sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Você Sabia??

A Vagina pode expelir gases durante o ato sexual ou exercícios físicos, conhecidos como flatos vaginais?
Gases esses que fazem os pequenos e grandes lábios vibrarem.Geralmente não possui odor, exceto se a mulher apresentar corrimento patológico. O barulho produzido assemelha-se aos da flatulência comum.Devido à vagina não possuir esfíncter como o ânus, a mulher não consegue controlar a saída do ar. Isto pode acontecer também quando se efetua um esforço físico grande, como na ginástica.
Algumas posições sexuais podem facilitar a entrada de ar na vagina, facilitando assim a ocorrência dos flatos. Geralmente, posições em que o pênis pode constantemente sair totalmente da vagina causam mais este problema, como a posição de quatro e a posição em que a mulher fica por cima do homem.
Um parto normal, por vezes, deixa o canal interno da vagina mais largo, permitindo grande entrada de ar. Assim, podem ser necessários procedimentos tais como a perineoplastia e a fisioterapia perineal para solucionar o problema.

Dez dicas sobre clareamento dental

Muitas pessoas se dão conta de que os dentes estão escurecendo com o passar do tempo. Já se sabe que a ingestão de alguns medicamentos e o alto consumo de café, vinho ou mesmo o cigarro também contribuem para a perda da cor e do brilho dos dentes. O clareamento dental, realizado pela técnica a laser ou com gel, é um dos recursos mais procurados para valorizar a estética facial.

Dez dicas sobre clareamento dental

- O clareamento dental é contraindicado para gestantes, mulheres que estão amamentando. Durante a gestação e amamentação o nível de minerais presentes na saliva diminui, o que deixa o esmalte dentário com menor percentual desses minerais e, em função disso, a pessoa pode ficar com dentes sensíveis após o clareamento. É contraindicado também para quem sofre de retração severa de gengiva – quando a raiz chega a ficar exposta. Essa é uma área que deveria estar protegida, coberta pela gengiva, e essa, em função da retração gengival, exposta ao meio ambiente bucal, irá sofrer com a ação do gel clareador, levando a hipersensibilidade.

- Próteses de porcelana ou mesmo resinas empregadas na restauração dos dentes não sofrem ação de clareamento. Dependendo do caso, consulte um especialista para encontrar a melhor opção de tratamento estético;

- Apesar de haver métodos caseiros de clareamento, como o uso de bicarbonato de sódio, vinagre e pasta de morango, entre outros, eles são altamente contraindicados por serem abrasivos e químicos. Além disso, os resultados temporários se devem à remoção da camada superficial do esmalte;

- Cremes dentais com promessas de clarear os dentes contém pequenas concentrações do ativo clareador. Seu efeito é mais abrasivo, removendo manchas superficiais e contribuindo com a manutenção do tratamento odontológico;

- Uma vez realizado o clareamento, evite alimentos que podem contribuir para que os dentes voltem a escurecer: café, chá preto, chocolate, vinho tinto, refrigerantes à base de cola, ketchup, molho de tomate etc.;

- Quem respira pela boca não deve prosseguir com o clareamento dos dentes sem tratar também o problema de base. Pessoas com dificuldades respiratórias geralmente têm a boca mais seca e os dentes mais manchados;

- Necrose nos dentes, causada por quedas ou traumas, também costuma escurecer o sorriso ­ já que os dentes resistem mais ao clareamento, podendo comprometer o resultado final;

- A perfeita higiene diária dos dentes desempenha papel fundamental na manutenção do sorriso. Portanto, é sempre bom lembrar de escovar os dentes logo após as principais refeições e antes de dormir. O uso de fio ou fita dental também é altamente recomendável para eliminar sujeiras de difícil alcance pela escovação;

- Os efeitos do clareamento dental podem ser mais ou menos duradouros em função dos hábitos pessoais. Em média, os resultados podem ser observados por até cinco anos;

- Valorizar a saúde bucal e visitar o dentista regularmente também contribui para preservar os dentes branquinhos por mais tempo.

Remédio partido ou ingerido com leite tem efeito alterado

Farmacêuticos alertam para os maus hábitos relacionados à forma como os medicamentos são ingeridos. Partir, triturar ou ingerir os remédios com alguns alimentos pode potencializar ou reduzir seus efeitos.

"90% das pessoas que consultam o médico saem com receita médica. Mas a farmácia precisa estar vinculada aos serviços de saúde; do contrário, o paciente pega o remédio na gôndola e toma como quiser. Por isso existe um grande número de intoxicação e de inatividade do medicamento: é falta de orientação", diz Raquel Rizzi, presidente do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo).

Um dos principais erros é triturar comprimidos ou abrir o conteúdo de cápsulas para facilitar a deglutição. "É um problema e é sério. Uma cápsula pode ser desenvolvida para não se degradar no estômago. Se você retira o conteúdo da membrana, ele pode perder o efeito", afirma Chung Man Chin, do Departamento de Fármacos e Medicamentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara.

O omeprazol, diz Chin, é um dos remédios que têm o efeito reduzido com o esmagamento.


Absorção acelerada

Outro problema desse procedimento é acelerar a absorção dos princípios ativos pelo organismo. Como cada comprimido é planejado para ter um tempo de atividade e assimilação no corpo, a quebra de um revestimento, por exemplo, pode desregular esses mecanismos.

