sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pedir desculpas é valorizar os próprios sentimentos

"A vida é cheia de mal-entendidos, não dá para evitá-los. O importante é não deixar que eles cresçam para que tenhamos um sono tranquilo. Na maioria das vezes, as pessoas que nos magoaram não fizeram isso por maldade, mas simplesmente por descuido"

Um dos maiores recursos para gerar felicidade é manter a vida sempre em dia. Meu amigo o consultor organizacional Ken O Donnell diz que podemos descobrir o grau de maturidade de uma pessoa de acordo com o tempo durante o qual ela consegue carregar um mal-estar em relação a alguém. Uma pessoa que tem maturidade percebe facilmente quando alguma coisa está maculando seu coração. É como se fosse uma camisa branca em que um simples pingo de azeite é percebido a distância. Já quem não amadureceu se parece mais com uma camisa preta, que não mostra a sujeira. Quando você presta atenção em si mesmo, é fácil perceber que alguma coisa não está bem nos relacionamentos com as pessoas que ama. Ao notar que criou um mal-estar, prontifica-se a se desculpar com alguém que magoou ou questionar quem magoou você.

Já quem só se importa consigo mesmo nem sequer é capaz de imaginar que feriu o outro. Quem valoriza os próprios sentimentos tanto quanto os das outras pessoas age de forma diferente: pede desculpas, o que é uma maneira de dizer eu te amo.

Um pedido de desculpas é uma forma de dizer que você tem tamanha sintonia com o outro que é capaz de sentir que uma palavra sua feriu os sentimentos dele. Procurar um amigo para falar de algo que ele fez e que magoou você é uma forma de dizer você é importante para mim.

Isso acontece raramente porque muitas pessoas preferem deixar pra lá quando estão chateadas com alguém. Pensam que quem ama entende o comportamento do outro. O problema é que nem sempre há um coração assim tão compreensivo e, com o tempo, a situação mal resolvida acaba fazendo com que se afastem do amigo que as magoou.

A vida é cheia de mal-entendidos, não dá para evitá-los. O importante é não deixar que eles cresçam para que tenhamos um sono tranquilo. Na maioria das vezes, as pessoas que nos magoaram não fizeram isso por maldade, mas simplesmente por descuido. Conversar sobre isso mostra que você é uma pessoa especial.

Quem tem a sabedoria de manter os relacionamentos livres de incômodos também conserva a cabeça livre de pendências. Quando sabe que tem de fazer alguma coisa, vai lá e faz, parte para o tudo ou nada, pois entende que, enquanto não o fizer, estará com a cabeça ocupada com o problema.

É incrível como somos capazes de deixar que as pendências se arrastem até o último minuto. Um jovem, por exemplo, tem de fazer a inscrição para o vestibular. Sabe a data em que as inscrições começam, mas deixa para fazer a dele na semana seguinte e a preocupação de não esquecer já começa a ocupar espaço em sua mente.

Na semana seguinte, ele arruma um monte de coisas para fazer e deixa para depois. Enquanto isso, a preocupação vai aumentando e só terminará quando a pendência for resolvida.

Lembre-se: só quem mantém a mente livre de pendências e preocupações tem tempo para ser feliz e olhos para os passarinhos da vida.

Exposição ao sol pode desencadear doença autoimune, indica estudo

A luz do sol pode desencadear algumas doenças autoimunes, principalmente em mulheres, segundo pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Essas doenças têm causas desconhecidas e ocorrem quando o sistema imunológico, erroneamente, ataca células, tecidos ou órgãos do próprio corpo.

Em testes com 380 pacientes com miosite – doença caracterizada por inflamações nos músculos e na pele – os pesquisadores descobriram uma associação entre a exposição à radiação ultravioleta do sol e dermatomiosite em mulheres. E, segundo os autores, “pode ser que as diferenças herdadas em como mulheres e homens respondem à radiação ultravioleta podem cumprir um papel no desenvolvimento de certas doenças autoimunes”.

“Apesar de não termos mostrado uma associação direta de causa e efeito entre a exposição ao ultravioleta e esta doença autoimune particular, este estudo confirma a associação entre os níveis de ultravioleta e a frequência de dermatomiosite que encontramos em uma investigação anterior”, explicou a pesquisadora Linda Birnbaum. Ela lembra que fatores ambientais podem desencadear esse tipo de doença em pessoas geneticamente predispostas, e, no caso, é recomendável evitar a exposição excessiva ao sol.

Origem africana do homem é determinada com precisão

Recente estudo genético, de grande abrangência, indica que os humanos se originaram numa localidade perto da fronteira entre as atuais África do Sul e Namíbia – uma indicação muito mais específica que a antiga vaga noção da origem africana.

Pesquisadores de 11 países colaboraram no estudo de mais de 4 milhões de genótipos, cujo resultado foi publicado on-line, em 30 de abril, na Science. Ao analisar sequências genéticas de 121 populações africanas, 60 populações não-africanas e 4 populações afro-americanas, foi possível retroceder na ancestralidade africana a até 14 agrupamentos.

Charles Darwin foi o primeiro a propor a origem africana dos humanos no seu livro, The Descent of Man, de 1871. Atualmente é completamente aceita a idéia de que os humanos modernos passaram metade de seus 200 mil anos de existência na África, tornando essa região de especial interesse para geneticistas, linguistas e antropólogos. O estudo confirma a hipótese dominante de que a África ainda é o local de maior diversidade genética.

