. E daí perdem a espontaneidade, se restringem aos comportamentos já conhecidos e seguros, não conseguem sair de si para enxergar o outro. E o que acontece, na maioria das vezes, é que a relação sexual acaba se tornando empobrecida, rotineira. E afinal, não existe algo que seja certo numa relação sexual. Desde que os dois gostem e aprovem o que rola e respeitem os próprios limites e os do outro, está tudo certo.

Mas para saber o que pode ser bom para o parceiro ou parceira, é preciso experimentar e os dois têm de ser sinceros e indicar o que aprovam sugerir o que pode melhorar, ou o que não dá mesmo para acontecer. E uma pessoa é diferente da outra. O que é bom para um, pode não ser para outro. Assim, minha cara, você e seu novo parceiro certamente se permitiram conhecer um ao outro e se abriram para experimentar coisas gostosas e prazerosas e tem dado certo.

Uma vez que ficamos com alguém e a relação amorosa é muito gostosa, isso fica guardado em nossa memória. E tudo o que é bom, a gente quer repetir. Assim, um leve toque de seu parceiro, já traz para você a antecipação de momentos muito interessantes e desejados e você já se dispõe a vivê-los. Pelo contrário, quando a memória que temos é de momentos pouco estimulantes, não estaremos disponíveis física, emocional e sexualmente para viver a relação. E se a mesma acontece, é por outras razões que não o tesão.

E o que nos mobiliza para a transa, não é a pessoa que está conosco, mas uma fantasia, ou o estímulo físico aplicado corretamente e que pode até proporcionar um orgasmo, mas não a satisfação sexual plena. Que bom que você conseguiu encontrar alguém aberto para viver o sexo e que você também se abriu para essa nova experiência. Continue ousando viver e ser feliz.