"Se for um remédio com revestimento ou estrutura que permitem uma liberação prolongada, acaba-se com a função do medicamento, correndo o risco de ocorrer uma absorção intensa e sofrer intoxicação", alerta Maria Aparecida Nicoletti, farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo).

O mais indicado, caso seja difícil ingerir o remédio inteiro, é procurar outras formas de apresentação, como gotas ou xaropes. "Existem fórmulas para crianças, em tamanhos ou formas mais adequadas, por exemplo. Não é preciso improvisar", afirma Rizzi.

Quebrar o comprimido ao meio também não é indicado. Alguns especialistas acreditam que os princípios ativos da droga não estejam distribuídos igualmente por todo o produto, ainda que sejam feitos testes de uniformidade durante a produção. O principal problema nesse caso é, novamente, a absorção incorreta do medicamento pelo organismo. Alguns analgésicos e antialérgicos, por exemplo, têm um sistema de liberação modificada -se cortados, podem perder o efeito.

Antibióticos são normalmente revestidos por serem sensíveis ao pH ácido do estômago e deverem passar íntegros pelo órgão. Uma vez quebrados, podem perder parte das propriedades. "No entanto, quando o médico sugere que se parta o medicamento, entende-se que ele conhece a proposta do remédio e sabe se é possível ou não usar somente uma parte", pondera Nicoletti, da USP.

Bebidas

Alguns remédios interagem com bebidas, caso dos antibióticos, que não devem ser ingeridos com leite -o alimento reduz o efeito da droga. "Alguns antipsicóticos podem interagir com algumas bebidas e perder as propriedades desejadas", acrescenta Chin.

Ingerir remédios em gotas misturados a bebidas com sabor -como sucos e refrigerantes- para mascarar o gosto ruim também pode levar à redução do potencial terapêutico do remédio. O recomendado é diluí-los em água.

Segundo o CRF-SP, os remédios são a principal causa de intoxicação nos centros de farmacovigilância em todo o país -um dos motivos são interações medicamentosas, que podem ocorrer com falta de orientação sobre o uso das drogas.

INTERAÇÕES PROBLEMÁTICAS
Uma substância pode reduzir o efeito de outra

Ácido acetilsalicílico + bebidas alcoólicas
Aumento do risco de sangramento no estômago

Anticoncepcional + vitamina C (acima de 1g)
Aumento dos níveis do hormônio da pílula (etinilestradiol) no sangue

Anticoncepcional + antifúngico
Possível diminuição do efeito e aumento das chances de gravidez

Anticoncepcional + antibiótico
Efeito reduzido do anticoncepcional e aumento das chances de gravidez

Leite + antibiótico
Redução do efeito do medicamento

Paracetamol + anti-inflamatórios não esteroides
Pode potencializar efeitos terapêuticos e tóxicos

Fontes: Conselho Regional de Farmácia (São Paulo) e MARIA APARECIDA NICOLETTI, farmacêutica responsável da Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP

Sessões curtas de exercícios moderados reduzem impulso de fumar; indicam estudos

"Publicada na revista Psychopharmacology***, o estudo mostra como o exercício altera o modo que o cérebro processa a informação entre fumantes, reduzindo a necessidade da nicotina. Os pesquisadores usaram a técnica de ressonância magnética funcional para investigar como o cérebro processa as imagens de cigarros após o exercício físico"

Estudos têm mostrado que o exercício físico pode ser um método efetivo de tratamento não farmacológico para reduzir o desejo de fumar assim como durante a abstinência temporária do cigarro. Algumas revisões interessantes a esse respeito abrangem melhor o assunto (Taylor et al. 2007*; Ussher et al. 2008**).

Curtas sessões de exercícios de intensidade moderada reduzem o impulso de fumar. Entretanto, pouco é conhecido sobre os mecanismos neurobiológicos envolvidos nesse processo. O conhecimento desses mecanismos poderia levar a outros estudos para estabelecer a adequada quantidade de exercício (intensidade e duração) no tratamento da diminuição da vontade de fumar, assim como para novas perspectivas no tratamento de outros vícios.

Estudo da Universidade de Exeter (UK)

Recentemente, uma pesquisa da Universidade de Exeter (UK) revela pela primeira vez que alterações na atividade cerebral provocada pelo exercício físico podem ajudar a reduzir o desejo de fumar. Esse estudo confirma os achados de estudos anteriores que demonstram que poucas sessões de exercício físico moderado pode significantemente reduzir a vontade de fumar. Publicada na revista Psychopharmacology***, o estudo mostra como o exercício altera o modo que o cérebro processa a informação entre fumantes, reduzindo a necessidade da nicotina. Os pesquisadores usaram a técnica de ressonância magnética funcional para investigar como o cérebro processa as imagens de cigarros após o exercício físico.

Dez fumantes realizaram exercício em bicicleta estacionária por dez minutos depois de 15 horas de abstinência ao cigarro. Durante a aquisição das imagens cerebrais por ressonância magnética funcional, os indivíduos foram submetidos à visualização de 30 imagens relacionadas ao fumo (imagens de mãos segurando o cigarro, figuras de cigarro, pessoas fumando, etc.) e 30 imagens neutras (imagens de mãos segurando uma caneta, pessoas sem cigarro, etc.). Antes do exercício foi observado um aumento da atividade cerebral em áreas associadas ao processo de recompensa. Depois do exercício, as mesmas áreas do cérebro estavam menos ativadas. Os fumantes também relataram uma diminuição da vontade de fumar depois do exercício em relação ao período que estavam inativos.

