domingo, 2 de agosto de 2009

Atenção à linguagem afetiva das mãos!

O cérebro se prepara para perceber os gestos emocionais, descobriram neurocientistas

Você já se deu conta de que as mãos são capazes de transmitir uma riqueza infinita de gestos, que comunicam diferentes significados entre os seres humanos? Sabia que a riqueza dos gestos manuais humanos não tem paralelo entre os animais?

Alguns gestos com
unicam informações objetivas, como números – é possível contar pelo menos até dez, posicionando especificamente os diferentes dedos das mãos. Outros gestos indicam alvos para orientar a atenção do interlocutor: veja aquele carro vermelho! E o indicador se estende com o punho fechado, apontando o objeto indicado.

Tudo com grande sutileza: o indicador estendido com a mão fechada na horizontal aponta
; porém, se a mão for colocada à frente na vertical, trata-se de uma ameaça! Se, além disso, o polegar também se estender, a mão passa a representar um revólver – ameaça ou brincadeira.

O vocabulário das mãos é infinito e contribui para enriquecer a linguagem falada com uma dimensão que os linguistas chamam prosódia. Ela complementa as informações linguísticas ou acrescenta a elas um tom emocional que pode até mudar o sentido do que está sendo dito.



O gesto em preto tem o mesmo significado na maioria das culturas ocidentais, mas o gesto em vermelho significa uma coisa nos Estados Unidos e outra muito diferente no Brasil... Ganchos de parede de autoria dos designers ingleses Yve Thelermont e David Hupton.



O vocabulário gestual das mãos, obviamente, tem aspectos biológicos determinados pelo repertório comportamental transmitido pelo genoma, mas sofre também uma grande influência social e cultural.

Alguns gestos atravessam as culturas humanas e têm funções adaptativas importantes. Ao percebermos alguém que se aproxima para nos agredir, instantaneamente levamos as mãos espalmadas à frente para contê-lo – é um gesto de defesa inato.

Porém, se você tem dúvida sobre a importante determinação cultural e social de outros gestos, repare na figura ao lado. Não se atreva a utilizar o gesto em vermelho em ambientes de fino trato!

A percepção dos gestos

Sendo os gestos uma forma de comunicação da maior importância, como é que os percebemos? De que modo o cérebro atua para identificá-los em um par de mãos que não para de se mover, e decodificar o seu significado de forma a orientar o comportamento subsequen
te?

Essa questão tem interessado os neurocientistas desde que se descobriu que a face humana dispõe de regiões cerebrais inteiras para sua percepção. Essas regiões contêm neurônios especializados na identificação das faces e expressões que somos capazes de produzir. Será que o mesmo ocorreria com os gestos?

Um aspecto particular dessa questão é avaliar se os gestos que contêm informação emocional são tratados com mais atenção pelos sistemas perceptuais do cérebro, para tornar mais efi
ciente a sua identificação e agilizar a elucidação do seu significado. Durante uma conversa com alguém importante para você, é preciso estar preparado para sacar rapidamente qualquer informação de prazer ou desprazer, agrado ou desagrado, aprovação ou reprovação. A atenção tem que ser redobrada!

Os gestos são percebidos visualmente pelo sistema nervoso a partir da retina, que envia ao cérebro as informações de cor, movimento, localização espacial, forma e outros aspectos das mãos do interlocutor. No córtex cerebral essa informação é canalizada para áreas especializadas na identificação de diferentes objetos, entre eles as partes do corpo e, entre estas, as mãos. Mas as mãos podem se mover ou se posicionar sem que isso signifique qualquer coisa. Como saber?

Atenção para as mãos!

Um grupo de pesquisadores alemães das Universidades de Konstanz e de Münster, liderados por Tobias Flaisch e Markus Junghöfer, propôs-se a testar a hipótese de que os gestos emocionais teriam a capacidade de orientar a atenção visual, permitindo um processamento perceptual preferencial e mais eficiente do seu significado.

Para isso, recrutaram um grupo de voluntários jovens de a
mbos os sexos. Eles foram submetidos a testes que consistiam simplesmente na observação de fotografias de mãos efetuando gestos como se pode ver abaixo.


O gesto da esquerda tem caráter emocional positivo: OK. O do meio é neutro: pode significar o número 1 ou apontar para cima. Já o da direita é considerado um insulto.


Inicialmente, os voluntários foram solicitados a avaliar os três gestos, atribuindo-lhes uma nota segundo a sua carga emocional. Como se esperava, o polegar apontado para cima não teve avaliação negativa (claro, é um sinal de OK...); o indicador apontado para cima mostrou-se neutro, com notas intermediárias; e o terceiro dedo estendido teve a carga emocional considerada muito negativa. Nada de especial, até aí.

O cérebro presta mais atenção aos gestos emocionais

Na etapa seguinte, os voluntários foram divididos em dois grupos e submetidos a dois estudos complementares. Em um caso, vestiam uma touca com eletrodos para registro do eletroencefalograma (EEG), enquanto as imagens dos gestos eram apresentadas diante dos olhos, em sequência aleatória. No outro caso, as imagens eram projetadas com os sujeitos dentro do aparelho de ressonância magnética. O objetivo era comparar a atividade cerebral em áreas restritas do córtex para gestos emocionalmente negativos, positivos ou neutros.