Atualmente a África tem mais de 2 mil grupos etnolinguísticos e os pesquisadores conseguiram detectar sua movimentação dentro e fora do continente, ao combinar padrões linguísticos e genéticos. Entre outras descobertas, está a ancestralidade comum entre pigmeus e grupos de língua khoisan (que usam estalidos para se comunicar), e uma ruptura média na herança genética de afro-americanos, nas populações estudadas (cerca de 71% de africanos do oeste subsaariano, 13% de europeus e 8% de outros grupos africanos). Com um mapa mais detalhado dos genes, os pesquisadores esperam compreender melhor aspectos da saúde e de doenças em muitas dessas populações.

“Nós nos concentramos em pesquisas que beneficiem os africanos,” observa Sarah Tishkoff, principal autora do estudo e geneticista da University of Pennsylvania School of Medicine. Ela acrescenta que trabalhos futuros incluirão “estudos de fatores ambientais e de fatores genéticos de risco, em relação a enfermidades e respostas a medicamentos.”

Brasil denuncia Reino Unido na ONU por tráfico de resíduos perigosos

O Brasil denunciou ante o secretaria da Convenção da Basileia o caso das 1.400 toneladas de resíduos contaminantes descobertos em seus portos do Rio Grande e Santos procedentes do Reino Unido, confirmou à AFP uma fonte diplomática brasileira em Genebra.

"Como os dois países fazem parte da Convenção de Basileia, levamos a seu Secretariado a informação do que descobrimos, pois existe a obrigação de notificar, e agora esperamos que o Reino Unido encontre uma solução para o problema", afirmou o diplomata brasileiro.

Seis companhias britânicas, que transportaram 1.400 toneladas de resíduos do Reino Unido para portos brasileiros, foram multadas em 1,3 milhão de dólares, informou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A Convenção da Basileia (1992), que faz parte do sistema das Nações Unidas, tem por objetivo controlar o movimento de fronteiras de dejetos perigosos e sua eliminação em outros países, em particular evitar o envio a partir de nações industrializadas.

"Confirmamos a apresentação da denúncia por parte do Brasil e a resposta do Reino Unido, disposta a colaborar para resolver este problema, e estamos tentando facilitar uma solução bilateral através do diálogo entre os dois países", indicou Nelson Sabogal, porta-voz do Birô da Convenção em Genebra, que pertence ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

"O Secretariado da Convenção pode atuar como mediador ou enviar especialistas para verificar a denúncia, e o que corresponde nessas sistuações é que o Reino Unido retire do Brasil esses resíduos perigosos", enfatiozu o diplomata.

"Tanto o Brasil como o Reino Unido estão investigando quem são os responsáveis, ou seja, encontrar o exportador e o importador, para que sejam indiciados ante a justiça", acrescentou o diplomata, que assegurou contar com a plena colaboração das autoridades britânicas.

"Os contêineres foram identificados em junho e julho por nossa agência ambiental e pela alfândega e o processo de análise continua em avaliação", concluiu a fonte diplomática.

Os carregamentos desembarcaram com declarações falsas de que seriam plástico reciclável, quando, na verdade, se tratava, pelo que se sabe até o momento, de dejetos de aparelhos eletrônicos e também seringas, preservativos, pilhas e fraudas usadas.

Escova de dente pode detonar a saúde

Se estiver com bactérias,ela provoca cáries e até uma pneumonia.

Elas estão cada vez mais elaboradas: com cerdas multifuncionais, cabeças de vários tamanhos, versões motorizadas e algumas vem até com limpador de língua acoplado. Inventada em 1498, na China, a escova de dente é acessório indispensável para a manutenção da saúde bucal. Mas, embora todos saibam de sua importância na hora de fazer a higienização dos dentes, poucos conhecem os cuidados que devem ser tomados para que ela não acabe se transformando em uma inimiga da boca ao se tornar um agente transmissor de doenças.

Aliada ao creme dental, a escova elimina a placa bacteriana e as sujeirinhas que ficam escondidas nos dentes, evitando cáries e outras doenças contagiosas que atingem nossa boca, como a herpes, afta e inflamações na gengiva. Para se ter uma ideia do estrago, as bactérias se multiplicam 250 vezes, em 24 horas sem escovação.

Por outro lado, basta uma escova mal cuidada para que a saúde do corpo inteiro fique ameaçada. De acordo com a dentista Gabriele de Oliveira Carvalho, da Unicamp, como as pessoas não sabem limpá-la da maneira correta, a escova pode virar um depósito de bactérias e transmitir doenças infecciosas graves desencadeados por esses micro-organismos, como pneumonia e até hepatite.

"Quando há uma infecção, as células de defesa do organismo vão morrendo, enquanto as bactérias se fortalecem e caem na corrente sanguínea. Quando isso acontece, elas podem se alojar em quaisquer órgãos do corpo e causar danos graves à saúde", finaliza. O assunto é tão sério que o Ministério da Saúde pretende distribuir cerca de 40 milhões de escovas e pastas de dente para a população durante esse ano. Os kits são para alunos de escolas públicas e pacientes atendidos pelo programa "Saúde Bucal".

Do jeito certo
Abandone hábitos como passar desinfetante na escova ou limpá-la na toalha. Para evitar qualquer tipo de doença, ela deve ser higienizada da maneira correta. O MinhaVida conversou com a dentista para sugerir alguns cuidados na hora da limpeza da escova:
-Lavar as mãos antes da escovação
- Lavar bem a escova na água
- Batê-la no cantinho da pia para tirar o excesso de água. Não é para secar com a toalha ou papel.
- Borrifar Clorexidine, um antibactericida doméstico, indicado para a esterilização da escova. Retire o excesso batendo no cantinho da pia - Guarde a escova em um estojinho limpo e seco
-Troque a escova cada dois meses, isso evitará o acúmulo de sujeira e proliferação de micro-organismos.

