Ele ainda é a melhor maneira de identificar o câncer do colo de útero, além de outras alterações ginecológicas tratáveis
Por Denise Mello
O exame que detecta o câncer de colo de útero recebeu este nome em homenagem ao médico grego George Papanicolau, que criou o método em 1940. Desde então este é o meio mais seguro de identificar tumores, além do papilomavirus humano (HPV) e infecções vaginais.
Mesmo depois de quase 70 anos ainda existe um grande tabu ao redor desse exame. Muitas mulheres deixam de fazê-lo por vergonha e por medo da dor. "Essa é uma realidade entristece. Se o papanicolau fosse feito regularmente, uma vez ao ano, muitas mulheres seriam poupadas do sofrimento que as doenças ginecológicas causam. E apesar de antigo, ele ainda é a melhor maneira de identificar o HPV e o câncer", afirma o ginecologista Carlos Eduardo de Azevedo, do Hospital Alvorada,
Para não interferir no resultado, o ideal é que o papanicolau seja feito uma semana antes ou dez dias após a menstruação. E as recomendações dos especialistas não param por aí: dois dias antes do exame, as relações sexuais devem ser evitadas, assim como as duchas íntimas. Nesse período o uso creme e medicação vaginal também devem ser cessados. Assim se evita que o material coletado seja contaminado.
Entenda o exame
Os resultados do papanicolau são divididos em cinco classes:
· A classe I corresponde a ausência de células anormais no organismo, identificando um exame normal;
· A classe II em geral indica uma inflamação ou infecção;
· A classe III indica presença de células anormais. Nessa classe, ainda é possível que a paciente tenha uma displasia (lesão celular reversível desencadeada por irritantes crônicos), que pode ser dividida em três tipos: leve, moderada e grave. "Nos tipos leve e moderado geralmente está indicada a realização de cauterização. Na displasia grave pode ser necessário a retirada de um segmento do colo", explica Azevedo;
· A classe IV indica o exame considerado suspeito para algum tipo de doença;
· A classe V indica a presença de neoplasia (lesão tumoral).
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