Comparado com o gesto neutro, o terceiro dedo apontado para cima provoca maior atividade do eletroencefalograma (EEG) nas regiões de processamento visual, o que pode ser confirmado pela imagem de ressonância magnética funcional (RMf). Modificado de T. Flaisch e colaboradores. NeuroImage 45:1339-1346 (2009).

Os resultados foram surpreendentes. A atividade cerebral nas áreas visuais responsáveis pela identificação das mãos mostrou-se bem maior para os gestos carregados de conteúdo emocional negativo do que para aqueles com conteúdo emocional positivo, e bem mais ainda em comparação com os neutros.

O estudo com o EEG mostrou, além disso, que a atividade nas regiões visuais ocorre antes quando os gestos têm alguma carga emocional. Isso significa que essas regiões do cérebro são “preparadas” para processar com mais rapidez esses gestos, e mais lentamente no caso daqueles que não têm carga emocional.

E mais: o hemisfério cerebral direito apresentou sempre maior atividade durante o experimento do que o hemisfério esquerdo, indicando que é mesmo o nosso especialista em emoções, isto é, aquele que interpreta mais precisamente o significado emocional das coisas.

Quando uma área do cérebro encarregada de algum aspecto da percepção sensorial é sensibilizada de modo privilegiado para o processamento, dizemos que a pessoa está realizando uma percepção seletiva, o que é uma forma de atenção. Prestamos mais atenção ao que nos interessa mais perceber. O cérebro faz isso preparando-se para receber os estímulos relevantes, por meio da sensibilização da área cerebral correspondente.

A conclusão é que os gestos emocionais são estímulos relevantes para nós e que, por isso, nosso cérebro fica focalizado neles. Portanto, cuidado com as mãos! Seu interlocutor está prestando muita atenção nelas...

Revista Superinteressante Agosto 2009

Revista Superinteressante

Edição: 268 - Agosto 2009
Tamanho: 11 mb
Formato: pdf
Páginas: 100

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CAPA
O perigo está aqui dentro
A ameaça de vírus e bactérias está maior do que nunca. Temos chance contra eles?
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SUPERPAPO
Maconha sem tabu
Até o Obama diz que fumou. Veja o que isso tem a ver com a legalização.
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EDUCAÇÃO
É o fim do recreio
Nós inventamos a infância - e agora estamos acabando com ela. Entenda as crianças de hoje em dia.

ORÁCULO
Chegou a seção que responde as suas perguntas! Saiba por que as moscas esfregam as patas.

CÉREBRO CONSUMISTA
Conheça as propagandas que têm mais apelo para os seus neurônios.

CIÊNCIA TOPA TUDO
Entenda como as pesquisas conseguem provar qualquer coisa.

SUPERFOCO
A lente de contato que faz os cegos enxergar.

GABARITOS DO RH
Conheça os testes mais populares em entrevistas de emprego.

DICIONÁRIO VISUAL
De onde surgiu o símbolo do paz e amor?

DEZ IDEIAS DO FUTURO
Aliens na terra, vida artificial, telepatia: os avanços que vão mudar o mundo. E é tudo verdade.

SUPERFOCO
As árvores também poluem, sim, senhor.

TENDÊNCIAS
O futuro será de graça?

TENDÊNCIAS
Os infomerciais estão em alta.

Epilepsia em xeque

Estudo com células-tronco da PUCRS abre novo horizonte para o tratamento de crises epilépticas

Pacientes com epilepsia têm agora uma nova esperança. Um tratamento inédito, baseado na aplicação de células-tronco, vem apresentando resultados que superam as melhores expectativas. Em estudo conduzido pelo neurologista Jaderson Costa, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), oito pacientes foram submetidos ao novo método e apresentaram melhoras significativas.

Imagens da atividade cerebral durante uma crise epiléptica. As regiões mais claras representam áreas em que as descargas elétricas são mais intensas (foto: Harvard Medical School).

A ideia do tratament
o é simples. “Retiramos células-tronco da medula óssea do paciente e, por meio de um cateter introduzido na artéria femural, chega-se à artéria cerebral correspondente ao local da alteração. As células-tronco são aí injetadas, irrigando a área alterada pelo quadro epiléptico”, explica Costa. Seis meses após o início do procedimento, os pesquisadores contabilizam ganhos animadores.

Atualmente, casos de epilepsia costumam ser tratados com remédios. Porém, cerca de 30% dos pacientes não respondem à medicação. Nesse caso, a alternativa é a cirurgia. “Mas nem todos os pacientes são elegíveis para esse procedimento, e uma intervenção cirúrgica dessa natureza sempre envolve riscos consideráveis, visto que o cérebro é uma área bastante delicada”, diz Costa.

A epilepsia decorre de descargas elétricas anormais em determinada região do cérebro. Pode ser causada por fatores capazes de alterar a atividade regular dos neurônios, como golpes na cabeça, infecções cerebrais, abuso de drogas ou álcool, entre outros.