Jamais faça
- Usar desinfetante doméstico ou produtos similares para limpar sua escova, pois podem causar intoxicação
- Secar a escova na toalha. A toalha é usada para secar o corpo e pode estar cheia de bactérias, que contaminarão sua escova. Usar papel também não é uma opção, já que ele passa por processos químicos, portanto, também pode contaminar a escova
- Guardar sua escova junto com outras. Isso aumenta o contato com fungos e bactérias que podem estar escondidos nas demais escovas. Além disso, a escova derrama o excesso de água no fundo dos recipientes de suporte tornando o ambiente propício para a contaminação por germes e bactérias.

O fim dos direitos individuais

São Paulo, sexta-feira, 31 de julho de 2009(Folha de SP)

JOSÉ SARNEY

A TEORIZAÇÃO da arte da política começa com Aristóteles. Ele foi o primeiro a querer saber tudo sobre o seu tempo e como os homens faziam para gerir essa máquina do tempo. Baixinho e careca, não lhe faltava senso de humor. Contam que lhe indagaram por que gostava de belas mulheres, e ele respondeu que só um cego lhe indagaria isso.
Mas larguemos as mulheres e voltemos à política, a arte de harmonizar conflitos, já que é mais esta do que ciência. Hitler tinha horror à política. Na tentativa de evitar a Guerra Mundial, um seu general disse que era chegada a hora da política e ele respondeu: "abomino a política". O ser autoritário é sempre amargurado com a política: o move a força como solução e, para alcançá-la, veste-se do ressentimento, da inveja, do puritanismo, como uma máscara para esconder a hipocrisia.
O conde Afonso Celso, que escreveu um livro delicioso sobre os anos que passou no Congresso, conta que dois grupos eram constantes em cada legislatura, embora mudassem os seus integrantes: os que viviam à custa da honra da Casa e os que faziam política à custa da honra dos colegas. Em geral, eram sepulcros caiados.
Foi Lênin quem aplicou como método as leis da guerra à política. Ele não a via como um instrumento democrático para a conquista do poder, mas como uma disputa cuja finalidade não era o jogo das ideias, e sim, como na guerra, uma luta entre inimigos não para vencer o adversário, mas exterminá-lo -e nisso toda crueldade devia ser usada. Daí o pensamento dele tão divulgado de que os fins justificam os meios. Quem lê os seus textos sobre o uso do terror fica arrepiado, porque seus exemplos são buscados nos piores momentos do terror da Revolução Francesa, em 1793/94.
Hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas.
Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?
Há alguns anos discutimos esses temas numa Conferência das Nações Unidas em Bilbao. Conclusão: saímos todos certos de que acabou a privacidade e os direitos individuais estão condenados a serem dinossauros de letras nas Constituições.

Periodontite diminui colesterol "bom" e aumenta triglicerídeos

São Paulo, sexta-feira, 31 de julho de 2009(Folha de SP)

Sangramento na gengiva é sintoma de problema; pesquisa foi feita no Brasil

Uma pesquisa brasileira publicada no "Journal of Periodontology" revela que a periodontite (inflamação dos tecidos moles em torno dos dentes, como a gengiva) aumenta em até quatro vezes o risco de a pessoa ter níveis de triglicerídeos no sangue maior do que o tolerado e também diminui os níveis de HDL, conhecido como colesterol "bom" -o que aumenta o risco de desenvolver aterosclerose (formação de placas nas paredes das artérias).
De acordo com a autora do estudo, a dentista Andréa Moreira Monteiro, da USP, a doença periodontal é associada a outras doenças sistêmicas (como o diabetes e riscos de partos de prematuros) e, por isso, o objetivo desse estudo era descobrir se ela também poderia estar relacionada ao aumento do risco de doença cardiovascular.
Ao todo, 80 pacientes participaram da pesquisa, que transcorreu durante um ano: 40 estavam com a periodontite instalada e outros 40 não tinham o problema (grupo controle).
Todos tiveram o sangue colhido e passaram por um hemograma completo, que avaliou os níveis de colesterol total, triglicerídeos, LDL (colesterol "ruim") e HDL (colesterol "bom"). Eles também passaram pela técnica "Varredura-Z", que faz a dosagem da quantidade de LDL modificado (oxidado) no sangue.
"As análises apontam que os pacientes com periodontite crônica têm níveis elevados de LDL oxidado no sangue em comparação com as pessoas saudáveis. Essa oxidação é a causa da doença aterosclerótica", explica Monteiro.
A pesquisadora acrescentou que os resultados confirmaram que a inflamação provocada pelas bactérias na gengiva potencializa o processo de oxidação do LDL e aumenta os riscos da doença cardiovascular.

A doença
A periodontite é uma inflamação crônica e tem como causa mais frequente o acúmulo de bactérias no esmalte dentário e na gengiva. O principal sinal da doença é o sangramento.
Com o passar do tempo e sem que a pessoa sinta dor, as fibras e os tecidos que suportam os dentes são comprometidos pela inflamação. Na ausência de tratamento adequado, há risco de perda dentária.
Os 40 pacientes com periodontite foram tratados e tiveram o sangue colhido novamente, um ano depois dos primeiros resultados do estudo. Segundo Monteiro, os níveis de triglicerídeos diminuíram, mas o HDL não aumentou.
"Com esses resultados, a gente espera que a população se conscientize da importância de manter a saúde bucal em dia e de fazer o tratamento adequado. O sangramento da gengiva é o primeiro sinal de que alguma coisa está errada", diz.

Momento Distração!!

São Paulo, sexta-feira, 31 de julho de 2009(folha de SP)

José Simão


UEBA!Ronalducho fez lipopótamo!