Possível hipótese

Não se sabe exatamente o que causa essa diferença na atividade cerebral depois do exercício físico. Uma hipótese levantada seria que o exercício físico aumenta o estado de humor (possivelmente pelo aumento de alguns neurotransmissores como a dopamina), os quais reduzem a necessidade de fumar.

Apesar de não ser o primeiro estudo que mostra que fumantes perdem a vontade de fumar depois do exercício, é o primeiro que avalia as áreas cerebrais ativadas em fumantes após o exercício físico. Esses achados fortalecem a hipótese de que o exercício físico moderado pode ser uma alternativa viável de muitos produtos farmacológicos como o path de nicotina.

Levando em consideração os vários efeitos fisiológicos e psicológicos conhecidos do exercício físico como: perda de peso, aumento da autoestima, melhora do humor e ansiedade, etc.; o exercício físico regular pode influenciar significantemente nas mudanças comportamentais, como por exemplo, os vícios procurados pelos indivíduos.

Triturar ou partir remédio altera efeito

São Paulo, sexta-feira, 07 de agosto de 2009(Folha de SP)

Alerta é do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo; drogas podem ter ação reduzida ou potencializada


Ingerir o medicamento com bebidas como refrigerante, leite e suco também pode interferir na absorção da droga pelo organismo

Farmacêuticos alertam para os maus hábitos relacionados à forma como os medicamentos são ingeridos. Partir, triturar ou ingerir os remédios com alguns alimentos pode potencializar ou reduzir seus efeitos.
"90% das pessoas que consultam o médico saem com receita médica. Mas a farmácia precisa estar vinculada aos serviços de saúde; do contrário, o paciente pega o remédio na gôndola e toma como quiser. Por isso existe um grande número de intoxicação e de inatividade do medicamento: é falta de orientação", diz Raquel Rizzi, presidente do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo).
Um dos principais erros é triturar comprimidos ou abrir o conteúdo de cápsulas para facilitar a deglutição. "É um problema e é sério. Uma cápsula pode ser desenvolvida para não se degradar no estômago. Se você retira o conteúdo da membrana, ele pode perder o efeito", afirma Chung Man Chin, do Departamento de Fármacos e Medicamentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara.
O omeprazol, diz Chin, é um dos remédios que têm o efeito reduzido com o esmagamento.

Absorção acelerada
Outro problema desse procedimento é acelerar a absorção dos princípios ativos pelo organismo. Como cada comprimido é planejado para ter um tempo de atividade e assimilação no corpo, a quebra de um revestimento, por exemplo, pode desregular esses mecanismos.
"Se for um remédio com revestimento ou estrutura que permitem uma liberação prolongada, acaba-se com a função do medicamento, correndo o risco de ocorrer uma absorção intensa e sofrer intoxicação", alerta Maria Aparecida Nicoletti, farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo).
O mais indicado, caso seja difícil ingerir o remédio inteiro, é procurar outras formas de apresentação, como gotas ou xaropes. "Existem fórmulas para crianças, em tamanhos ou formas mais adequadas, por exemplo. Não é preciso improvisar", afirma Rizzi.
Quebrar o comprimido ao meio também não é indicado. Alguns especialistas acreditam que os princípios ativos da droga não estejam distribuídos igualmente por todo o produto, ainda que sejam feitos testes de uniformidade durante a produção. O principal problema nesse caso é, novamente, a absorção incorreta do medicamento pelo organismo. Alguns analgésicos e antialérgicos, por exemplo, têm um sistema de liberação modificada -se cortados, podem perder o efeito.
Antibióticos são normalmente revestidos por serem sensíveis ao pH ácido do estômago e deverem passar íntegros pelo órgão. Uma vez quebrados, podem perder parte das propriedades. "No entanto, quando o médico sugere que se parta o medicamento, entende-se que ele conhece a proposta do remédio e sabe se é possível ou não usar somente uma parte", pondera Nicoletti, da USP.

Bebidas
Alguns remédios interagem com bebidas, caso dos antibióticos, que não devem ser ingeridos com leite -o alimento reduz o efeito da droga. "Alguns antipsicóticos podem interagir com algumas bebidas e perder as propriedades desejadas", acrescenta Chin.
Ingerir remédios em gotas misturados a bebidas com sabor -como sucos e refrigerantes- para mascarar o gosto ruim também pode levar à redução do potencial terapêutico do remédio. O recomendado é diluí-los em água.
Segundo o CRF-SP, os remédios são a principal causa de intoxicação nos centros de farmacovigilância em todo o país -um dos motivos são interações medicamentosas, que podem ocorrer com falta de orientação sobre o uso das drogas.

