quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Laboratório caça micróbio candidato a ET
Instalação no interior de SP vai estudar microrganismos que resistiriam a ambiente de planetas fora do Sistema Solar
Astrônomo da USP afirma que pesquisa pode ampliar o número total de objetos considerados habitáveis por seres vivos no Universo
Um novo laboratório a ser construído em Valinhos, no interior paulista, será o primeiro do país a testar indivíduos para verificar se são capazes de suportar viagens espaciais. O segundo astronauta brasileiro, porém, não será um humano, e sim um microrganismo.
Como ainda não foi encontrado nenhum planeta similar à Terra no Universo, o que o novo projeto tentará descobrir é quais organismos poderiam viver em luas e planetas já conhecidos. Um dos idealizadores do laboratório é Eduardo Janot Pacheco, professor do Instituto Astronômico e Geofísico da USP. Segundo ele, a ideia é construir uma câmara de simulação de ambientes extremos para avaliar a vulnerabilidade de alguns seres vivos a altas temperaturas, radiação e situações às quais a maioria dos organismos não sobrevive.
O dinheiro para o projeto, em tese, já existe. Deverá sair do Inespaço, um dos novos INCTs (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) criados pelo governo federal, que possui verba prevista de R$ 7 milhões para um período de três anos. Valinhos foi escolhida porque a USP já mantém um observatório lá. O novo laboratório deve aproveitar a infraestrutura.
Mas os cientistas não precisam esperar a nova câmara para trabalhar. Janot apresenta nesta semana, na Assembleia Geral da IAU (União Astronômica Internacional), no Rio, uma pré-seleção dos candidatos à "panspermia", o espalhamento da vida pelo Universo.
Ao extremo
Junto com os biofísicos Ivan Paulino Lima e Cláudia Lage, da UFRJ, ele identificou diversos extremófilos -micróbios resistentes a condições extremas- que seriam capazes de viver fora da Terra.
O que o trio fez foi cruzar dados de inúmeros trabalhos de astronomia e de biologia. Após Janot determinar as estimativas da temperatura média de diversos planetas já conhecidos fora do Sistema Solar (os exoplanetas), os pesquisadores listaram quais deles poderiam abrigar micróbios como a Pyrolobus fumarii, que vive em fendais termais no oceano, suportando até 130C.
"Não é só que eles sobrevivem a essas condições extremas. Eles gostam de viver assim", diz Janot, que diz querer redefinir aquilo que os astrônomos chamam de "zona habitável". Hoje, essa é a classificação das zonas orbitais que não estão nem tão perto nem tão longe de seus sóis e são capazes de abrigar a água líquida.
"Aqui, a água é o solvente onde as reações necessárias à vida acontecem", explica Janot, alertando, porém, que talvez isso não seja uma regra geral. Afinal, existem micróbios capazes de resistir a uma vasta gama de condições inóspitas. "Já que esses extremófilos sobreviveriam fora da zona habitável clássica, proponho que consideremos importantes também os planetas e luas que estejam na zona habitável desses organismos", diz Janot. Alguns exoplanetas com tamanho similar ao de Netuno têm temperaturas mínimas de 120C, viáveis para certos extremófilos terrestres.
Projeto no Senado prevê divórcio on-line
Proposta quer que processos para casais sem filho menor ou incapaz, separados em comum acordo, sejam feitos pela internet
Defensores da ideia dizem que o divórcio tende a ser mais rápido e que favorecerá casais que hoje moram em Estados diferentes
Na era do namoro pela internet, a separação e o divórcio consensuais on-line podem passar a ser uma realidade.
A possibilidade está prevista em um projeto de lei apresentado pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), com o objetivo de agilizar os processos para casais sem filhos menores ou incapazes e que se separam em comum acordo -casos em que é possível recorrer ao cartório.
A senadora quer, inclusive, suprimir a obrigatoriedade de audiência entre as partes.
Presidente da comissão de tecnologia e informação do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Alexandre Atheniense explica como funcionaria o procedimento: 1) o casal procura um advogado com cadastro digital no tribunal; 2) o advogado envia dados e documentos pelo site do próprio tribunal; 3) ao receber os dados, o juiz decide pelo fim do casamento, solicita mais informações ou chama as partes, se achar necessário.