Na maioria dos casos, porém, as causas que levam ao desenvolvimento da doença são desconhecidas. Em geral, pessoas com epilepsia podem apresentar convulsões, espasmos musculares e perda de consciência. Estima-se que a doença atinja cerca de 2% da população mundial.

Reconhecimento
A equipe do neurologista da PUCRS trabalha no projeto há sete anos. “Inicialmente, estudamos o potencial das células-tronco para controlar crises epilépticas em animais. Como os resultados foram satisfatórios, decidimos em 2008 fazer o primeiro teste em seres humanos”, conta. Para isso foram selecionados pacientes com epilepsia no lobo temporal, região do cérebro localizada acima das orelhas. É um quadro que frequentemente não pode ser tratado só com remédios, e a alternativa é a cirurgia.

A aplicação de células-tronco nos pacientes funcionou bem, sugerindo um novo horizonte para o tratamento do distúrbio. Até março de 2010, quando a equipe pretende concluir a primeira parte do estudo, cerca de 20 pacientes deverão ter sido testados. Costa não esconde seu otimismo: “Com base no que obtivemos até agora, as perspectivas são bastante promissoras.”

As pesquisas estão sendo feitas no Instituto do Cérebro e no Hospital São Lucas, ambos vinculados à PUCRS. O projeto foi apresentado no 5º Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, promovido em Gramado (RS) em junho último, e no 7º Encontro Anual da Sociedade Internacional de Pesquisas em Células-tronco (ISSCR), realizado no início deste mês em Barcelona, Espanha.

Uma estrela com penas

Conheça o papa-moscas-estrela, ave que só é encontrada na Mata Atlântica

Quem acha que só existem estrelas no céu, no mar ou no cinema, engana-se! Na floresta – mais precisamente na Mata Atlântica –, também é possível encontrar estrelas, mas do tipo emplumadas: estamos falando do papa-moscas-estrela!

A esta ave aplica-se bem o nome “passarinho” – ela tem menos de 10 centímetros de comprimento! E embora seja menos famoso, o papa-moscas-est
rela é tão bonito quanto qualquer galã do cinema. Possui a cabeça marrom-avermelhada, as costas verdes, o peito cinza e a barriga branca. Uma de suas principais características é a cauda em formato de tesoura, com as pontas pretas e brancas, motivo pelo qual algumas pessoas o chamam de “maria-tesourinha”.

Procura-se!
Nome científico: Hemitriccus furcatus.
Nome popular: Papa-moscas-estrela.
Tamanho: 9,2 centímetros de comprimento.
Local onde é encontrado: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.
Hábitat: áreas montanhosas da Mata Atlântica com presença de taquara.
Motivo da busca: animal ameaçado de extinção!


O papa-moscas-estrela é uma espécie endêmica da Mata Atlântica, ou seja, só pode ser encontrado neste ecossistema. Seu hábitat são áreas montanhosas de florestas bem preservadas com presença de taquara (um tipo de vegetação de caule oco com folhas espaçadas), nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

A ave vive embrenhada no meio do taquaral e, por conta de ser pequenina, passa facilmente despercebida para aqueles que não conhecem o seu canto, uma seqüência rápida de sons do tipo metálico (clique aqui e ouça). Por ser uma espécie bastante difícil de ser encontrada e observada, os ornitólogos (especialistas em aves) sabem muito pouco sobre seus hábitos. Para se ter uma ideia, até hoje, ninguém teve sequer a sorte de encontrar seu ninho!

Integrante da família Tyrannidae – que inclui também pássaros como o famoso bem-te-vi – o papa-moscas-estrela, assim como os demais tiranídeos, e como seu próprio nome diz, tem os insetos como principal alimento. E essa ave muitas vezes captura sua refeição com muita habilidade em pleno voo.

Por conta da destruição da maior parte da Mata Atlântica, o papa-moscas-estrela, assim como várias outras espécies que dependem desse ecossistema, encontra-se seriamente ameaçado de extinção. A continuidade da destruição das florestas pode fazer com que essa pequenina estrela da Mata Atlântica se apague para sempre.

Ecologia e Meio Ambiente: No lixo comum, não!

Crianças incentivam as pessoas a recolher e descartar corretamente pilhas e baterias

Você sabia que a pilha do controle remoto, da lanterna ou do rádio pode ser prejudicial ao meio ambiente e à sua saúde? Isso acontece porque pilhas e baterias são feitas de materiais muito tóxicos, que podem contaminar solos, rios, plantas e animais, se elas forem jogadas no lixo comum. Sabendo disso, que tal reunir os amigos e alertar as pessoas sobre a importância de jogar fora, de maneira apropriada, pilhas e baterias? Foi o que fez um grupo de alunos da escola Balão Vermelho, de Belo Horizonte, Minas Gerais. Em dois meses, eles já mandaram 3.680 pilhas para reciclagem!
Primeiro, meninos e meninas colaram cartazes com esse tema e pintaram cestos de lixo feitos para recolher pilhas e baterias. A ideia era chamar atenção, na escola e nas proximidades, para os papa-pilhas – o ape
lido das latas de lixo – de forma que eles fossem mais usados. As crianças elaboraram ainda panfletos e os distribuíram pela região. “A gente fez isso várias vezes para as pessoas saberem que usar o papa-pilhas é muito importante para a natureza. Foi muito legal!”, conta Joana El-khouri Medeiros, de cinco anos, que depois acompanhou a entrega do material recolhido a uma instituição bancária, que o jogou fora de forma apropriada.