"Não vamos repetir Kyoto", diz negociador de clima de Obama

São Paulo, sexta-feira, 07 de agosto de 2009(Folha de SP)

Para Todd Stern, EUA não se comprometerão com meta que não podem cumprir

No que depender do maior poluidor do planeta, um acordo climático significativo e completo pode não ser fechado em dezembro em Copenhague. Quem diz é Todd Stern, enviado especial para mudanças climáticas do governo dos EUA.
Stern esteve ontem no Brasil, como parte de um giro internacional, tentando articular ações conjuntas para obter um acordo em Copenhague que vá além do Protocolo de Kyoto -o único tratado global contra emissões de gases-estufa, cuja primeira fase expira em 2012.
O sucesso do novo tratado depende dos EUA, cuja desistência fez Kyoto naufragar. Apesar de o governo Barack Obama estar comprometido com o tema, a posição americana -e o tamanho das metas de redução de emissões que o país está disposto a aceitar- depende da lei de mudanças climáticas em trâmite no Congresso, que pode não ser aprovada antes de Copenhague.
"Eu não acho que cada elemento do acordo estará pronto em Copenhague", disse Stern à Folha. "Um acordo significativo requer um compromisso forte dos EUA. Se alguns elementos não estiverem prontos em Copenhague, podemos resolvê-los depois."
Mas mesmo as metas que os EUA já se propuseram a cumprir -uma redução de 3% em suas emissões em 2020 em relação a 1990- estão longe dos 25% a 40% que a ciência diz necessários para conter uma catástrofe climática. Muitos países têm criticado a falta de ambição dos EUA, apontando-a como maior obstáculo no caminho do novo acordo.
Segundo Stern, o compromisso final de redução americano "pode ser um pouco mais alto ou um pouco mais baixo", mas não será muito diferente do que foi proposto.
"O foco em 1990 como ano-base [de redução de emissões] não é legítimo", disse o negociador. "Nós estamos propondo uma redução de 20% na próxima década, e de 20% da década seguinte, e assim por diante, o que é provavelmente comparável [ao que outros países vêm propondo]", afirmou.
"Nós não vamos é repetir Kyoto e ter um número que não seja compatível com o que podemos fazer domesticamente." O acordo anterior, que Stern (então no governo Clinton) ajudou a negociar, foi rejeitado por unanimidade pelo Senado dos EUA anos antes de George W. Bush rechaçá-lo.

Plutão pode ganhar 30 parceiros na "série B"

São Paulo, sexta-feira, 07 de agosto de 2009(Folha de SP)

Buscas mais refinadas por planetas-anões nas regiões mais distantes do Sistema Solar poderá revelar centenas deles


Astrônomo que ajudou a "rebaixar" o antigo nono planeta afirma que até os astrólogos já se conformam com nova posição do objeto

O principal responsável por Plutão ter sido rebaixado três anos atrás diz que o ex-planeta já tem muitos companheiros para se juntar a ele, e que ninguém precisa se preocupar com a solidão do pobre astro. Para o astrônomo americano Michael Brown, apesar de oficialmente só existirem quatro outros planetas-anões (atual classificação de Plutão), há centenas a serem descobertos.
O próprio pesquisador, que trabalha no Instituto de Tecnologia da Califórnia, diz que há provavelmente 30 objetos já qualificados. Brown descobriu cerca de 20 deles. Os três já ratificados pela IAU (União Astronômica Internacional) são Eris, Makemake e Haumea.

O carrasco
Brown é apontado como o carrasco de Plutão por ter achado Eris em 2005. Como o novo objeto era o maior dos dois, astrônomos se viram na obrigação de promovê-lo a planeta, ou então de rebaixar Plutão.
"A segunda coisa era realmente a mais sensata", disse Brown à Folha ontem, antes de apresentar uma palestra na Assembleia Geral da IAU, no Rio. Com a proliferação de novos planetas-anões, que mal começou, ele rejeita o rótulo de culpado pelo rebaixamento. "Se há algum culpado, é Plutão, por ser muito pequeno."
Com exceção de Ceres, que fica perto do cinturão de asteroides, todos os planetas-anões oficiais estão em uma faixa orbital chamada cinturão de Kuiper, a mesma região de Plutão. Segundo Brown, só não conhecemos mais planetas-anões porque o céu não foi suficientemente investigado.
"Nós já cobrimos cerca de 50% do céu, principalmente no hemisfério Norte" conta o pesquisador, que mora numa casa em Los Angeles, a três horas de distância do Observatório Palomar, onde realiza seus trabalhos. "Grandes telescópios que devem ser construídos na Austrália e no Chile sul vão cobrir mais 30% disso", conta.
Depois de passar mais de dois anos recebendo mensagens de pessoas descontentes com a destituição do astro, Brown diz que agora o fenômeno arrefeceu. Os devotos da astrologia estavam entre os que mais reclamavam. "Eu dei um bônus para eles", diz Brown. "Plutão não é mais planeta, mas os astrólogos ganharam agora vários planetas-anões com os quais mexer."
O maior número de planetas-anões que está por vir, porém, não é do cinturão de Kuiper. Segundo Michael Brown, deve existir uma série de planetas com órbitas alongadíssimas, cerca de vinte vezes mais distantes que Plutão.
Um objeto com essas características, batizado de Sedna, foi achado em 2003 por Brown. "Estamos procurando outro assim. É o que mais queremos achar, mas até agora nada."
O problema, diz, é que Sedna, que leva 12 mil anos para circular o Sol, só pode ser visto porque está num ponto mais aproximado de sua órbita. Outros planetas-anões de órbita superesticada só poderão ser encontrados por grandes varreduras celestes futuras. "Se esses projetos vingarem, poderemos achar mais dezenas ou até centenas de Sednas."
Sem possibilidade de descobrir novos planetas agora, o astrônomo resolveu se dedicar mais a estudar os objetos que já havia apontado. Ontem, Brown apresentou uma palestra sobre o exótico Haumea. Já se sabe que ele é um corpo rochoso ovalado coberto de uma camada relativamente fina de gelo puríssimo. Ele roda extremamente rápido, uma volta a cada 4 horas, e possui duas luas.
Brown defende a teoria de que isso tudo é sinal de que houve uma colisão fortíssima que originou seus satélites.
Ele explica que Haumea é originalmente o nome da deusa havaiana da fertilidade. No mito, os filhos surgem de pedaços do corpo arrancados da mãe.
Estudar crenças de povos tradicionais, aliás, é outra coisa à qual Brown tem se dedicado. Além de ser divertido, diz, é útil, pois a IAU em geral só aceita nomes derivados de figuras mitológicas.
"Eu me divirto", diz, explicando as origens dos nomes. Makemake, flagrado num dia de Páscoa, ganhou o nome de uma divindade da ilha de Páscoa. Eris, por ser frio e distante, foi batizado com o nome da deusa grega da discórdia, responsável pela guerra de Troia.