Para ele, além de maior rapidez, a proposta diminuiria o dano do fim do casamento. "A tecnologia favorece muito o anonimato, você consegue conduzir o procedimento sem ter que se expor", diz Atheniense.
Ele recomenda, no entanto, que o projeto estabeleça prazo para implementação. Há uma lei em vigência que permite que os processos tramitem na Justiça por via eletrônica. A maioria dos tribunais, porém, está em fase inicial de implantação.
O Fórum da Freguesia do Ó, em São Paulo, é um dos poucos que já trabalha on-line. Juízes, entretanto, não dispensam a audiência entre as partes.
O projeto está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ainda deve sofrer modificações.
Saboya quer também dispensar a necessidade de advogados no divórcio on-line.
"Quero facilitar o divórcio de casais sem filhos, pois, se há acordo, é como se fosse um contrato desfeito", diz ela.
Defensores do texto dizem que o processo tende a ser mais rápido e barato e que a medida favorecerá casais que não moram mais no mesmo Estado ou que não querem se encontrar.
Facilidade
Há quem seja contrário a essa facilidade para o divórcio. "Sou contrária ao projeto pois a formalidade do casamento, seja na sua constituição ou extinção, impede a vulgarização do instituto", diz Débora Garritano Mendes de Arruda, advogada que trata do tema.
A desburocratização do divórcio tem a simpatia do governo federal. Para o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, as regras atuais do divórcio e da separação foram uma concessão feita aos católicos e "não faz sentido ter uma regra não laica no direito".
Dados do IBGE mostram que, em 2007, foram concedidos 152.291 divórcios em primeira instância no país. As separações judiciais foram 91.743 no mesmo ano.
Álcool tem papel de destaque em novo Harry Potter
Teria Hogwarts um problema com a bebida?
Enquanto fãs de Harry Potter lotam os cinemas para a mais nova continuação da bem-sucedida série de filmes, pais podem se surpreender com o papel de destaque dado ao álcool. Cena após cena, os jovens magos e seus professores adultos são vistos experimentando, bebendo e entornando várias formas de álcool para acalmar os nervos, fortalecer sua coragem ou consolar seu sofrimento.
O filme, baseado no sexto livro da série de J.K. Rowling, "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", fala tanto da puberdade quanto do mundo da magia. Poções do amor e desejos adolescentes são centrais no enredo, onde Harry, Ron e Hermione aproveitam novas liberdades como alunos de 16 anos no mítico internato Hogwarts, incluindo excursões desacompanhadas a um pub na cidade vizinha de Hogsmeade.
Contudo, recriadas na tela grande, as imagens de bebida na adolescência são chocantes. Filmes anteriores do bruxo já haviam mostrado bebidas alcoólicas, mas este as colocou num novo patamar.
Numa cena, Harry, Ron e Hermione pedem cervejas amanteigadas no pub, e Hermione acaba com um bigode de espuma. Embora nunca tenha ficado claro se a cerveja amanteigada é alcoólica, ela parece exercer algum efeito na geralmente certinha Hermione, que age de forma "alegre" voltando pra casa, ao jogar os braços em volta dos meninos.
Como mãe de uma fã de Harry Potter de 10 anos de idade, fiquei atordoada com a reação dos jovens no cinema. Eles riram do sorriso abobado de Hermione e, mais tarde, gargalharam quando um Hagrid inebriado desmaiou. Mesmo achando que minha filha não compreendeu totalmente o que acontecia, imaginei qual seria a reação de outros pais, educadores e especialistas em vícios.
Liz Perle, mãe de dois garotos adolescentes e editora-chefe da empresa Common Sense Media, responsável por examinar conteúdos de livros, filmes e sites dirigidos a crianças, disse ter se sentido incomodada com o número de cenas mostrando o álcool como um mecanismo de enfrentamento.
"Hermione é uma jovem bastante contida, mas é liberada por um pouco de cerveja amanteigada", disse ela. "A mensagem é que aquilo lhe dá coragem líquida para colocar seus braços ao redor do rapaz de quem você gosta, mas tem medo de fazê-lo".
Outros pais estavam menos preocupados. Daniel Isaacs, redator publicitário de Nova York, disse que sua filha de nove anos nem percebeu as cenas com bebidas. "O universo de Harry Potter não é o nosso", explicou. "Tentar inserir normas americanas de 2009 na brincadeira parece um pouco tolo".