Um veneno para a natureza


Mauro Rebelo, biofísico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, explica que as pilhas são um problema no mundo todo e, portanto, um trabalho como o dos alunos mineiros merece elogios. “Uma pilha é um veneno concentrado: reunimos elementos extremamente tóxicos que não ocorrem de forma livre na natureza e, depois do uso, não sabemos como destruí-los”, alerta. O jeito, então, é, ao menos, mandarmos esse material para depósitos específicos, como ocorreu com as 3.680 pilhas recolhidas pela escola Balão Vermelho.
Mas o qu
e será que acontece com as pilhas nesses locais? Depois de desencapadas, elas seguem para fornos industriais dotados de filtros, que impedem a emissão de gases poluentes. Nesse processo, obtêm-se produtos para a indústria química, sendo que as sobras vão para um depósito industrial, que impede o contato com a natureza.

As pilhas são feitas de materiais tóxicos – elementos químicos chamados metais pesados, como o cádmio, o mercúrio e o lítio – que não desaparecem da natureza e têm uma capacidade surpreendente de acumular-se no corpo de organismos vivos

Por um mundo melhor no futuro
Os alunos da escola Balão Vermelho sabem bem como as pilhas são descartadas. “Se não queimar o caldinho tóxico que tem dentro das pilhas, ele entorna na natureza e polui”, explica Antônio Barreto Souza Corrêa, de cinco anos, que, junto com seus amigos de escola, já visitou até um aterro sanitário: um local para onde é levado todo o lixo produzido por uma cidade!
Para o biofísico Mauro Rebelo, o mais importante no trabalho realizado pelos alunos da escola Balão Vermelho é seu efeito ao longo do tempo. “Essas crianças começaram a fazer isso com cinco anos, então, quando estiverem com cinquenta, já terão ajudado um bocado”, aposta o pesquisador.

Quem manda no coração?

Descubra como ele é capaz de continuar batendo mesmo fora do corpo de um animal!

Uma professora convidou a turma da CHC para conhecer seu laboratório. Quando chegamos lá, ela foi logo nos mostrando um coração batendo, tum, tum, tum, funcionando mesmo, embora já estivesse fora do corpo do animal. Parecia mágica. Ela nos explicou como é que isso acontecia, e contamos aqui o resumo dessa conversa.

O coração pode continuar funcionando fora do corpo do animal por algum tempo se mantido em condições parecidas com as normalmente existentes no interior dos organismos: uma composição química semelhante à do meio interno dos animais, uma fonte de energia adequada -- que no caso do coração é principalmente a glicose --, além do oxigênio, que permite a utilização de energia por parte das células.

Mas qual é a importância de manter um coração vivo e funcionando fora do corpo do animal? Isso permite estudar o funcionamento do coração em pelo menos dois aspectos: suas funções e os mecanismos que fazem com que ele funcione normal ou anormalmente. Além disso, pode-se também estudar a ação que certas substâncias têm sobre o coração É assim que se testam a eficácia e a validade do uso de um novo medicamento no tratamento das doenças.

Repare que embora haja gente que possa pensar que é desumano sacrificar animais para fazer pesquisa científica, isso é essencial para conhecer coisas que podem contribuir para melhorar a vida tanto das pessoas quanto dos próprios animais.

A próxima pergunta é quem comanda o coração. Como ele bate ritmadamente? Como é capaz de bater fora do corpo animal, livre da ação do sistema nervoso e hormonal, que são os dois grandes controladores do funcionamento dos diversos sistemas do organismo? A resposta tem que vir por partes.

Todo mundo já ouviu falar de eletrocardiograma: viu na TV, no cinema. Médicos acompanhando eletrocardiogramas de pessoas doentes, na tela de um monitor, com bip e tudo. O eletrocardiograma (de cardio, coração) é o registro da atividade elétrica do coração. Mas como essa atividade elétrica é produzida? Ela é gerada a partir de inversões temporárias na diferença de potencial elétrico entre o interior das células cardíacas e o meio que as circundam. No coração, que é um tipo muito particular de músculo, essa inversão funciona como um sinal para que suas células se contraiam.

O coração é capaz de continuar batendo isolado do corpo porque ele tem dentro dele um grupo de células, também musculares, que são capazes de inverter ritmicamente o potencial entre elas e o meio que as circundam. Essa inversão se espalha por todo o coração e, conseqüentemente, ele se contrai ritmicamente. Esse espalhamento da inversão de potencial elétrico através do coração pode ser captado na superfície do corpo e registrado numa tira de papel ou em um monitor. É o eletrocardiograma.

Você já sabe, então, como e para que serve um coração que bate sozinho em um laboratório de pesquisa. Sobre as funções do coração, a principal e as secundárias, a gente fala de outra vez!