O que ele tirou de banha dá pra fazer um reserva; dá até pra fazer outro time só de Ronalduchos!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Socuerro! Acordei com cara de ácaro! Tanta chuva! Uma amiga me disse que, quando sair o sol, vai botar a periquita no varal! E socuerro dois! O Ronalducho fez uma lipo. Uma lipopótamo! E ficou com o corpo da Adriane Galisteu?! O que ele tirou de banha dá pra fazer um reserva. Um outro Ronalducho, um reserva!
O que ele tirou de banha dá pra fazer um time só de Ronalduchos. Dá pra abastecer umas dez Casas da Banha! Muito bem! Quem gosta de gordura é detergente. E uma amiga minha fez lipo no olho. Tava com Olho Gordo! Rarará! E uma outra entrou numa loja, o vestido não entrava de jeito nenhum, aí ela foi na clínica ao lado, fez uma lipo, voltou pra loja e entrou no vestido. Achou mais fácil ajustar o corpo que ajustar a roupa! Socuerro três! A volta do alemão!
A volta do Schumacher! Pra desespero do Galvão Urubueno! E, depois de tantos anos, sabe a primeira coisa que o Schumacher falou pro Rubinho? "NADA AINDA?!" Rarará. Mas o Rubinho já declarou peremptoriamente: com ou sem Schumacher, não abro mão do segundo lugar! E diz que um amigo falou pro outro: "Você gosta de sexo a três?". "Claro!" "Então corre pra casa pra ver se dá tempo!" Rarará!
E o Sarney, hein? O Moribundo de Fogo! Não consigo me livrar do Sarney! Pega o jornal, tá ele na capa, abre o UOL, tá ele na home! Só falta descobrir que o Sarney roubava a mesada do primo e o lanche do vizinho! E que fugiu com o circo. E nunca mais devolveu. Rarará! Sarney nega que tenha funcionária fantasma: "O FANTASMA SOU EEEEEEU!".
E os funcionários fantasmas ficam rodeando a casa deles à noite: "Roseana, você tá aí? Rooooseaaaana, voooocê tá aaaaí?". Rarará. É mole? É mole, mas sobe! Ou, como disse o outro: "É mole, mas trisca pra ver o que acontece!". Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha Morte ao Tucanês. Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que em Morada Nova, Minas Gerais, tem dois inferninhos: "Rela Testa" e "Rela Bucho"! Parece Dias Gomes. Mais direto impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula! O Orélio do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Amola": objeto voador que aMassa. Rarará. O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno.
E vai indo que eu não vou!

Lei reconhece paternidade mesmo sem DNA

São Paulo, sexta-feira, 31 de julho de 2009(Folha de SP)

Proposta sancionada por Lula reforça entendimento do STJ, de que homem que se recusa a fazer o exame seja considerado pai

Presunção da paternidade pode não ocorrer caso o homem prove ser estéril ou exame indique tipo sanguíneo incompatível


O homem que se recusar a fazer teste de DNA em uma ação judicial de investigação de paternidade será considerado pai da criança. É o que determina a lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada ontem no "Diário Oficial da União". A lei 12.004, em vigor desde ontem, ratifica um entendimento já existente nos tribunais do país. Nas ações de investigação de paternidade, os tribunais costumam se basear na súmula 301 do STJ (Superior Tribunal de Justiça), de 2004, que vai na mesma linha da lei sancionada.
Os juízes não são obrigados a seguir a súmula (resumo das decisões predominantes sobre determinado tema, que pode orientar casos similares). Porém, é o que vem acontecendo nos principais tribunais do país, de acordo com o secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, responsável pelo parecer que embasou a sanção do projeto de lei.
Uma decisão de 2008 do tribunal afirma, por exemplo, que "a recusa do investigado em submeter-se ao exame de DNA (...) constitui elemento probatório a ele desfavorável, pela presunção que gera de que o resultado, se realizado fosse o teste, seria positivo". Uma lei, porém, é mais forte do que uma súmula, explica o advogado Paulo Lôbo, ex-integrante do Conselho Nacional de Justiça.
"A lei está em um outro patamar. Ela se sobrepõe à súmula. Se antes um juiz poderia decidir contrário à súmula, agora não pode porque ele corre o risco de sua decisão ser nula", concorda a advogada Lia Justiniano dos Santos. Para o advogado Décio Policastro, essa lei ressalta que, além do DNA, é necessário levar em conta o contexto. "Para que uma pessoa vai se recusar a fazer o exame se ela não tem culpa no cartório?", questiona.
Já o presidente da comissão de direito civil da OAB-SP, Wladimir Nóbrega de Almeida, diz que ela era desnecessária. "Toda lei tem que trazer algo novo. Essa nova lei não tem nada diferente do que a legislação e a súmula do STJ já previam."
Em ações de investigação de paternidade, juízes também costumam se basear nos artigos 231 e 232 do Código Civil, que estabelecem regras sobre a prova e sua relação com a recusa a fazer perícia e exame.

Outras provas
O Judiciário deverá continuar a admitir outra provas apresentadas pelo suposto pai, mesmo que ele se recuse a realizar o teste de DNA. Serão aceitas, por exemplo, como provas para descartar a paternidade, exames que indiquem tipos sanguíneos incompatíveis ou evidências de que o suposto pai estava preso ou morava em outro país na época da concepção.
O STJ informou que tramitam no tribunal 3.595 ações que investigam paternidade. Não é possível saber, porém, se o que se questiona nas ações é a negação ao exame de DNA.