"Além disso, num mundo onde magos escuros habitualmente raptam e matam pessoas, um pouco de bebida para menores de idade é o menor de seus problemas".
Públicos de outros países podem reagir diferentemente às cenas de bebidas. Na Inglaterra, a idade legal para beber é 18 anos, mas com 16 você pode pedir álcool se estiver comendo uma refeição. Mesmo por esses padrões, os adolescentes no filme estariam infringindo a lei: durante a cena no pub, nenhuma comida foi servida.
Educadores dizem não querer acabar com a diversão, mas comentam que os pais deveriam estar cientes do papel do álcool na série Harry Potter, tanto nos livros quanto nos filmes. Diversos estudos sugerem que filmes influenciam o comportamento adolescente em relação a bebidas, drogas e tabaco. Um comitê do Instituto de Medicina, responsável por discutir o consumo de bebidas alcoólicas antes de maioridade, disse existir "uma forte possibilidade" de que a exposição dos jovens às bebidas através de filmes contribui à iniciação precoce do uso de álcool.
Um estudo de 2007, realizado com quase 5.600 adolescentes alemães, examinou a relação entre a bebida e a exposição a filmes americanos. Mesmo considerando variáveis como os hábitos dos amigos, os pesquisadores descobriram que crianças com alta exposição ao álcool em filmes tinham aproximadamente três vezes mais chances de beber do que aqueles com menor exposição.
Similarmente, um estudo com 3 mil adolescentes descobriu que aqueles expostos com maior frequência ao cigarro em filmes tinham uma probabilidade três vezes maior de fumar do que os outros. Numa descoberta arrebatadora, o estudo concluiu que, em mais da metade das vezes que uma criança experimentava um cigarro, essa decisão estava ligada a ter visto o hábito no cinema.
Especialistas em álcool dizem que isso não significa que as crianças não devam assistir ao novo filme de Harry Potter. Pelo contrário, esta é uma oportunidade para os pais conversarem com seus filhos a respeito do álcool, disse o Dr. Christopher Welsh, psiquiatra da Universidade de Maryland e especialista em vícios.
"Espero que os pais consigam conversar com seus filhos e dizer a eles que, embora Harry Potter tenha feito parecer divertido, aquilo não está certo", disse Welsh, autor de um artigo de 2007 sobre o uso do álcool na série Harry Potter, publicado no The Journal of Child and Adolescent Substance Abuse.
A Warner Brothers, responsável pelo lançamento do filme, afirmou que as cenas com bebidas eram "abertas a diferentes interpretações".
"Um dos maiores objetivos em trazer os filmes de Harry Potter à tela foi nos mantermos fieis ao material original, criado por J.K. Rowling", escreveu a empresa por e-mail, acrescentando que o mundo dos bruxos "não deve ser colocado nos mesmos padrões do mundo real".
Um porta-voz de Rowling disse que a escritora não estava disponível para comentar.
Alison Turner, expatriada britânica proprietária do Signature Bites, uma empresa de internet baseada na Flórida, disse que, enquanto assistia ao filme com sua enteada de 14 anos, se viu brevemente pensando sobre as propriedades alcoólicas da cerveja amanteigada. Porém, a conversa pós-filme foi focada em corações partidos e amores não correspondidos.
"Acho que a perspectiva do álcool foi embora de mim graças ao contexto mágico do filme - aquela não é uma escola de verdade, com professores ou alunos reais -, então é quase como se a bebida não fosse real", explicou. "Fico pensando quantas crianças realmente sabem o que é o hidromel".
Transtornos alimentares: Bulimia
O excessivo cuidado com o peso corporal e um padrão de beleza inatingível para muitos, faz com que algumas pessoas tomem atitudes radicais e agressivas em relação ao seu corpo.
A bulimia é um transtorno alimentar que está associado a este tipo de perfil psicológico, e a um apetite anormal momentâneo, que faz com que haja um consumo excessivo de alimentos em um período curto de tempo, sendo que, logo em seguida, o indivíduo provoca episódios de vômitos.
O uso indevido de laxantes, diuréticos e medicamentos emagrecedores após os episódios de compulsão e vômitos (sintomas purgativos), são comuns nas formas graves deste transtorno alimentar.