Saibam mais sobre as Profissões!! CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO


21-Ciência da Computação

Criar programas de informática é a principal atribuição desse profissional. Para isso, ele analisa as necessidades dos usuários, gerencia equipes de criação e instala sistemas de computação. É esse cientista quem elabora softwares, desde programas básicos de controle de estoque até os mais complexos sistemas de processamento de informações, como os utilizados nas pesquisas espaciais e na medicina genética. Dá assistência aos usuários, mantém redes de computadores em funcionamento e assegura as conexões com a internet. Em indústrias e institutos de pesquisa, implanta bancos de dados e instala sistemas de segurança para as operações de compra e venda pela rede. Além do conhecimento em computação, o mercado precisa de profissionais na área de vendas, com desenvoltura para negócios. Por conhecer a parte técnica, o cientista tem mais sucesso ao oferecer o produto de forma customizada ao cliente, explica Luiz Angelo DAmore, 36 anos, analista de sistemas da Telemática Sistemas Inteligentes, de São Paulo (SP). DAmore trabalha no desenvolvimento de soluções voltadas ao controle de acesso e identificação de pessoas, destinadas principalmente ao governo. Se um visitante chega a um local controlado, por exemplo, recebe um crachá com microtransmissores que são rastreados. Isso permite mapear sua locomoção. Elaboramos a solução completa, desde a tecnologia usada nos crachás até os sistemas de monitoramento em vídeo com câmeras para reconhecimento facial, conta o analista. Como as demandas de cada cliente são diferentes, nunca um trabalho é igual ao outro. O cientista da computação coleta os dados da empresa, levanta suas necessidades e, no escritório, desenvolve o produto. Os prazos geralmente são curtos e o trabalho exige viagens constantes.

O mercado de trabalho

A carência de profissionais da área de Tecnologia da Informação no país aumentou a demanda. Algumas estimativas apontam um déficit mundial de cerca de 300 mil profissionais, sendo 50 mil só no Brasil, diz Luís Fernando Friedrich, coordenador do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Graças à abrangência da formação, esse bacharel pode atuar em diversos segmentos do mercado. As maiores chances de colocação estão em empresas de auditoria, de telecomunicações e da área financeira, além de consultorias e empresas de informática, como Accenture e IBM, respectivamente. Nelas, o profissional trabalha principalmente com suporte, desenvolvimento de sistemas e implantação de novas tecnologias e softwares. Além disso, a expansão do uso de redes de computadores e de softwares nas áreas médica e educacional amplia o mercado de trabalho para o graduado, afirma Luís Friedrich. As vagas se concentram em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e Manaus, onde há pólos de produção de softwares. Na região Nordeste, especialmente nos estados de Pernambuco e Paraíba, a demanda é crescente. No setor público, em menor escala, há concursos para o especialista atuar na instalação e no gerenciamento de infra-estruturas de informática, que são essenciais para qualquer área do governo funcionar. Os recém-formados podem ainda montar suas próprias empresas, nas quaisdesenvolvem sistemas para companhias maiores A especialização em engenharia de software e banco de dados também garante boa colocação no mercado.


O curso

O curso, que dura em média quatro anos, exige que você tenha facilidade para raciocínios abstratos e fazer contas, pois ele é uma maratona de cálculos. As disciplinas básicas incluem matemática, física, eletricidade, eletrônica, fundamentos da computação e linguagens formais. Fique preparado para se envolver também em atividades que buscam o aprimoramento da capacidade de expressão e do relacionamento humano. Entre as matérias optativas estão princípios de interação homem-computador e informação, comunicação e a sociedade do conhecimento. Para que o estudante possa gerenciar o próprio negócio, a maioria dos cursos inclui no currículo disciplinas de administração e empreendedorismo. Na conclusão do curso é exigida uma monografia. Outros nomes: Comput. e Inform., Inform. de Gestão


O que você pode fazer

Importação de lixo

Destino dos dejetos é grande desafio ambiental

A descoberta de contêineres provenientes do Reino Unido, com 1.500 toneladas de lixo tóxico, nos portos de Santos (SP) e do Rio Grande do Sul, é apenas uma amostra de um dos maiores problemas enfrentados pelo mundo globalizado. O destino do lixo produzido pela sociedade tornou-se um negócio que movimenta bilhões de dólares e envolve desde empresas lícitas até o crime organizado. (Direto ao ponto: Ficha-resumo)

Lixo tóxico é todo tipo de material descartado que traz riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Por isso, precisa receber um tratamento adequado para ser jogado fora. Ele compreende desde pilhas, lâmpadas fluorescentes e remédios vencidos do lixo doméstico comum, até lixo hospitalar, industrial e nuclear.

O carregamento que chegou aos portos brasileiros estava "disfarçado" numa carga de lixo reciclável, que é aquele formado por materiais - como plástico, papelão, vidro e alumínio - que podem ser reutilizados pela indústria na fabricação de novos produtos. Autoridades investigam os responsáveis para saber se houve engano ou má-fé no envio dos contêineres.