Chávez: EUA quer a guerra entre Venezuela e Colômbia

Os Estados Unidos planejam gerar uma guerra entre os "irmãos" Colômbia e Venezuela com a instalação de bases militares no território colombiano, como fizeram com Irã e Iraque nos anos 80, afirmou nesta quinta-feira o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

"O império ianque (EUA) tem planos para uma guerra entre Venezuela e Colômbia e é preciso dizer isto à Colômbia porque não nos pode ocorrer uma guerra entre irmãos", disse Chávez.

Entre 1980 e 1988, o regime iraquiano de Sadamm Hussein travou uma guerra contra o Irã, do aiatolá Khomeini, que deixou milhões de mortos.

"Saddam Hussein foi armado pelos ianquis (...) foram envenenados contra a revolução iraniana (...) e apoiaram a invasão do Irã", afirmou Chávez. "Irã e Iraque, dois povos irmãos, lutaram por quase dez anos (...). Se mataram entre eles e a culpa foi do império ianqui".

"Se a Colômbia nos agredir, não poderemos sair correndo e nos jogar no mar; iremos, como disse (Antonio José de) Sucre, 'a esta guerra chorando'". "Os ianquis seriam os primeiros beneficiados em uma guerra entre Colômbia e Venezuela e a instalação das bases é o primeiro passo para a guerra porque esta é a estratégia deles (...) o império da guerra".

Segundo Chávez, o "império é especialista em colocar irmãos para brigar e impedir a união. Façamos impossível a guerra, queremos a paz para construir um novo mundo". O presidente da Venezuela criticou duramente o acordo negociado entre Bogotá e Washington, pelo qual os Estados Unidos poderiam usar bases militares na Colômbia.

Saibam mais sobre as Profissões!! ENGENHARIA MECATRÔNICA


26-Engenharia Mecatrônica

É o ramo da engenharia que desenvolve e executa projetos de automação industrial. O engenheiro mecatrônico projeta e opera equipamentos utilizados nos processos automatizados de indústrias em geral, além de fazer sua manutenção. Ocupa-se do gerenciamento de projetos de automação industrial e comercial. É o responsável pela programação das máquinas e pela adaptação de softwares aos processos industriais. Em empresas que já estão automatizadas, redimensiona, opera e mantém os sistemas e equipamentos já instalados.

O mercado de trabalho

O profissional encontra ofertas de trabalho em indústrias de diversos setores, como automobilístico, químico e petroquímico, de alimentos e embalagens e de tecnologia da informação (TI). Com uma visão sistêmica, o engenheiro entende o processo, o controle, o TI de uma empresa e faz tudo isso funcionar de forma integrada. No eixo Rio-São Paulo, é contratado por grandes empresas para desenvolver e implantar projetos de automação e robotização. Também existem vagas em boa parte das empresas que migraram para cidades do interior do Paraná, da Bahia, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Goiás. Geralmente, o engenheiro ocupa o topo da pirâmide das etapas do desenvolvimento de um projeto. Os formados nessa carreira também têm sido bastante requisitados pela indústria médica e por hospitais públicos e privados, onde gerenciam projetos de automação, adaptam softwares aos processos já existentes e programam sistemas de informação e banco de dados. A área de meio ambiente também precisa do profissional, que ajuda grandes indústrias a diminuir desperdícios, a fazer uso racional da água e a reduzir a emissão de poluentes. No setor privado, a Vale (antiga Companhia Vale do Rio Doce) é uma boa empregadora.


O curso

Como em todas as engenharias, nos dois primeiros anos o forte são as aulas de matemática, física, química e muita informática. A partir do terceiro misturam-se as disciplinas de engenharia mecânica, eletrônica e computação. Em mecânica, você estuda termodinâmica e elementos de máquinas. Em eletrônica estão matérias como eletrônica analógica e digital e na área de computação, aulas de estrutura de dados e sistemas de informação. Também há disciplinas integrativas, entre elas projetos de máquinas e integração da manufatura por computador. Nas atividades em laboratório, o aluno aprende a desenvolver, a projetar, a analisar e a controlar máquinas operadas eletronicamente. O estágio é obrigatório. Algumas escolas exigem um projeto de conclusão de curso. Em outras, ainda, essa graduação é oferecida como habilitação de Engenharia Mecânica. Duração média: cinco anos.