Em um ataque bulímico a pessoa pode chegar a consumir mais de 20 mil calorias de uma única vez, quantidade muito superior as necessidades calóricas do organismo durante uma semana inteira. Em um ataque bulímico o indivíduo não come por necessidade ou prazer, mas sim por uma compulsão incontrolável, até o momento em que sente o seu estômago totalmente repleto.
Identificar as pessoas que sofrem deste transtorno alimentar é difícil, pois o aspecto físico e o peso são normais, principalmente nos primeiros episódios. As características deste transtorno alimentar ficam mais claras quando analisamos os padrões de ingestão alimentar e as atitudes tomadas perante os alimentos.
Comer escondido, correr para o banheiro após as refeições, ter uma preocupação excessiva com as calorias e com os rótulos dos alimentos, sensação de medo e/ou culpa com aumentos do peso, mesmo quando pouco significativos, são fatores que merecem atenção, pois podem indicar a presença da bulimia.
As causas para este transtorno alimentar são discutíveis. Pode haver uma predisposição genética, mas normalmente ele ocorre por um desequilíbrio psicológico e emocional, além da influência de amigos e familiares em prol de um perfil de beleza muitas vezes impossível de ser obtido. Segundo estudos científicos, mulheres e adolescentes são mais acometidos pela bulimia.
A continuidade dos episódios bulimicos em sua grande maioria leva a crises de depressão, problemas estomacais, oscilações no peso e prejuízo do estado nutricional. Um achado físico comum são as alterações do esmalte dos dentes.
O tratamento deve envolver uma associação entre um acompanhamento psiquiátrico, nutricional e o uso de medicamentos. Desvincular a preocupação excessiva com as calorias e o rótulo dos alimentos, incentivar uma dieta fracionada e equilibrada, controlar momentos de ansiedade direcionando-os para atividades que não estejam vinculadas a alimentos, e ponderar a prática de atividade físicas, são pontos fundamentais para o equilíbrio e controle das crises. A busca da auto-estima e da aceitação corporal deve ser um meta principal durante todo o tratamento.
Saibam mais sobre as Profissões!! AGRONEGÓCIOS E ADMINISTRAÇÃO RURAL

É o conjunto de conhecimentos usados para planejar e gerenciar as atividades de uma propriedade rural. O bacharel em Agronegócios e Administração Rural coordena, planeja e organiza propriedades rurais e agroindustriais visando ao desenvolvimento rural sustentável. Com suas habilidades, define as estratégias que serão usadas durante toda a safra. Planeja a produção determinando os serviços necessários para a criação dos rebanhos ou para a produção agrícola. Define ainda quantos funcionários serão contratados a cada safra. Também é de sua responsabilidade verificar os custos da produção e determinar o valor final do produto, buscando a rentabilidade do negócio. Pode atuar em fazendas, propriedades rurais de médio e pequeno portes e ainda em empresas e indústrias que comercializam insumos para a área rural. Em órgãos públicos, o profissional pode atuar assessorando secretarias de Agricultura, Administração, Planejamento e a de Meio Ambiente nos cuidados com o solo, com a produtividade, com a orientação a pequenos produtores e com o meio ambiente.
O mercado de trabalho
O mercado está favorável para o agronegócio. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil é o principal produtor e exportador mundial de café, açúcar, álcool e frutas. Também lidera o ranking de vendas de soja, carne bovina, carne de frango e couro. A expectativa é tão boa que, de acordo com a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o país será o maior produtor de alimentos na próxima década. Além disso, aumenta a procura por esse profissional no que hoje tem sido chamado de agroenergia, cultivo de matérias-primas como a mamona para geração de bioenergia. Com o objetivo de profissionalizar-se, cresce a solicitação por administradores rurais, principalmente nas médias e pequenas propriedades em todas as regiões do país. Outro setor em ascensão é o de consultoria. Nesse caso, eles são contratados por indústrias e fazendas para fazer estudos que objetivem maior produtividade e rentabilidade. A área comercial também demanda muitos bacharéis, já que para vender os produtos é preciso conhecer as características da produção agropecuária.O curso
Nos dois primeiros anos, o aluno estuda as matérias mais específicas da área de administração, como contabilidade, finanças, administração de agronegócio, administração de recursos humanos, economia, análise de custos e direito. Já nos últimos anos entram as matérias mais relacionadas ao agronegócio, como mercado do agronegócio, cadeias agroindustriais, mercado internacional, política agropecuária, marketing do agronegócio. Em algumas escolas ainda há aulas de inglês e espanhol. No último ano é necessário fazer um estágio supervisionado. Na hora de prestar o vestibular é preciso ficar atento. Em algumas escolas, como a UFF e a UTFPR, o curso forma engenheiros de agronegócios e de produção agroindustrial. Duração média: quatro anos. Outros nomes: Adm. de Empr. Rurais e Coop.; Adm. em Agroneg.; Agroind.; Agroneg.; Desenv. Rural e Gestão Agroind.; Eng. de Agroneg.; Eng. de Prod. Agroind.; Gestão de Agroneg.; Gestão do Agroneg.O que você pode fazer
Por que algumas pessoas ainda sentem o chão rodar dias após um cruzeiro de navio?