A era das pandemias e a desigualdade

São Paulo, sexta-feira, 31 de julho de 2009(Folha de SP)

Tratar essa pandemia gripal como espetáculo pontual é um equívoco. As pandemias vieram para ficar e suscitam dois debates estruturais

O MUNDO está diante das primeiras "pestes globalizadas", cuja velocidade de contágio, sem precedentes, é inversamente proporcional à lentidão da política e do direito.
A aceleração do trânsito de pessoas e de mercadorias reduz os intervalos entre os fenômenos patológicos de grande extensão em número de casos graves e de países atingidos, ditos pandemias. Assim, tratar a pandemia gripal em curso como um espetáculo pontual é um grande equívoco.
As pandemias vieram para ficar e suscitam ao menos dois debates estruturais: as disfunções dos sistemas de saúde pública dos países em desenvolvimento e a inoperância da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na ausência de quebra de patentes de medicamentos e de vacinas, perecerá um grande número de doentes que, se tratados, poderiam ser salvos. O mundo desenvolvido terá então, deliberadamente, deixado morrer milhões de pobres.
Sob fortes pressões políticas, a OMS tem divulgado com entusiasmo doações de tratamentos e descontos aos países menos avançados na compra do oseltamivir, o famoso Tamiflu, fabricado pela Roche, até então o único tratamento eficaz contra o vírus A (H1N1). Mas essa pretensa generosidade é absolutamente insignificante diante da possível contaminação de um terço da humanidade.
A apologia do Tamiflu tem levado milhares de pessoas à compra do medicamento pela internet ou a cruzar fronteiras para obtê-lo em países vizinhos. O uso indiscriminado do medicamento deve ser combatido com vigor, tanto pela probabilidade de consumo de produto falso quanto por fazer com que rapidamente o vírus se torne resistente também ao oseltamivir, o que ocorreu em casos recentes. Ainda mais grave: as constantes mutações do vírus tornam o mundo refém da indústria de medicamentos.
A OMS deve operar para que paulatinamente os Estados assumam o leme, com todos os custos que isso implica, do investimento em pesquisa ao serviço de saúde pública.
O direito não pode ser desperdiçado: o Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio, negociado no âmbito da Organização Mundial do Comércio, criou a licença compulsória, dita quebra de patente, para, entre outros casos, os de urgência.
Ora, pode ocorrer algo mais urgente do que uma pandemia?
No entanto, quebrar a patente do Tamiflu, embora imprescindível, é apenas uma ponta do iceberg. É preciso que os Estados desenvolvam as condições para produzi-lo.
O mesmo ocorre em relação à insuficiência de kits para diagnóstico: com a progressão da pandemia, é provável que não sejamos capazes sequer de contar os mortos, ou seja, aqueles que comprovadamente foram vítimas desse vírus.
A prevenção da doença traz um problema adicional, que é a pressa: os mais nefastos efeitos da vacina contra o A (H1N1) ocorrerão nos primeiros países a generalizá-la, que serão, infelizmente, os latino-americanos, até agora os mais atingidos pela doença.
Assim, a deplorável desigualdade econômica mundial distribui também desigualmente o peso das urgências sanitárias. Os pobres portam o fardo mais pesado, eis que a pandemia gripal vem juntar-se a outras doenças endêmicas, como paludismo, tuberculose e dengue, cuja subsistência deve-se às adversas condições de trabalho e de vida, sobretudo em grandes aglomerações urbanas, não raro em condições de habitação promíscuas, numa rotina que favorece largamente a contaminação.
Caso o fenômeno se agrave, novas restrições, além do controle do Tamiflu, podem ser necessárias, a exemplo da limitação de reuniões públicas e aglomerações, que já foi adotada em países próximos, como a Argentina.
A pandemia pode trazer, ainda, a estigmatização de grupos de risco ou de estrangeiros, favorecendo a cultura da insegurança, pois o medo é tão contagioso quanto a doença.
Por tudo isso, urge revisar o papel da OMS no sistema internacional e retomar o debate sobre a criação de um verdadeiro sistema de vigilância epidemiológica no Brasil, apto a regular a eventual necessidade de restrições a direitos humanos e a organizar a gestão das pandemias com a maior transparência possível.
Caso contrário, seguirá atual o que escreveu Albert Camus, em 1947, no grande romance "A Peste": "Houve no mundo tantas pestes quanto guerras. E, contudo, as pestes, como as guerras, encontram sempre as pessoas igualmente desprevenidas".

SUELI DALLARI , 58, é professora titular da Faculdade de Saúde Pública da USP.

DEISY VENTURA , 41, é professora do Instituto de Relações Internacionais da USP.

Papagaio africano que decifrava enigmas ganha livro póstumo

Foram 30 anos de convívio. A cientista norte-americana Irene Pepperberg manteve com um papagaio africano uma relação intensa. Trocavam juras de amor, dividiam oito horas por dia em atividades como contar o número de objetos dispostos numa bandeja e desvendar charadas elaboradas pela dona. De tanto treino, Alex se tornou a ave mais inteligente dos EUA e virou celebridade da noite para o dia.

Começou a aparecer em programas de televisão chamando a atenção da plateia por sua sagacidade. Decorou quase cem palavras e aprendeu até a somar. A morte dele, há dois anos, afetou Irene como a perda de um filho. Para homenageá-lo, a professora de cognição animal da Universidade Harvard escreveu "Alex e Eu" (ed. Record, 240 págs., R$ 38). O livro recém-lançado conta a trajetória de um bicho que revolucionou a ciência.

Como encontrou Alex?

Foi numa loja de animais. Ele estava no meio de nove aves presas numa gaiola. A pessoa que cuidava delas fez a escolha por mim. Eu não falei nada. Digo isso porque ninguém pode dizer que o bicho com quem eu trabalharia durante tantos anos já tinha algo de especial. Eu não tinha experiência com papagaios antes do Alex.

O que fez dele especial?