O que você pode fazer

Acordo EUA-Colômbia

Novas bases militares provocam crise diplomática

O acordo assinado pelos Estados Unidos e pela Colômbia, com a finalidade de ampliar as bases militares norte-americanas em território colombiano, objetivando combater o narcotráfico na região, gerou tensão entre países sul-americanos. (Direto ao ponto: Ficha-resumo)

O impasse começou em julho de 2009, quando surgiram novas denúncias de colaboração da Venezuela com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Na ocasião, foram descobertos, em poder do grupo rebelde, lançadores de foguetes antitanque que o governo venezuelano havia comprado da Suécia em 1988.

Como a artilharia foi parar nas mãos dos guerrilheiros?

Os governos da Suécia e da Colômbia cobraram explicações do presidente venezuelano Hugo Chávez. Mas, ao invés de se justificar, Chávez partiu para o ataque: chamou de volta a Caracas o embaixador da Venezuela em Bogotá e suspendeu relações diplomáticas e econômicas com a Colômbia.

Tráfico de drogas

Não é a primeira vez que acusam Chávez de ajudar as Farc. Nos últimos meses, a divulgação de material apreendido em computadores dos rebeldes revelou que Caracas fornecia armas e trânsito livre à guerrilha comunista.


Um dos principais aliados do líder venezuelano, o presidente equatoriano Rafael Correa, também é suspeito de envolvimento com as Farc.

Em março de 2008, o exército colombiano bombardeou focos da guerrilha no Equador, o que levou, à época, ao congelamento das relações diplomáticas entre os dois países. Apesar dos indícios de cooperação com o grupo rebelde, Correa e Chávez fizeram reiterados desmentidos.

As Farc surgiram em 1964, inspiradas na Revolução Cubana. É o grupo guerrilheiro comunista mais antigo em atividade no mundo. Nos anos de 1980, a organização passou a controlar a produção e a comercialização de cocaína na Colômbia, que tem como principal mercado consumidor os Estados Unidos.

Outra fonte de recursos financeiros das Farc é o sequestro de civis. O caso mais famoso é o da candidata presidencial Ingrid Betancourt, resgatada em 2 de julho de 2008, depois de seis anos em cativeiro na selva colombiana.

Tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia (EU) consideram as Farc uma organização terrorista.

Polêmica das bases

O acordo entre EUA e Colômbia também teve um desdobramento político que transpôs as fronteiras entre os três países - Colômbia, Venezuela e Equador -, atingindo os Estados Unidos e, também, ameaçando a integração regional latino-americana.


Em resposta às novas denúncias de apoio às Farc, Chávez aproveitou para atacar o plano de reforço militar norte-americano na Colômbia. De acordo com o presidente colombiano Álvaro Uribe, o objetivo das bases é reforçar o combate ao narcotráfico. Porém, o regime chavista considerou o caso uma agressão e uma ameaça à soberania da Venezuela.

O Brasil engrossou as críticas e pediu mais transparência no acordo, deixando claro que não vê com bons olhos o movimento de tropas estrangeiras na região. Os Estados Unidos evitaram, num primeiro momento, comentar o assunto.

O acordo entre Washington e Colômbia prevê operações de 800 soldados - 600 deles civis contratados - em até cinco bases militares, no prazo de 10 anos (de 2009 a 2019). Estão previstos investimentos de US$ 5 bilhões (R$ 9,18 bilhões).

A Colômbia é a principal nação aliada dos Estados Unidos na América do Sul. Há quase uma década os países realizam operações militares conjuntas contra o narcotráfico dentro do chamado "Plano Colômbia", que hoje conta com 250 soldados americanos.

Pelas diretrizes, os Estados Unidos usarão as bases colombianas para patrulhar rotas aéreas e marítimas, usadas pelos traficantes para escoamento de drogas. O contrato foi firmado depois que o Equador se recusou a prorrogar o acordo para cessão da base aérea de Manta, cidade portuária na província equatoriana de Manabí.

Antiamericanismo

Toda a discussão envolvendo as operações militares norte-americanas na Colômbia tem um contexto histórico de relações nem sempre amistosas entre os países da América Latina e os Estados Unidos.

Até a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as intervenções militares nos países da América Central e do Sul eram comuns, visando interesses econômicos e estratégicos da Casa Branca.

Com o começo da Guerra Fria, Washington passou a apoiar indiretamente ditaduras militares, inclusive a ditadura militar no Brasil (1964-1985). A razão era evitar o avanço do comunismo nas Américas, como aconteceu em Cuba.

A partir da década de 1980, alguns países latino-americanos começaram um lento processo de redemocratização. A estabilidade política e econômica, entretanto, era precária. Mais recentemente, surgiu um movimento de refundação socialista liderado pelo presidente Hugo Chávez, e que tem como aliados o Equador, a Bolívia e Cuba.

Esse movimento é caracterizado, na política, pela concentração de poderes no Executivo, por meio de sucessivas consultas populares e mudanças na Constituição, a fim de assegurar a permanência no poder dos atuais presidentes. Para alguns analistas, trata-se de uma forma velada de ditadura. Em termos econômicos, o movimento atua no sentido de estatizar as empresas, o que já provocou conflitos diplomáticos com vários países, inclusive o Brasil.