O caso provocou indignação no Brasil. Porém, os comércios legal e clandestino de lixo funcionam há muitos anos, acumulando escândalos desde a década de 1980. O mercado internacional do lixo surgiu da necessidade de se depositar, em algum local, a imensa quantidade de lixo produzido pelos países ricos, bem como da demanda, pelo setor industrial, por materiais recicláveis.

Mesmo o lixo tóxico pode ser negociado, contanto que haja concordância entre os países envolvidos, o que não ocorreu no caso envolvendo Brasil e Reino Unido.

Desde o final dos anos de 1990 surgiram tratados e leis para regular as transações comerciais envolvendo lixo, de modo a impedir que países pobres se transformem nos depósitos dos países desenvolvidos. Mesmo assim, máfias que agem globalmente, como a napolitana Camorra, ganham dinheiro com atividades ilícitas que incluem o transporte e o descarte de lixo tóxico.

Reciclagem
Poucas pessoas sabem, mas o Brasil compra lixo, de forma lícita, para abastecer a indústria nacional. De acordo com reportagem publicada recentemente pelo jornal O Estado de São Paulo, o Brasil gastou, em um ano e meio, US$ 257,9 milhões (R$ 485,8 milhões) na importação de 223 toneladas de lixo "limpo" (papelão, plástico, alumínio etc.).

O motivo da importação é que o país recicla apenas 22% do seu lixo, por falta de coleta seletiva. Segundo dados de 2008 da ONG Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), apenas 7% dos municípios brasileiros possuem coleta seletiva, que atende a 14% da população (e desse total, quase metade reside na região Sudeste).

Enquanto isso, a indústria precisa de matéria-prima para produzir papel, roupas e embalagens. Assim, a solução é importar. Ou seja, comprar produtos como aquelas garrafas PET que poluem os rios e canais que cortam as cidades. Para se ter uma ideia da importância da reciclagem para a indústria, com a fibra reciclada de apenas duas garrafas PET é possível confeccionar uma camiseta.

O Reino Unido também compra lixo para atender o mercado interno, ao mesmo tempo em que exporta lixo tóxico para países que têm condições de fazer a reciclagem ou dar um destino mais adequado. Para empresas, é mais barato enviar lixo tóxico para outro país do que investir em uma infra-estrutura própria - usinas para reciclar plástico, por exemplo - que atenda às exigências ambientais.

Por este motivo, um dos países que mais faturam com o lixo é a China. Os chineses compram toneladas de todo tipo de resíduo e usam mão-de-obra barata e disponível - que trabalha em condições muitas vezes degradantes - para extrair a matéria-prima que as empresas tanto precisam. O país é, atualmente, o maior processador do lixo ocidental, e ganha uma fortuna com esse serviço. Não é à toa que uma das mulheres mais ricas do mundo é a chinesa Yan Cheung, que atua no setor de reciclagem de papelão.

Outro destino comum do lixo tóxico produzido nos países ricos é a África, num comércio clandestino que conta com a falta de fiscalização ou mesmo a corrupção dos governos locais. O crime organizado também investe no negócio, tornando cada vez mais difícil separar o que é lícito e ilícito nesse comércio.

Para impedir o avanço do lixo nos bolsões de pobreza, em 1992 entrou em vigor a Convenção da Basileia, o principal tratado internacional de controle e regulamentação do comércio de lixo. O documento já foi assinado por mais de 50 países desenvolvidos, incluindo os países da União Europeia (UE). No entanto, os Estados Unidos, que possui o maior mercado consumidor do mundo, até hoje não ratificou o tratado.

Lixo Eletrônico
Um dos tipos de lixo tóxico que mais são produzidos hoje no mundo é o chamado lixo eletrônico (em inglês, o e-waste). Lixo eletrônico é aquele gerado pelo descarte de televisores, computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos que contêm substâncias poluentes e que oferecem risco à saúde humana, como o chumbo, o mercúrio, o berílio e o cádmio. Menos de 10% desse lixo é reciclado.

A indústria eletrônica é uma das maiores do planeta. Como a demanda do mercado cresce a cada ano - e o tempo de vida útil dos produtos é cada vez mais reduzido -, há um aumento de lixo eletrônico. O que fazer com o computador obsoleto, o celular fora de moda ou o aparelho de TV velho?

Nos Estados Unidos, 80% do lixo eletrônico é enviado de navio para países asiáticos, como Índia e China. África e países da América Latina também são destinos comuns para materiais eletrônicos descartados. Em comunidades pobres, computadores de segunda mão são reutilizados, mas boa parte chega sem quaisquer condições de aproveitamento.

Na África, estima-se que mais de 75% do e-waste não é reaproveitado, sendo descartado ou queimado em condições inadequadas, contaminando o solo, a água e o ar. Computadores que são despejados nos lixos britânicos (responsáveis por 15% do e-waste europeu) acabam em favelas de países como a Nigéria, onde, depois de retiradas peças economicamente viáveis, viram verdadeiras "bombas químicas" na natureza.