É importante esclarecer que Alex foi meu único pássaro ao longo de 15 anos. Ele vivia cercado pela atenção humana de oito a dez horas por dia. Nossa rotina não era apenas de treinos. Eu interagia com ele como se fosse meu filho pequeno. Conversava e registrava tudo num caderninho. Aos poucos, fui mostrando objetos para ver se ele conseguia identificá-los.

Alex aprendeu a reconhecer as cores e os formatos de quase cem objetos. Ele conseguia separar as peças vermelhas das verdes ou diferenciar bolas de pequenos cubos. Aprendeu a dizer de que material o objeto é feito: madeira, plástico etc.

Sabia diferenciar tamanhos?

Quando eu colocava dois objetos na frente dele e perguntava qual era o maior, ele respondia dizendo a cor ou o formato do item maior. Caso os dois fossem do mesmo tamanho, ele dizia "nenhum", dando a entender que ambos eram iguais. São habilidades consideradas exclusivas dos seres humanos e dos primatas.

Alex era bom em matemática?

Nós fizemos testes de compreensão de números. Eu lhe dava um conjunto de objetos (quatro cubos azuis, cinco verdes e seis vermelhos) espalhados numa bandeja. O objetivo era Alex responder a perguntas do tipo: que cor tem os seis objetos? Ele identificava o conjunto de seis e dizia qual era a cor. Às vezes, quando estava irritado, não respondia ou jogava as peças no chão. Em outros casos, dizia todas as cores que não estavam representadas na bandeja, só para exibir sua sabedoria.

Fazia algo fora do esperado?

Um dia, eu mostrei a ele uma bandeja com três, quatro e seis cubos coloridos e perguntei a cor do conjunto com três peças. Ele disse "cinco", justamente o único conjunto que não existia na amostragem. Repeti a pergunta de maneira diferente: qual é a cor do conjunto cinco? Ele respondeu: nenhuma. Usou um conceito de zero por conta própria, já que a situação foi atípica. Percebeu como podia me manipular e responder apenas às perguntas de seu agrado.

É verdade que ele costumava lhe dizer "eu te amo"?

Isso era apenas parte da nossa rotina de despedida diária. Toda noite, eu colocava Alex na gaiola às 19h. Ele costumava dizer: "Agora vou jantar". E eu também ia para a mesa fazer minha refeição. Na hora de dormir, ele dizia: "Te vejo amanhã".

Como Alex contribuiu para a evolução da ciência?

Ele mostrou que uma ave com cérebro do tamanho de uma noz tem capacidade de fazer as mesmas coisas que um primata, cujo cérebro é muito maior. Ele nos mostrou como o cérebro pode funcionar quando é estimulado, independentemente de seu tamanho. As aves e os mamíferos se separaram há milhões de anos na linha evolutiva. Mesmo assim, é como se observássemos uma evolução paralela. Para simplificar, Alex redefiniu o que é o cérebro de uma ave.

Colesterol alto: Saiba se você está no grupo de risco

"As recomendações para quem deseja manter o nível adequado de colesterol são as mesmas para quem quer viver muito: não ingerir alimentos de origem animal em excesso, realizar atividade física com regularidade, manter-se dentro da faixa de peso ideal e não fumar"

Oito de agosto marca a passagem do Dia Nacional de Controle do Colesterol. A data é válida, especialmente porque traz à tona uma reflexão sobre os inimigos da saúde e os riscos das taxas que extrapolam as referências.

“O colesterol elevado é a principal causa de doenças cardiovasculares que, por sua vez, lideram o ranking de mortalidade no Brasil e no mundo. Como exemplo, podemos destacar o acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como derrame”, explica cardiologista Renault Ribeiro Júnior.

Ao lado da hipertensão arterial, o colesterol alto é outro fator de risco. E mais: sem sintomas, o primeiro sinal de que o nível está elevado muito vezes é o infarto. “É preciso saber que o aumento das taxas de colesterol está ligado ao estilo de vida, especialmente o observado nos centros urbanos. Indivíduos sedentários, obesos, tabagistas e aqueles que não adotam uma alimentação balanceada estão na linha de risco. Cabe destacar que há também doenças que ocasionam a elevação, como diabetes, alcoolismo, problemas renais e da tireoide”, explica o cardiologista.

Recomendações para manter o nível adequado de colesterol

As recomendações para quem deseja manter o nível adequado de colesterol são as mesmas para quem quer viver muito: não ingerir alimentos de origem animal em excesso, realizar atividade física com regularidade, manter-se dentro da faixa de peso ideal e não fumar. “De uma forma simples, é preciso evitar o consumo exagerado de ovos, carnes e leites gordurosos, além dos alimentos industrializados com grande quantidade de gordura trans”, afirma.

Engana-se quem vê o colesterol apenas como vilão. Na verdade, trata-se de uma gordura muito importante para o funcionamento do organismo. Há dois tipos: o LDL, chamado de colesterol ruim - responsável pela formação de placas que com o tempo obstruem as artérias, e o HDL - que protege o organismo. Uma pessoa pode apresentar o nível de LDL alto e não saber. Por isso é importante visitar o médico regularmente: um simples exame de sangue indica a situação do paciente e possibilita a minimização dos riscos.

Além de verificar as condições da saúde atuais, a visita ao cardiologista permite uma visão prospectiva. “É o que chamamos de Escore Framingham, avaliação que considera os riscos baixo, médio e alto para desenvolvimento de doenças cardiovasculares nos próximos dez anos. A partir dessa identificação, recomendamos medidas adequadas que incluem mudanças na alimentação, interrupção do tabagismo, combate ao sedentarismo e, se necessário, a prescrição de determinados medicamentos”, finaliza.