Esforços diplomáticos

Para tentar amenizar o clima tenso, o presidente colombiano iniciou, na primeira semana de agosto de 2009, uma viagem por sete dos 12 países que compõem a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), incluindo o Brasil. Uribe pretende explicar o acordo com os Estados Unidos. Venezuela e Equador foram excluídos do roteiro.


A Unasul foi criada em 23 de maio de 2008, depois da crise desencadeada pela ação militar colombiana contra as Farc no Equador. Ela tem a finalidade de integrar os países da região.

Na próxima reunião da Unasul, prevista para ocorrer no dia 10 de agosto de 2009, em Quito, capital do Equador, o acordo da Colômbia com os Estados Unidos deverá ser o principal assunto em debate.

Apesar dos esforços diplomáticos, o impasse em torno da questão revela a fragilidade da própria Unasul - e o difícil processo de integração regional.

Fuvest recebe pedidos de isenção de taxa até 10 de agosto

A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular da USP) recebe até a próxima segunda-feira (10), os pedidos de isenção total ou parcial de taxa do vestibular 2010. A inscrição deve ser feita pelo site da Fuvest.

Após a inscrição online, o candidato deve enviar para a Fuvest, por carta registrada, os documentos exigidos pedidos no edital para a comprovação da situação socieconômica e a ficha emitida ao término da inscrição.

O endereço para envio é: Fuvest - Fundação Universitária para o Vestibular - rua Alvarenga, 1.945-1.951, Butantã, CEP 05509-004, São Paulo, SP. Os documentos também podem ser entregues nos campi da USP durante os dias de inscrição nos postos da Coseas. A documentação deve ser postada até 10 de agosto.

Os postos da Coseas (Coordenadoria de Assistência Social da USP) terão computadores disponíveis para a inscrição (em caso de dificuldade de acesso a algum candidato) em todos os campi da USP, nos dias 8 e 9 de agosto, das 8h às 17h.

Critérios para isenção

A avaliação econômica será realizada da seguinte maneira: a Coseas realizará uma triagem a fim de verificar se o formulário para solicitação de isenção encontra-se preenchido corretamente. Após essa verificação, os pedidos serão classificados de acordo com os seguintes critérios: renda por pessoa da família e demais itens constantes no questionário socioeconômico.


Para conseguir isenção, o candidato deve residir no Brasil e ter estudado ou estar estudando em escola pública e ter renda individual ou familiar per capita máxima de até R$ 605 (no caso de isenção total) ou de R$ 605,01 até o máximo de R$ 1.163 para ter 50% de redução na taxa. A qualquer momento, a Divisão de Promoção Social da Coseas poderá efetuar visita domiciliar à família do solicitante, como instrumento adicional de avaliação da situação socioeconômica do requerente.

A divulgação dos selecionados será feita em 23 de agosto. Os candidatos habilitados ou classificados devem se inscrever no vestibular de acordo com as normas que serão divulgadas pela Fuvest.

Bônus

O Pasusp (Programa de Avaliação Seriada da USP), programa que dá bônus de até 3% na pontuação da Fuvest 2010 para alunos de escolas públicas de São Paulo, recebe inscrições de 17 de agosto a 15 de setembro, somente pela internet. Para participar, é necessário se inscrever e realizar prova com 50 testes. As inscrições são gratuitas.

O exame será aplicado em 25 de outubro e terá 50 questões de múltipla escolha sobre o conteúdo cobrado no ensino médio; inglês não cairá na prova. O bônus é dado de acordo com a pontuação obtida e pode chegar a 3% sobre as notas da 1ª e da 2ª fase da Fuvest.

Os interessados devem estar cursando o 3º ano do ensino médio. Estudantes que tenham feito a prova do Pasusp no ano passado ainda poderão utilizar o bônus para o vestibular deste ano.

Além do Pasusp, a Fuvest oferece o bônus universal, que dá 3% de bônus para quem estudou em escola pública, e o bônus Enem, que dá até 6% de bonificação, de acordo com a pontuação obtida no exame. Os três bônus somados podem levar a acréscimo de até 12% na nota do vestibular.

Fuvest 2010

As inscrições do vestibular 2010 vão de 28 de agosto a 11 de setembro, também pela internet. A Fuvest seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo), para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa.


As provas específicas serão realizadas de 11 a 16 de outubro. A primeira fase será no dia 22 de novembro e a 2ª fase ocorre nos dias 3 a 5 de janeiro de 2010.

Em abril, a USP aprovou mudanças para o processo seletivo. O novo formato de vestibular manterá a primeira fase com 90 questões - mas as provas da segunda fase foram alteradas.

Além disso, a primeira fase não será contabilizada na pontuação final dos candidatos.

Obama anuncia 'início do fim' da crise

TYSONS CORNER, EUA, (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu na quinta-feira(6 de agosto de 2009) sua política de reativação da economia ao afirmar que o povo americano assiste ao "início do fim" da crise econômica.

Em um discurso pronunciado no subúrbio de Washington, para apoiar o candidato democrata ao governo da Virgínia, Obama retomou o vigor da campanha presidencial para defender seu plano de relançamento da economia, de 787 bilhões de dólares.