Uma solução para esse problema seria obrigar as empresas a trocarem os componentes tóxicos dos produtos fabricados. Na União Europeia, foi aprovada uma lei que proibiu, a partir de julho de 2006, a venda nos países-membros de artigos eletrônicos que contenham substâncias nocivas à saúde.

Ainda assim, as companhias são relutantes em adotar medidas que previnam a poluição pelo lixo eletrônico. Os governos também falham na fiscalização e os consumidores nem sempre adotam os cuidados necessários na hora de se desfazer do monitor de computador ou do aparelho de ar condicionado velhos.

Num mundo globalizado, nações encontraram no livre comércio uma forma de lidar com o lixo produzido em massa. Mas negócios ilegais, envolvendo enormes quantias de dinheiro, ameaçam transformar países emergentes ou pobres em depósitos de lixo do mundo, afetando o meio ambiente. Por essa razão, há cada vez mais necessidade de tornar o mercado transparente e regularizado.

ITA abriu as inscrições do vestibular 2010

O ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), em São José dos Campos (SP), abriu no sábado (1º) as inscrições para o vestibular 2010. São oferecidas 130 vagas para o ano letivo de 2010, sendo 50 vagas privativas (destinadas a não civis) e 80 ordinárias (destinadas a civis).

O instituto oferece cursos de engenharia nas especialidades aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica e computação. O prazo de inscrição vai até 15 de setembro.

Os pedidos devem ser feitos pela internet: Os candidatos devem preencher o formulário de inscrição, imprimi-lo e pagar o boleto bancário até o dia 15 de setembro. A inscrição só será efetivada depois que o candidato pagar a taxa; é necessário guardar o comprovante original de pagamento até a comprovação da inscrição pela internet.

Para se inscrever, é necessário atender aos seguintes requisitos:

  • Ser brasileiro nato, solteiro e não arrimo de família;
  • ter no máximo 23 anos de idade no dia 31 de dezembro de 2009;
  • ter concluído ou estar concluindo o ensino médio. Caso contrário, o interessado poderá se inscrever, porém não concorrerá a vagas;
  • estar apto a prestar o serviço militar no 1º ano do curso fundamental (Lei 6165, de 09/12/1974 e Decreto 76.323, de 22/12/1975);
  • pagar a taxa de inscrição de R$100.

  • Provas

    As provas do vestibular serão aplicadas entre os dias 15 e 18 de dezembro, de acordo a ordem abaixo:


  • 15 de dezembro: física;
  • 16 de dezembro: português e inglês;
  • 17 de dezembro: matemática;
  • 18 de dezembro: química.

  • A divulgação da relação dos candidatos inscritos está prevista para 1º de outubro. Os locais de prova serão divulgados em 18 de novembro.

    Outras informações podem ser obtidas no site da instituição.

    Quebra-cabeça para resgatar a autoestima

    Desde que eu sou pequena tenho algumas ideias meio malucas sobre as pessoas e sobre o funcionamento do mundo. Deixe-me explicar... “malucas” na visão dos adultos, porque para a minha Criança elas pareciam - e ainda parecem - a coisa mais óbvia e natural!
    A novidade é que hoje decidi correr o risco de convidar a minha criança para escrever comigo este artigo e dividir uma dessa
    s ideias com você .

    Bem, imagine (vou precisar da sua imaginação) que o mundo seja um enorme quebra-cabeça, e que cada pessoa seja uma peça desse quebra-cabeça. Imaginou? Milhões de pecinhas andando para lá e para cá, tentando encontrar o seu lugar.

    - Ei! Este artigo só vai funcionar se você pensar como criança, então você tem que imaginar MESMO isso acontecendo!!!

    Então vamos lá. Onde estávamos? Ah... as pecinhas procurando o seu lugar!

    Não sei bem como, nem por que, mas hoje em dia ficou decidido que algumas peças do quebra-cabeça são melhores, ou mais bonitas do que as outras. E ficou decidido que todas as outras peças deveriam copiar aquelas peças especiais. Isso gerou uma grande confusão no mundo das peças do quebra-cabeça. De repente ninguém mais estava feliz com suas próprias formas, o que causou um verdadeiro corre-corre. Hoje você encontra pecinhas e mais pecinhas em fila, esperando por uma tesoura para cortar partes que se sobressaem. Pecinhas querendo cavar reentrâncias onde antes só existia uma superfície lisa. Pecinhas comprando tintas para ter uma cor que acreditam ser mais bonita. Pecinhas importando “acessórios para peças de quebra-cabeça”. Pecinhas desmemoriadas, que já nem lembram como era a sua forma inicial.

    Experimente fazer isso com um quebra-cabeça! Modifique todas as peças. Corte-as, pinte com outras cores. Bem, agora imagine a dificuldade de se montar um quebra cabeças assim! Como descobrir a beleza desse quebra-cabeça se as peças estão todas transformadas? Como saber qual é o meu lugar nesse todo se eu já nem sei quem sou?

    Pense um pouco na sua autoestima. Hoje em dia é quase um chavão se falar em “melhorar a autoestima”. E para fazer isso as pessoas olham para fora, ao redor, e partem em busca de um modelo externo que possivelmente as fariam sentir-se bem. Pense: que modelos são esses? Que modelos de bem-estar e felicidade são veiculados todos os dias na mídia?