Papa Bento 16 lançará disco, diz gravadora

da BBC Brasil

Um disco com a voz do papa Bento 16 será lançado será lançado no final do ano, segundo anúncio feito pela gravadora Geffen UK/Universal.

No disco, chamado inicialmente de "Alma Mater" ("mãe que alimenta" em latim), o pontífice gravará mensagens e cantará músicas em latim, italiano, espanhol, francês, alemão e português.

Segundo a gravadora, esta será a primeira vez que Bento 16 grava um disco, que está sendo lançado com a benção do papa.

A gravação será lançada no dia 30 de novembro e a Geffen UK aposta que ele terá boas vendas na véspera do Natal.

Voz "incrível"

O disco trará a Ladainha Lauretana, cantos marianos e oito melodias clássicas. O papa recitará passagens da Bíblia e orações acompanhado do coral da Filarmônica de Roma, conduzida por Pablo Colino, maestro emérito da Basílica de São Pedro.

A britânica Royal Philharmonic Orchestra gravará as composições clássicas nos estúdios Abbey Road, em Londres.

A gravadora e o Vaticano não divulgaram os valores envolvidos no lançamento do disco, mas, foi anunciado que os lucros do álbum serão doados para projetos de educação musical para crianças carentes pelo mundo.

O presidente da gravadora Geffen UK, Colin Barlow, disse que a voz do papa é "incrível".

Entre outros artistas da gravadora, estão Snoop Dogg, Mary J. Blige e Pussycat Dolls.

"Nós estamos felizes que o papa Bento 16 mostrou apreciação e deu sua benção especial a esse projeto", disse Barlow. Mais detalhes do disco serão anunciados em setembro, em um lançamento oficial do projeto no Vaticano.

Saibam mais sobre as Profissões!! AGRONOMIA


19-Agronomia

O setor agropecuário nacional está entre os melhores do mundo. Somos um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina, soja, açúcar e café. Condições climáticas favoráveis e grande extensão territorial contribuem para o sucesso, mas não bastam. “Não adianta ter terras de boa qualidade e um clima adequado se não contarmos com profissionais capazes de tirar o melhor desse ambiente”, afirma o engenheiro agrônomo Marcos Valentin Ferreira Martins, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Para ele, parte do sucesso no campo pode ser creditada aos cursos superiores de Agronomia. “Temos excelentes faculdades de Agronomia e institutos de pesquisa que são referência internacional, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)”, diz. No banco das escolas, os futuros agrônomos aprendem técnicas usadas para melhorar a qualidade de lavouras, rebanhos e produtos agroindustriais. No dia-a-dia, o bacharel envolve-se em praticamente todas as etapas do agronegócio – do plantio à comercialização da produção. Ele planeja, organiza e acompanha o preparo e o cultivo do solo, o combate a pragas e doenças, a colheita, o armazenamento e a distribuição da safra. Cuida da alimentação, da reprodução, da saúde e do abate de animais. Gerencia a industrialização, o armazenamento e a comercialização de alimentos de origem animal e vegetal. Além de acompanhar a produção no campo, desempenha funções de gestão, como o cálculo de estoques e a cotação dos produtos nas bolsas de valores internacionais.

O mercado de trabalho

A expansão dessa área se deve não só ao crescimento da demanda internacional, mas também à necessidade do desenvolvimento e inserção de produtos competitivos no mercado, principalmente para exportação. As grandes safras de soja, milho, café, arroz, trigo e cana-de-açúcar e da citricultura fazem surgir boas oportunidades para especialistas em fitotecnia e produção agroindustrial. "O recém-formado não encontra dificuldade para conseguir o primeiro emprego", diz Renato Mendes Guimarães, coordenador do curso de Agronomia na Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais. A pecuária também absorve o profissional, que atua na produção, no manejo e na recuperação de pastagens. As vagas encontram-se, sobretudo, nas regiões mais avançadas em tecnologia agrícola, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de Goiás, de São Paulo e noroeste de Minas Gerais. Com a expansão do setor agrícola nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, abrem-se oportunidades para pesquisa, especialmente em empresas estatais. O Maranhão, o Piauí e a região amazônica destacam-se pelo plantio de soja. A intensificação do comércio internacional aumenta a demanda na área de gestão. Na indústria de equipamentos e produtos agropecuários. O profissional trabalha na venda e orientação técnica com o produtor rural.


O curso

Os dois primeiros anos mesclam matérias das áreas de ciências biológicas e exatas, como biologia, bioquímica, matemática, informática e estatística. Nos três anos seguintes, o forte são as disciplinas profissionalizantes, ministradas nas subáreas de engenharia rural, ciência do solo, agricultura e engenharia florestal, entre outras. Boa parte da carga horária é dedicada a aulas práticas em laboratórios e fazendas experimentais. Algumas instituições oferecem licenciatura em Ciências Agrícolas e em Ciências Agrárias. O estágio é obrigatório, assim como o trabalho de conclusão de curso. Outros nomes: Ciên. Agr.; Ciên. Agr. e Amb.; Ciên. Agrícolas; Eng. Agron.