"É muito provável que estejamos caminhando para assistir ao início do fim da recessão", disse o presidente, ao citar suas medidas para combater o desemprego.

Os números sobre o desemprego serão publicados nesta sexta-feira e os especialistas antecipam uma taxa de 9,6%, algo sem precedentes em 26 anos.

Ao rebater as críticas de seus adversários republicanos, Obama lembrou que "esta crise foi gerada há vários anos. Não começou no mês passado. A crise bancária não começou no meu mandato, que a verdade seja dita".

O presidente se referia a seu predecessor, o republicano George W. Bush.

O bureau de orçamento do Congresso informou hoje que o déficit no orçamento dos Estados Unidos atingiu 1,3 trilhão de dólares em julho, sobre os dez primeiros meses do exercício em curso, que termina no dia 30 de setembro.

A cifra é superior aos 880 bilhões de dólares de déficit que registrava o orçamento no mesmo período do ano anterior.

Os republicanos afirmam que o plano de estímulo à economia de Obama apenas aumenta o déficit e não gera empregos.

Meditar utilizando gestos com as mãos pode trazer bem-estar em minutos

Bruxismo provoca sintomas semelhantes aos de dor de cabeça crônica e enxaqueca
Mal acomete mais as mulheres, pois somatizam mais os problemas do que os homens concentrando muita energia na região da cabeça

Competições no trabalho, dificuldades financeiras e sentimento de culpa com relação aos filhos pequenos são queixas comuns entre mulheres que sofrem de bruxismo (apertar e/ou ranger os dentes durante o sono) e dores craniofaciais. “A dor têmporomandibular costuma repercutir por toda a cabeça, maxilar, pescoço, ouvidos e até mesmo nas costas, limitando atividades como falar, morder e mastigar”, diz o cirurgião-dentista Marcelo Rezende.

Segundo o especialista, o tratamento do bruxismo também passa pelo diagnóstico e tratamento de depressão, estresse, ansiedade ou medo. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Pesquisa Crâniofacial e Dental revela que 10,8 milhões de pessoas sofrem de dores na articulação têmporomandibular. Muitas das pacientes que desconhecem a doença chegam a acreditar que se trata de dor de cabeça crônica ou enxaqueca.

“As mulheres somatizam mais os problemas do que os homens, concentrando muita energia na região da cabeça. Durante os períodos mais críticos, a paciente pressiona tanto as arcadas dentárias que é como se uma pessoa passasse 24 horas por dia trabalhando o músculo da perna. Em pouco tempo, a dor se torna insuportável e a paciente tem a impressão de que tudo dói”, diz.

O dentista diz que alguns fatores locais também contribuem para acentuar a dor, como alterações respiratórias, o vício de roer unhas ou o hábito de mascar chicletes. “É importante que um profissional preparado identifique as causas do distúrbio, orientando sobre pequenas mudanças que contribuirão para atenuar o problema. Pacientes com disfunção têmporomandibular devem fazer uso noturno de uma placa interoclusal, que restringe o movimento de apertar ou ranger os dentes durante o sono. Além disso, deve receber acompanhamento clínico constante”.

Cobra marinha finge ter duas cabeças para enganar predadores

Uma pesquisa dinamarquesa revelou que uma espécie de cobra marinha venenosa encontrada na Ásia usa marcas na pele e faz movimentos para dar a impressão aos predadores de que o seu rabo é uma segunda cabeça. Os cientistas da Real Academia Dinamarquesa, em Copenhague, descobriram que a cobra da espécie Laticauda colubrina torce o rabo de uma forma que dá a ilusão de que tem duas cabeças. Os estudiosos acreditam que esse "disfarce" seja uma evolução que protege a cobra marinha de ataques enquanto procura por suas presas. Apesar de ser extremamente venenosas, estas cobras são vulneráveis a vários predadores, incluindo tubarões e outros peixes. "Isto (a estratégia de fingir ter duas cabeças) pode aumentar as chances (de as cobras) sobreviverem a ataques de predadores, ao expor uma parte do corpo 'menos' vital", afirmou Arne Rasmussen, que liderou a pesquisa. "Mas, mais importante, pode impedir o ataque se (os predadores) acharem que o rabo é tão venenoso quanto a cabeça da cobra", acrescentou. Mergulho Rasmussen e seus alunos estudaram as cobras marinhas ao mergulharem na costa da ilha Bunaken, na Indonésia. Eles seguiram espécimes da Laticauda colubrina enquanto elas nadavam entre corais e fendas submarinas, procurando por alimento. Rasmussen notou a ilusão das duas cabeças quando viu uma cobra com a cabeça aparentemente virada para ele enquanto "examinava" os corais com o rabo. A "segunda cabeça" da cobra então emergiu do meio dos corais e ele percebeu que a primeira cabeça que tinha visto era, na verdade, um rabo. Rasmussen e seus colegas examinaram quase cem destas cobras marinhas em três grandes coleções de museus em Paris, Berlim e Copenhague, e monitoraram o comportamento de cobras selvagens durante uma expedição às Ilhas Salomão. A pesquisa confirmou que cada espécime de Laticauda colubrina tem variações de sua coloração característica - uma marca amarela brilhante em formato de ferradura na ponta da cabeça e do rabo e padrões semelhantes de marcas pretas. A pesquisa foi publicada na revista especializada Marine Ecology