    Pense nisso, porque são esses modelos que estão nos fazendo correr atrás de tesouras e tintas para pintarmos nossa pecinha e deixá-la igualzinha àquela que vimos outro dia na revista.

    - Se ao menos se eu pudesse ter a bunda mais dura, comprar aquele carro, chegar a ser diretor, encontrar o amor da minha vida... ahhhh... Se ao menos eu pudesse!

    E assim saímos loucamente pela vida esquecendo de olhar para nós mesmos. E por mais que nos esforcemos, sempre nos sentimos um pouco frustrados. Afinal sempre existirão bundas mais duras, carros mais possantes, pessoas mais inteligentes, e amores que me parecerão maiores e mais plenos do que o amor limitado que hoje sou capaz de viver.

    - Ei, nada contra se ter dinheiro, desejar conquistar algo, admirar o que é belo e coisas assim; desde que isso não nos faça esquecer de quem somos.

    Bem, voltando ao quebra-cabeça, a verdade é que estamos perdidos, MUUUUITO perdidos. São peças e mais peças cambaleando por aí, tropeçando umas nas outras, muitas vezes se sentindo tristes ou irritadas. As peças sabem que estão em busca de algo, sabem que cada uma delas era parte sagrada de algo muito mais lindo e maior do que hoje podem sequer imaginar.- Mas... o que era mesmo? - Esqueceram-se!

    Nós nos esquecemos do que estamos fazendo aqui. E como esquecemos, sentimos esse vazio do esquecimento. E, para preenchê-lo, mais e mais nos esforçamos em tentar ser perfeitos.- Quem sabe assim conseguimos sentir essa tal de felicidade?

    Precisamos acordar dessa loucura coletiva!

    Pense nos momentos em que você se sentiu de verdade alguém de valor... (pensou?). Bem, no meu caso foram momentos em que eu não estava tão focada no meu “Eu”. Momentos em que eu não estava me comparando, em que não estava julgando a mim ou ao outro. Os momentos em que me senti mais valorizada, foram os momentos em que me permiti ser simplesmente quem sou, com todas as minhas reentrâncias e saliências. Os momentos mais especiais foram aqueles em que eu acreditei ser capaz de ajudar alguém a se sentir bem. E foi então que eu fiz uma das descobertas mais importantes da minha vida de criança:

    - Quando as pessoas que a gente ama se sentem bem, a gente se sente bem também! (É claro que isso que estou contando tem a ver com a pecinha que eu sou, mas quem sabe incentiva você a também fazer pesquisas e descobertas sobre a peça que você é!)

    Ter encontrado, nem que brevemente, um lugar que seja meu, um encaixe, me fez um bem que não sou capaz de descrever.Me faz bem escrever este artigo, por exemplo. Escrever... não como “esta” ou “aquela” pessoa escreveria, mas escrever do meu jeito, mesmo que não seja perfeito, mesmo que não seja capaz de tocar todas as pessoas. (Quem é capaz de tocar TODAS as pessoas, afinal?)

    Sabe o que me deu vontade de te dizer? - Pare de tentar! - Pare de tentar ser o pai perfeito, o filho perfeito, a mãe perfeita, o profissional perfeito, o corpo perfeito, a mulher perfeita... (Você percebe como isso cansa?). Pare de tentar saber o que as pessoas esperam e CORRA O RISCO DE SER VOCÊ, APENAS VOCÊ. (O seu Eu Superior pode ajudar você a fazer isso!)

    Sabe de uma coisa? A gente faz as coisas muito melhor quando faz desse jeito. Tudo bem se algumas pessoas não gostarem de você. Você precisa ser capaz de suportar isso, se quiser existir! E é claro que a escolha é toda sua. Você pode optar por se mutilar para agradar aos outros, ou para se encaixar naquele pequeno pedacinho que acredita ter sido reservado a você. Eu, deste lado do papel, só posso dizer que vou ficar triste por você. E por mim... que vou perder aquilo que você poderia me oferecer de melhor. Seu verdadeiro EU.

    Escute essa verdade... você é único!

    Não existe neste mundo inteiro uma única pessoa que seja exatamente como você. Pense nas suas reentrâncias e saliências como aspectos únicos que tornam você perfeito, como são perfeitas todas as peças de um quebra-cabeça.

    Então, se você quer melhorar sua autoestima, acredite, não olhe para fora. Olhe para dentro e aceite, aceite-se exatamente como você é. A sua felicidade não virá ao você atingir algum tipo de perfeição. Neste exato momento, você já é divino, todos somos. E quanto mais corajosos formos para sermos reais, mais essa divindade estará presente em nossa vida, nos ajudando a encontrar uns aos outros, nos trazendo paz e nos ajudando a encontrar sentido nesse aparente caos.

    Eu conto com você, porque sem você, nem que todas as outras peças tenham encontrado o seu lugar, o quebra-cabeça continuará incompleto, e EU ESTOU LOUCA DE VONTADE DE VER A CARA DESSE QUEBRA-CABEÇA!