O que você pode fazer

Defesa sanitária Combater pragas e prevenir doenças em lavouras e rebanhos. Economia e administração agroindustrial Planejar e gerenciar as operações de distribuição e venda de produtos agrícolas. Engenharia rural Projetar e supervisionar obras em propriedades rurais, como construções, nivelamento do solo, montagem de sistemas de irrigação e de drenagem. Ensino Lecionar em escolas públicas ou particulares de educação profissional ou em faculdades. Fitotecnia Acompanhar o cultivo e a colheita de safras, buscando aumentar a produtividade por meio da seleção de sementes, do emprego de fertilizantes e adubos e do combate a doenças e pragas. Indústria e comercialização de alimentos Supervisionar e gerenciar a qualidade e a estratégia de preços de alimentos de origem animal e vegetal. Manejo ambiental Explorar racionalmente os recursos naturais, preservando o meio ambiente. Produção agroindustrial Gerenciar o processo de industrialização de produtos agrícolas, controlando a qualidade final da produção. Pesquisar novas tecnologias e produtos. Silvicultura Recuperar matas devastadas e cuidar do plantio e do manejo de áreas de reflorestamento. Preparar relatórios de impacto ambiental. Solos Preservar a fertilidade e controlar as propriedades físicas dos solos, prescrevendo seu manejo. Zootecnia Controlar a produção animal, cuidando da alimentação, da saúde, da reprodução e da qualidade dos rebanhos.

Ônibus Endeavour chega hoje à Terra após missão bem-sucedida

O ônibus espacial Endeavour aterrissará às 11h48 (horário de Brasília) desta sexta-feira no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, no Estado da Flórida, após permanecer 16 dias no espaço para instalar a última parte de um laboratório japonês e realizar manutenções na ISS (Estação Espacial Internacional).

A Nasa (agência espacial americana) informou que a previsão é de tempo bom para o retorno da espaçonave. Um porta-voz da agência afirmou que, apesar da pequena chance de chuva, o Endeavour deve chegar à Terra sem problemas. Uma segunda tentativa de pouso pode ser realizada às 13h22 (de Brasília) caso a primeira aterrissagem não seja autorizada.

Os tripulantes da nave substituíram seis baterias do complexo espacial e entregaram suprimentos e equipamentos para seus seis ocupantes. Pouco antes de iniciar o retorno na sexta-feira passada, a tripulação instalou em órbita dois pares de pequenos satélites.

Um dos pares de satélites será usado no estudo do acoplamento de naves no espaço por meio do sistema de GPS. O outro medirá a composição e a densidade da atmosfera a mais 320 quilômetros da superfície da Terra.

Ufop divulga lista de aprovados no vestibular de inverno de 2009

A Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) divulgou nesta quinta-feira (30) lista com os 1.344 candidatos aprovados no 2º vestibular de 2009; consulte:


As matrículas da primeira convocação ocorrem em 4 e 5 de agosto.

Cerca de seis mil candidatos disputaram as vagas em 35 cursos presenciais na última etapa. O curso mais concorrido nesse vestibular foi o de medicina, com 158,6 candidatos por vaga. Em seguida vêm, direito com 24,06 c/v e engenharia civil, com 17,61 c/v.

Vestibular 2010

A partir do vestibular 2010, o processo seletivo da Ufop passa a ter três fases distintas: prova de conhecimentos gerais do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para todos os candidatos inscritos (1ª fase); provas específicas discursivas, de acordo com o curso pretendido, e de redação para os candidatos selecionados na 1ª fase; e provas de aptidão específica para concorrentes aos cursos de Artes Cênicas e Música.

A política de ação afirmativa, que reserva 30% das vagas em todos os cursos para alunos que cursaram integralmente o Ensino Médio em escolas públicas, fica mantida.

EUA assinam tratado da ONU sobre deficientes que Bush rejeitou

Os Estados Unidos assinaram na quinta-feira uma convenção da ONU destinada a garantir direitos iguais aos 650 milhões de deficientes do mundo. O governo Bush havia rejeitado o tratado.

Em uma cerimônia na sede da ONU, a embaixadora dos EUA Susan Rice firmou o texto, qualificado pelas Nações Unidas como o primeiro tratado de direitos humanos do século 21, e que entrou em vigor no ano passado.

Em 32 páginas, a Convenção dos EUA sobre os Direitos de Pessoas com Deficiências proíbe todas as formas de discriminação no trabalho com base nas deficiências, o que inclui as regras de contratação, promoção e as condições trabalhistas. O texto também reivindica pagamentos iguais para trabalhos de igual valor.

A convenção conclama os países signatários a promoverem a empregabilidade dos deficientes, inclusive por meio de programas de ação afirmativa.

O pacto estipula que os deficientes não podem ser excluídos da educação regular, e estabelece como dever dos governos garantir o acesso físico a meios de transporte, escolas, moradias, hospitais e locais de trabalho.

O governo de George W. Bush dizia que o documento era mais fraco do que a Lei dos Americanos com Deficiências (1990), e portanto poderia complicar o cumprimento daquela lei nacional.

Já Rice disse que os EUA estão "muito satisfeitos por se juntarem a 141 outros países que assinaram esta convenção na busca por um mundo mais justo". Ao todo, 61 países já ratificaram a convenção.

O presidente Barack Obama deve em breve submeter o tratado para aprovação no Senado, disse Rice na cerimônia, que contou com a presença de representantes de entidades norte-americanas de apoio a deficientes.

Valerie Jarrett, consultora de Obama, disse no evento que a assinatura dos EUA é "um passo histórico na promoção do nosso compromisso global com os direitos humanos fundamentais para todas as pessoas com deficiências".

Ela também anunciou a criação de um cargo de primeiro escalão no Departamento de Estado para desenvolver uma estratégia para a promoção dos direitos dos deficientes no mundo todo.

A adesão dos EUA ilustra a atitude mais favorável do governo Obama em relação à ONU do que a do seu antecessor Bush, que costumava criticar a entidade mundial e rejeitar tratados que pudessem afetar as leis nacionais dos EUA.

A entidade Human Rights Watch elogiou a adesão dos EUA, mas lembrou que Washington só assinou seis de nove tratados internacionais importantes de direitos humanos, dos quais ratificou apenas três - sobre discriminação racial, direitos civis e políticos e tortura.