quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Escotismo é uma excelente atividade para a formação da criança

No último artigo (clique aqui), falei sobre as diversas atividades que poderiam contribuir no processo educacional das crianças.. Um leitor desta coluna sabiamente sugeriu falar sobre o escotismo e concordei plenamente com ele.

Lembro-me de que em minha infância falava-se mais a respeito do escotismo, dentre outros motivos porque três personagens de Walt Disney, muito famosos na época, Huguinho, Zezinho e Luizinho eram escoteiros e motivo de orgulho para seu tio, o pato Donald. Como toda criança saudável, esses personagens são travessos, mas há um diferencial, pois eles têm um senso de disciplina, solidariedade, preocupação com a comunidade e respeito à natureza, acima da média.

Dificilmente na educação formal temos disciplinas que abordem, e sobretudo, nos ensinem na prática como desenvolver esses sentimentos e o envolvimento com essas questões cada vez mais fundamentais para a própria sobrevivência de nossa sociedade.

Um dos aspectos que mais me chama a atenção é a Lei Escoteira que baseia-se, com algumas variações, nos princípios abaixo.

O escoteiro:

1. É digno de confiança

2. É leal

3. Pratica todo dia uma boa ação

4. É amigo de todos

5. É cortês

6. É bom com a natureza

7. É obediente e disciplinado

8. Sorri nas dificuldades

9. É econômico

10. É limpo em pensamento, palavra e ação

Esses são valores simples que precisam ser cultivados e estimulados nos jovens, em uma sociedade de competição e consumo como a nossa.

O escotismo foi criado pelo inglês Robert Baden-Powell, um militar condecorado como herói por diversas façanhas que realizou principalmente na África, continente que ele amava e que escolheu para viver seus últimos anos (ele faleceu aos 84 anos), juntamente com sua esposa, Lady Baden-Powell, que se tornou a chefe mundial das Bandeirantes (movimento também criado por ele).

Após vencer batalhas memoráveis e retornar para a Inglaterra, ele percebeu que sua experiência na Índia e na África e seu conhecimento sobre a formação de jovens guerreiros em diversas tradições, poderia ajudar na formação dos jovens de todo o mundo. Ele se retirou do serviço militar e passou a dedicar sua “segunda vida” para o desenvolvimento do escotismo.

Interessante notar que sua vida até então envolvida boa parte do tempo na tensão de batalhas sangrentas, permitiu-lhe vislumbrar um mundo solidário com jovens bem educados e formados, e que essa seria sua grande contribuição para o mundo.

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