Resposta: Trata-se de uma condição chamada de "mal de debarquement", um tipo de enjoo após o desembarque. Timothy C. Hain, especialista em distúrbios de vertigem em Chicago, e outros colegas publicaram um estudo sobre a condição no periódico especializado "Archives of Otolaryngology", em 1999. O estudo descobriu que 26 de 27 passageiros entrevistados que se sentiram mal após um cruzeiro eram mulheres de 40 a 50 anos.
A maioria das pessoas sofre com esse mal durante um mês, no máximo, apesar de que as pessoas estudadas na pesquisa sofreram durante meses ou anos.
O mal de "debarquement" não está relacionado a qualquer lesão no ouvido ou no cérebro. Geralmente, é descrito como uma variação do enjoo sofrido em viagens, mas a maioria dos medicamentos contra esse tipo de enjoo não funciona, uma vez que o distúrbio tenha se iniciado. Não existem provas de nenhuma causa específica.
Pela preponderância de mulheres na pré-menopausa com os sintomas, há suspeitas de que o problema possa estar relacionado a hormônios. Outras sugestões para uma causa incluem um tipo de enxaqueca ou os resultados da compensação exagerada de estímulos sensoriais enquanto se tenta manter o equilíbrio no barco.
Outra causa possível é a adaptação ao movimento. Isto é, balançar de um lado para o outro, enquanto a cabeça gira. Um estudo poderia investigar se as pessoas que movimentam mais a cabeça no barco têm mais tendência a desenvolver o distúrbio.
Doença na gengiva aumenta risco de infartos e derrames
A doença periodontal é uma infecção, causada por bactérias, que afeta os tecidos que rodeiam os dentes. 0 sinal mais característico é o sangramento frequente. O problema tem sido associado a diversas doenças, como diabetes, infecções pulmonares e até partos prematuros.
O novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fluidos Complexos, mostrou que pacientes com a doença nas gengivas têm níveis até quatro vezes mais altos de triglicérides (gordura) no sangue. Além disso, têm níveis mais baixos de HDL, o "bom colesterol".
O professor Antônio Martins Figueiredo Neto, do Instituto de Física da USP, um dos autores, explica que a doença periodontal leva o sistema imunológico a lutar contra as bactérias, mas o organismo acaba atacando o que não deve também. O processo gera o que os cientistas chamam de LDL (ou "mau colesterol") modificado, o verdadeiro vilão da saúde cardiovascular.
Se o LDL estiver íntegro, afirma o pesquisador, ele é metabolizado no fígado e levado pelo HDL para ser excretado. Ou seja, a pessoa não precisa de remédios para baixar o colesterol. "Mas o LDL modificado não participa do metabolismo e fica depositado na parede das artérias", diz. O resultado é a aterosclerose, o acúmulo de placas de gordura que pode causar infartos e derrames.
O estudo contou com uma nova técnica, chamada de Varredura-Z, para a dosagem da quantidade de LDL modificada no plasma. "Os resultados revelaram que pacientes com periodontite são portadores de um maior número de LDL modificadas quando comparados com os pacientes controle".
A análise foi feita em 40 pacientes com periodontite crônica, monitorados ao longo de um ano. Após tratarem a doença, a concentração de LDL modificada caiu significativamente, mostrando que a saúde bucal tem uma importância maior para a saúde do que simplesmente conservar o sorriso.
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